quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Metamorfose – Parte I : O colégio


Sempre que estamos num bar com alguns amigos, falar de amor e sexo (quase, necessariamente, nessa ordem), é inevitável. A conversa sempre começa com os papos mais cabeça como conjuntura política, economia e até filosofia, mas também sempre acaba terminando (ou se prolongando) nos temas pertinentes a metança. E aí, é que você percebe o quanto que o tempo passou e você mudou (rimou! Ops! De novo!). As coisas que, antigamente, só aconteciam com seus tios e os amigos de seus pais, hoje, acontecem com você e com seus próprios amigos. Nesses momentos de cemancol é que fazemos uma retrospectiva das melhores e piores fases de nossa vida. Começando pela infância e os desenhos animados, passando pela pré-adolescência até a fase...adulta?! Não! Vamos falar em atualidade. Assusta menos.

Eu lembro bem quando piarráia, o Dia das Crianças (principalmente, por ser meu aniversário) e o natal eram as datas que Eu esperava com maior ansiedade. Ganhar bonecas, carrinhos, joguinhos, barbies e chocolates era certo! Os presentes vinham de vó, tia, pais, vizinho...enfim, era uma festa! A maior frustração era quando rasgava o pacote e me deparava com uma calcinha (quem nunca ganhou uma calcinha bunda-rica na vida, hein? A minha era vermelha). Pior que isso, só quando minha mãe, numa fracassada tentativa de me tornar menininha, dizia “você já é uma mocinha!”. EU? Mocinha?! PELAMORDEDEUS!!! Eu tinha 10 anos e brincava de Comandos em Ação, Jaspion, Giban e Jiráia com meus irmãos. Ser chamada de mocinha era desmoralizante demais. E como tudo pode piorar... ela ainda fazia isso na frente da classe maxulinista da família, em que Eu era integrante híbrido, claro!

Namoradinho? Herg!!! Eu tinha tanto medo do desconhecido que no dia dos namorados do ano de 1995 pedi a Santo Antônio para nunca casar. Eu era maxu, não tinha como negar. Tudo bem que Santo Antônio tá cumprindo com primor o pedido, mas... Porra, Santo Antônio! Eu só tinha dez anos, caraí! Sei que tá cedo ainda para dizer isso, mas não quero virar personagem de “Friends”!

Aí chega a fase da adolescência. A mais chata e humilhante. Ganhar roupas já passa a ser interessante. Por outro lado, todo mundo acha que você nunca tem idade suficiente para nada. Sair com as amigas, só se estiver em casa às 23h (hora que geralmente a festa está começando). Sem contar que ter meninos como amigos, para seus pais, era o mesmo que “Eles querem comer seu cu” (eh, essa Eu ainda ouvi na faculdade). Acho que as amizades nessa fase da vida são as mais sinceras e duradouras. O problema, de fato, de toda minha adolescência foi a resposta a pergunta “o quê vestir?”.

As tais e famosas mudanças hormono-corporais aceleradas, comuns nessa fase da vida, comigo foram devagar quase parando. O meu corpo Buchen de hoje não é por acaso. Naquela época, Meu Deus, Eu era quase uma Olívia Palito versão pele e osso. Enquanto minhas amigas tinham peitinhos bunitinhos e um lindo par de nádegas e pernas, Eu sofria com a falta de TUDO!!! (Ai, coitada!) Era terrível! O que me consola é que, boa parte das menininhas gostosinhas daquela época, hoje, são barangas e Eu...tô no auge. Sempre! ÓbIvio! Mas, um dos momentos cruciais e altamente constrangedores para qualquer ser que disponha (mesmo que por engano) de um útero saudável é, sem dúvida, a PORRA da menstruação. Nunca me esqueço o dia que conheci um absorvente.

Quando tinha nove anos, pedi a meu pai para comprar fraldas descartáveis preu poder brincar com minha boneca de plástico, a única que Eu podia dar banho sem que ela morresse (você quer dizer mofasse). Então, o velho apareceu com um pacote de absorvente Ella. Fiquei frustrada, claro! Eu, uma criança pura, esperando um pacote de fraldas Pampers, me deparo com um absorvente. Aquele pedaço de algodão comprido não tinha barreiras laterais para impedir o xixi de minha boneca péba de sair.

Bem, de todas as garotas da família, apenas Eu ainda faltava ficar de BOI (múúú!!!), chico, 301... qualquer nomezinhos e códigos desses que as garotas sempre criam para poder falar no assunto em público sem que as pessoas saibam, ainda mais os garotos. Certa manhã do mês de agosto, aos 14 anos, acordei com dor na bexiga e uma vontade monstra de mijá. Inocentemente, sem pensar que a vilã estava a espreita, tirei a calcinha e...BUUUMMM! - PUTA QUE PARIU! Essa merda veio! – pensei. O pior era ter que fazer o comunicado oficial a minha mãe. Claro, elas são sempre as piores nessas coisas. Mas fui bem objetiva. “Mãe, não ria. Eu menstruei”. A princípio, ela reagiu naturalmente. Me deu o absorvente e voltei pra cama. Foi então que comecei a me contorcer. A tal dor na bexiga era a da famosa cólica, que só conhecia por minhas amigas. O negócio mais parecia que tava me rasgando por dentro e só acalmou depois de uma dose potente de dipirona. Mais tarde, com a maior cara de quem levou uma surra, recebo o telefonema da minha tia: “Parabéns! Êh, êhhhh!”. E a resposta não poderia ser diferente: “Parabéns por quê? Por sangrar todo mês, ter que usar um pacote de fraldas durante uma semana e ainda me dopar de analgésicos? Fala sério, tia!”. Mais delicada, naquele momento, impossível. Nós não vivemos numa sociedade mulçumana. Será que ninguém entende isso?! Só faltavam fazer festinha e mostrar a calcinha.

A chegada da menstruação, porém, não diminuiu minha donzelisse (traduzindo: tabaquice, mamãozisse, abestalhadice). Há quem diga que esta é muito forte até hoje. Eu discordo! Isso é inveja! E olhe que Eu é quem sou despeitada, hein! A adolescência e a descoberta da sexualidade é uma droga quando você se parece uma gazela...”Voa gazela! Voa!!!”. Essa, fica pra parte II.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Um dia na Cafuçolândia!


Com o sol forte queimando no quengo (que não é o masculino de quenga - que é o mermo que puta - mas de nuca) e o calor desgramado que tá fazendo já sentimos que estamos no verão. Eh! Aqui em Pernambuco não tem esse negócio de primavera e outono não. Isso é coisa de viado e nóis sêmo cába maxu (traduzindo: cabra da peste. Geralmente, a expressão é usada para designar um matuto – pessoa do interior, caipira – brabo que quando mata é cá pexera, rapá. Mané revóvi!).

Com a chegada do sol, vem a praia e as famosas histórias de verão. No último fim de semana, Maryangel (vulgo Mary-Li) implorou, chorou, quase lambeu meus pés, preu passar o finde com ela e a Poeteira na praia de Gaibu (no Litoral Sul do estado, no caminho para a praia de Suape - que não é só um estaleiro). E assim, o The Women Libertation Front estava reunido mais uma vez.

O babado começou logo na chegada. Eu, com minha cor de lesma reluzente e uma bandana na cabeça, mais parecia uma gringa desfilando de mochila na rua. Daí o porquê do meu vulgo nome do trio The Women ser GRINGA. O quarto que ficamos na pousada não poderia ser diferente. Era altamente butterfly. Cheio de flores, estrelas, sol, lua e nuvens grafitados nas paredes. Era altamente gay, super, hiper Liberation Front. A única coisa ruim é que as toalhas da pousada não enxugavam. Vamos dizer que elas nos deixavam “levemente secas”. (Ah, pra mim, é quase papel toalha de banheiro de restaurante chique – “Use apenas duas”). Isso já nos colocava no ritmo de Nação Zumbi - “Toalha nova, não enxuga! Faça sol ou venha a chuva!”, exceto pelo “nova”, claro. Mas tem bronca não. Somos meninas descoladas e com pinta de surfistas, logo não podíamos nos queixar. Até porque ficar molhadinha (UAU!) e bronzeada dá o aspecto de modelo de propaganda de cerveja. (Então minha filha, ARRUDÊÊÊAAA!!! Você com essa cor morena gesso...impossíveeelll!!!). Alojadas! O próximo passo foi pôr o biquininho “sou sexy, mas não sou piriguete” e nos jogarmos na praia.

Êhhhhh, marzão! Ondas, surf, curtição. Só não dava pra azarar ninguém porque, em Gaibu, você tem duas opções: ou se agarra com um cafuçú de Olinda com cara de mala metido a surfista, ou com os nativos! Nesse caso, é melhor ficar sozinha! Atingir o nirvana com a minha meditação! (uuuhuhuuUhUhuhuhuhUhuUh!!! Com a força do pensamento, hum?! Danada!) Amiga, tô na péda, né doida não! Depois de servidas de uma geladinha cerveja, eis que um dos três celulares toca e a confusão começou. O quarto membro da nossa equipe, que é homem, infelizmente, ameaçou não vir e, com umas conversas muito tronchas que num convencia nem minino pequeno, deixou a ninja do grupo estressadinha. Mas, para nossa surpresa e felicidade geral do priquitin magoado (forma pernambucanamente mineira de dizer priquito!), para alegria geral da nação, o farrapeiro criou juízo e apareceu...com uma garrafa de mingau russo. Óia! Eita que a noite foi boa. Eu e a Poeteira mais parecíamos duas autistas dançando balé na beira do mar, rodando feito loucas às duas horas da manhã. Ah, sem contar que tivemos direito a trilha sonora cantada por nós. O hino do The Women Liberation Front:

“I'm Too Sexy For My Love. Too Sexy For My Love. I'm Too Sexy.
I’m too sexy For Your Party. Too Sexy For Your Party. No Way I'm Disco Dancing” – uhuuu!!!

A aventura aconteceu mermo no domingo. O que no dia anterior estava tranqüilo, agora estava repleto, invadido, pela MUNDIÇA! Aff, Maria!!! Nunca vi tanto cafuçú por metro quadrado como Gaibu em dia de domingo. MÍsericÓrdia! Era muita farofa! Meu Deus! Ainda assim, Eu propus ao pessoal uma trilha até Calheitas, que é uma praia vizinha e bem mais decente. E foi logo no começo da trilha, bem cedo do dia, que vi uma cena chocante (uma é eufemismo, filha, foram vááárias cenas impressionantes!!! Coisas dignas de Caco Antibes).

Em questão de segundos, as pedras que formam uma divisa entre as praias de Gaibu e Calhetas encheu (Não! INTUPIU!!!) de cafuçús! JESUS CRISTO TEM PODER!!! Eu subia as pedras num despero sobrecomum. Um medo de pegar bite-bite, xanha e de ser confundida com esse povo melequento de bronzeador peba (traduzindo: ruim, fulero, fajuto). É como diz uma amiga: “Eu odeio um pobrinho!”. Tudo bem ser pobre. Eu merma, sou lisa! Mas, vamo ser limpinho né? Estilo de gente é uma coisa que se aprende, não se compra não. Não vende em “mercadinho”!

Juntando todas as minhas forças, Eu sentia, dentro do íntimo do meu Eu profundo, que poderia superar tudo aquilo. O clima, sol, praia, verão 2009 ainda estava em mim. Porém, tudo desmoronou quando, ao olhar para trás...PRÁÁÁ!!! Dei de cara com uma mala cheia de farofa. Era mala meeerrrrmo, de cum força. Sem exagero. Me senti num filme de ficção. São coisas que você acha que não existe e que nuuunnnca vai ver. Eh, a arte, definitivamente, imita a vida. Pra completar, ainda consegui ver os pratos duralex marrom que a dona trazia pra botar a farofa. Meu Deus! Mas isso...............eu... ainda... pô...pô...podia superar.

Ao voltarmos da trilha, sedentas e famintas, procuramos, imediatamente, uma barraca para nos acomodarmos e tomarmos aquela água de côco geladinha. Ô Grória!!! E só aí que tive noção da cafuçada que nos cercava. Era muito bife à milanesa! Viiixxxeee Maria! Coisas à lá novela das oito! Com um olhar infalível e atento de jornalista fofoqueiro de coluna social, percebi que o vendedor de bronzeador, óleos e protetores estava carregando uns potinhos visivelmente caseiros, que mais pareciam potes de exame de fezes, com uma meleca branca. Curiosa que só Eu, comecei a catar com os olhos algum ser da espécie cafuçú para saciar minha curiosidade.

Pra minha sorte, a mulé que tava do lado da nossa barraca comprou um e começou a se lambuzar com aquela meleca branca. “Ô moça”, cheguei toda empolgada. “Me responde uma coisa. O que é isso que a senhora tá passando no corpo:”. E para minha enorrrrrmmmmee surpresa, ela respondeu: “Ah, minha filha, isso é vasilina!”. (VASILINA? Mal pude acreditar. Mas isso, pelo que Eu saiba é usado para outros fins e meios, sim?). Melhor que a composição foram as indicações. “É, minha filha. É bom porque doura mais rápido e as gordinhas usam isso pra queimar as gorduras localizadas. Olhe, mas quem é branquinha assim, não pode usar isso não viu!”. Ai, respondi rapidinho. “AAAAAhhhhhh, claro! Claro! Não se preocupe. Ficarei longe. Bem, longe!”. Saí daê, baranga! Tá achando o quê? Eu, uma lady. Uma mulher Buchen e fina em todos os sentidos. Me entupo de protetor 60 todo dia, minha queridinha.

Esse mundo tá perdido! Depois do uso das fitas crepes pra fazer aquelas marquinhas de biquíni asa delta de dançarina de brega, dos verões passados, achei que nada poderia ser pior. A bicha era tão burra que não parou nem pra ler o pote que dizia PARAFINA! Quem tem costume de usar isso são os surfistas para deixar as pranchas mais lisas e os cabelos com aspecto de queimados. Eis que chegou a hora de partir.

NUNCA MAIS! NEVER AND NEVER!!! Eu pegarei busão entre o meio dia e às 17h. Depois que saímos da pousada, fomos lindas e bronzeadamente pegar o busú de volta pra nossa terra civilizada. Porém, o dia na Cafuçolândia, ainda não havia terminado. Ainda tinha a volta de ônibus. Pense num vuco-vuco. O busão mais parecia uma lata de sardinha de tão cheio que ficou. O filho da puta do vendedor de ostra resolveu ficar em pé, justamente, ao meu lado e colocou a porcaria do balde fedendo a peixe bem nos meus pés. PUTA QUE PARIU! Era uma catinga de suvaco. Um calor. Uma agonia! Gente empurrando. Brigando com a cobradora. Pra completar tudo, uma pirralha resolveu mostrar pra que veio no mundo e começou a chorar no meu pé de ouvido. “Ai pirralha chata do caralho, cala boca desgraça. Tá aprendendo a ser cafuçú logo de agora pexte dos inferno”. Pra fechá, o idiota do motorista passou a viagem roendo o cotovelo e cerrandos as gaias e não mudava a porcaria da música do rádio. Foi Lara Fabian com Love by Grace, a viagem inteira. Ô mulé de guela potente.

(...)There's a weakness in my faith.
I was brought here by the power of loveÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ...

Chegando, finalmente, at my home. Parei para fazer uma análise sobre o fim de semana e tudo o que se sucedeu. Eh, a lei de Malthus está certa. Só uma grande guerra ou uma mega desastre ambiental pra frear essa PG desgraçada. Afff!!!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

"...RÁ-TI-BUM!!! Perolex! Perolex! Perolex!”



O Perolex fez aniversário dia 31, geeente (Que soft!) Foi bom estar com vocês, brincar com vocês, deixar rolar solta todas as nossas putarias e é no faz de conta que a gente apronta. Ô GLÓRIA!!! A paródia não tá funcionando muito, mas já deu para entender que o nosso blog tá completando UM ANO DE VIDAAAAAAAAAA!!! Êhêhêhêh!!! “É pica! É pica!...” (Ai, racha... Sai, bicha!) E chama a Supernanny que ninguém agüenta essa Papola no juízo. Vamos criar o cantinho da disciplina!!! E haja cacete!

Eu tenho ao longo desses meses recebido muitas cartinhas de amor, depoimentos e manifestações de carinho (a là “Tu é HOMI, porra!”) que demonstram o quanto que o Perolex tem atendido às necessidades dos ciberespectadores maXus, que se sentem desolados com a quase extinção da espécie e também de alguns homens frustrados que procuram nossos conselhos papolescos para ver se tomam jeito. Não sou Márcia Goldsmith (e só frango e piniquera que precisa daquela baixaria social), mas o nosso papo reto tem dados frutos! (Papo reto? Retíssimo, bein! UAU!). Mas, vocês devem está se perguntando o que ganhei de presente, né? A VIDA! Sei que parece muito auto-ajuda, mas depois do incidente que aconteceu na quinta-feira, dia 28, quase véspera, vocês irão entender.

Neste dia, a empresa onde trabalho recebeu a visita de uma comitiva de africanos que ia conhecer uma das ações sociais que a Companhia desenvolve. Até chegarmos no tal projeto, seguimos um comboio, formado por três vans e duas caminhonetes da polícia federal. Como somos de empresa pública federal, o motorista e o outro funcionário tiveram a brilhante idéia de entrar no bendito comboio. O babado é que a última caminhonete, que fechava a fila de carros, trancou quatro vezes o veículo em que estávamos. Detalhe: a velocidade mínima de um comboio da polícia federal, segundo fontes oficiosas, é de 120 km/h, pelos meus cálculos, nós estávamos a 140km/h... e tome tranco. O carro só aquetou o facho, claro, depois que bateu!

Quando levamos o quarto e último tranco, um motoqueiro apareceu na nossa frente, o que obrigou o motorista a desviar - se não, ele se arrebentaria todo, ainda mais porque havia um caminhão na frente dele - e nesse desvio...UM ABRAÇO! A nossa valia é que a rodovia, naquela fração de segundos, abriu-se numa bifurcação em “Y”. Mesmo assim, era quase impossível aprumar o veículo na pista devido à alta velocidade e aí fomos diretinho no sentido do poste que estava prostrado a nossa frente - “Pronto! Me fudi! Me fudi!” - era a única coisa que, calmamente, Eu pensava. Foi cena de novela, chefe. Quando estávamos a poucos centímetros do poste, senti que o carro subiu num barranco de alguma coisa. “Pronto! Agora, vamos capotar!”. (Que lindo, é cena de filme. Você não é uma pessoa chique?! Digna de Hollywood? Intaum...Mantenha a pose) Porém, quando menos esperava, (“Porém”? - ninguém fala isso!) era lama pra tudo que é lado! Pois é, o tal barranco era de barro e, por sorte, o barro tava mole e atolou o carro. (Ainda bem que o vidro tava fechado. Já pensou Eu toda melada de lama? Toda minha pose de assessora de imprensa poliglota e de cabelo fashion teria ido pro beleleu!).

Engraçado que as pessoas depois ficaram me perguntando se a minha vida tinha passado diante dos meus olhos? (Eita povo besta! Se isso tivesse acontecido, de duas, uma: ou o acidente ia congelar no tempo até que ela terminasse de passar – o que seria suficiente preu destravar a porta do carro, sair do veículo e ainda “trabalhar o gado” cinco vezes, antes de voltar e colocar o cinto – ou, então, minha vida só vale uma rapidinha de alguns milésimos de segundos, porque a única coisa que Eu pensava naquele instante era “Me fudi! Me fudi! Me fudi!”

A parte engraçada (e isso é possível se tratando de minha pessoa) é que os três ficaram por quase três minutos em silêncio dentro do carro atolado. Depois que constataram que todos estavam bem, o motorista e o outro funcionário começaram a xingar a mãe dos policiais. - “Alguém me arranja um maracujina presse povo! NÚ, ainda bem que aqui tem um maXu pra manter a situação sob controle” - gritei em pensamento. Às vezes fico impressionada com minha tranqüilidade em situações como essa. Eh, sou maXu! Tá explicado. A gente só se ligou em sair do carro quando as pessoas começaram, com cada butuca de olho, a se aproximar lentamente do local do acidente (AAAhhh, pra mim, era gravação de MIB. Mais parecia que aliens iam sair do carro ao invés de pessoas). Apesar da sensação de ter passado horas, tudo isso aconteceu em, aproximadamente, 6 min (Viva a teoria da relatividade!).

O pior sempre vem depois. O tal funcionário espalhou pra todo mundo que Eu tinha gritado e estava “tremendo mais que vara verde!”. VARA VERDE É O TEU PASSADO, Ô INFELIZ! Mas tem problema não, todo mundo sabe da reputação de bundão que ele tem. Tem certas coisas que nem mastercard resolve, companheiro. Deixar de ser bundão é uma delas. O incidente serviu pelo menos para aprender duas lições: nunca ande sem cinto, pra não virar protagonista de uma novela, e nunca ande de vidro aberto, você pode tomar um banho de lama e acabar com sua chapinha. Eh, isso deve ter sido o inferno astral do aniversário do Perolex!

PS: Não esqueça do meu presente! Quem vier com papel de carta, mesmo da cartigem, Eu mando enfiar! Quem enviar presentes ou cartõesinhos on line, Eu juro que respondo com um puta vírus que aprendi no “Penetration” - curso para harckers. Quem for liso e vier com cinquenta centavos ou um big-big, eu vou mostrar o meu lado Magaiver e juro que faço uma bomba explodir quando você abrir a carta de promoções de um cartão de crédito que você não solicitou. Então, cria vergonha na cara, ô, e me dá um presente decente que lembrancinha é coisa de pobre.


ANO DE ELEIÇÃO

Diga NÃO aos terrorritas da politica. Vote em Bin Laden 666! Uma explosão de cidadania. BUUUMMM!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A volta da Papola


Após um loooongo e estressante período de férias, finalmente, Papola resolveu voltar do recesso. Nunca imaginei que minha vida ficaria tão bagunçada sem ela. Quem conseguiu me acompanhar nesses últimos dois meses, constatou a tremenda agonia que vivi. Eh, definitivamente, me acostumei a ter uma dose papolesca alucinando minha mente todos os dias. E assim seguiram os dias sem ela: trabalho, trabalho, faculdade, curso de inglês, amigos, férias, família, mais trabalho, estresse, pai, frustração, mãe, estresse, irmão, "PELAMORDEDEUS!", agregados, sobrinhos, trabalho de novo, cabelo, roupas, dívidas, amigos, frescurite aguda, cachaça, ansiedade, hospital, dinheiro, festa, dor, intercâmbio, entrevista, EUA, mais ansiedade, mais amigos, um pouco de serotonina, emprego, namoro, "AIAIAI", aperreio, Eu já falei ansiedade? Enfim, VIDA!

Mas querem saber como descobri a volta da Papola? Na primeira segunda-feira de agosto, recebo um telefonema do pessoal do intercâmbio dizendo que Eu deveria estar às 17h30 na agência para fazer um teste oral (OPS! Não é nada disso que vocês estão insinuando nessas mentes pornográficas). Como sou uma pessoa trabalhadera, perguntei se poderíamos marcar para o dia seguinte, uma hora mais tarde, por causa do meu estágio. Tanto não poderia, como tinha 15 min para sair e poder chegar a tempo no terminal do ônibus para pegar o próximo que ia sair. E lá fui Eu, quase correndo no meio da rua.

De tão ansiosa que tava, fui logo a primeira a entrar no ônibus e sentei no velho fundão. Depois que sentei, passados alguns minutos, comecei a sentir um cheirinho meio azedo. Como era um cheiro estranho, funguei com mais força e constatei que o cheiro era de C...CA...CA-SSACO CASSACO! PUTA QUE PARIU! Mais Eu já tenho sorte, viu?! (Dá uma sacada nesse texto que você vai entender o porquê: http://perolex.blogspot.com/2008/02/o-buso.html)

Geralmente, os ônibus que saem dos terminais, fora do horário de pico, vão com duas ou três pessoas. Então, não seria muito difícil achar o responsável pelo odor. A merda é que Eu era a única pessoa perto de mim mesma e por isso comecei a ficar noiada, achando que Eu é quem tava fedendo. Como o ônibus estava quase vazio e a cobradora fica lááááá na frente (bendito seja o dia em que mudaram as catracas de posição), fui fazendo os malabarismos para saber se meu suvaco tava vencido. Primeiro, fingi que estava olhando para a janela e, como quem não quer nada, passei a mão nos cabelos. Assim, você tem a desculpa para levantar os braços e baixar a cabeça, como quem estivesse ajeitando a parte de trás do cabelo. É nesse momento que você vira a cabeça pro seu suvaco e dá a fuuuungada. O pior é que Eu repeti a proeza umas três vezes e o único cheiro que sentia era do meu desodorante teen de tutti-frutti, super hiper baby. Mas isso parecia não ser suficiente e continuei noiada. Se só havia três pessoas no busú (mais o cobrador e o motorista) não seria muito difícil achar o responsável pela tentativa de homicídio culposo por vias olfativos.
Tudo se resolveu, porém, quando olhei pro velho que estava sentado no meio do busão. Sei que é preconceito, mas pelo jeito de cachaceiro cassaquento (essa eu inventei agora. Deriva de “cassaco”. Tem palavra mais expressiva para designar um ser que fede e parece sujo?) Enfim, era do suvaco dele que vinha a catinga. “DEUS É PAI! DEUS É PAI!” – pensei, muuuito feliz. UUUFAAA!!! Relaxei! Nunca fiquei tão feliz em fazer uma viagem sentido a catinga de suvaco do povo cafuçú! Eh, mas Papola caprichou no seu retorno! O babado continuou na hora de descer.

Você já reparou que olhar pela janela do ônibus deixa você hipnotizado e mergulhado nos seus pensamentos mais que profundos? Eu já tava muito doida (acho que foi a catinga que me deixou drogada) e tinha esquecido de tudo, até a hora que me levantei para descer. Demente que só Eu, atinei para o que tava acontecendo quando vi o senhor que estava sentado à minha frente catucando o nariz por causa da catinga. Aí a nóia voltou e “de cum força”. Todos os outros três passageiros que também iam descer, contorciam o nariz, fazendo caretas por causa do mal cheiro. De pronto Eu baixei os braços e fiquei lá amuada. Meu Deus será que Eu tô fedendo ou tô doida porquê não tô sentindo. É a situação mais constrangedora que se pode viver. Pior até que uma buceta flatulenta.

Desci do busú, baixei a cabeça e quase fui correndo pra agência. O mais revoltante é que o único cheiro que Eu sentia era do meu desodorante teen, que nunca me abandonou. Será que existe ilusão olfativa? O próximo desafio era passar pela recepção do edifício empresarial, onde fica a agência. Quando entrei na recepção, que é climatizada, o cheiro de cassaco no ar. AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! Vou fica looocaaa! Sou Eu! Sou Eu! Sou Eu! Sou Eu! Buáaáááááá! Depois veio o elevador e Eu lá, parecia que tinham colado super bonner nos braços. Subi frustrada. “Serei o comentário da agência, mas não dá pra ligar cancelando. E o que vou dizer – Oi, é que eu tive uns contratempos psicológicos de complexos axilares e não poderei ir!”. Não dava. O único jeito era IR! Como sou brasileira e a esperança é a única coisa que sustenta, assim que cheguei na agência, nem dei boa noite, corri pro banheiro. Tirei colar, blusa, sutiã, o escambau! Cheirei o suvaco. E...NADA! Funguei com todas as minhas forças a manga da blusa e...NADA! Sai cheirando tudo o que você puder imaginar. NADA! Só não fui nos pentelhos porque não sou contorcionista e nem a mulé cobra. Bem, pelo menos pude constatar que Eu sou uma pessoa estudante, pobre, mas limpinha.

Só faltava passar pelo teste final, meu Pai. Depois que fiz o teste oral na agência (êpa! Olha lá!), o véio passou para me pegar. Quando entrei no carro...NADA! Se ele não disse nada é porque nada tinha a não ser a nóia fila de uma puta na minha cabeça. Ô passageiro, cassaquento, velho miserávi. Vai tomar banho desgraça! Acabou com meu juízo. Não sei o que é pior: está fedendo, mas está tranqüilo; ou está cheiroso, mas se descabelando com a nóia. Nãããooo, definitivamente, fico com a segunda opção! Viva a Papola!

CURIOSIDADE

SUVACO é um palavra de origem cafuçú que é o mesmo que axilas, que são comumente conhecidas por sOvaco. Mas, convenhamos, com o U é mais melhor, né?

domingo, 1 de junho de 2008

“Uai! Uai! Uai! Uai! Queijo de QUAI!”


O meu primeiro desafio ao chegar em Minas foi me acostumar com o sotaque. Os “s” muito bem pronunciados e as acentuações fonéticas, às vezes, comprometiam a compreensão de algumas palavras. Além do “UAI”, “sôh!” e “trem baum!”, logo que cheguei, conheci o tal do FRAGA! Estava Eu à mesa, com Cabeção e Leitoso, que Eu acabara de conhecer. Era um tal de Fraga pra lá, Fraga pra cá, “porque Fraga num sei quê”, “fez isso Fraga”, “é culpa dele Fraga”. “Coitado de Fraga. Esse, tá fudido”, pensei. Com a intenção de sair em defesa do companheiro, quem nem conhecia, mas também pra não fazer nenhum comentário idiota, perguntei logo quem era a tal figura. Foi aí que os meninos me explicaram que Fraga, na verdade, é uma gíria mineira que equivale ao nosso “Tá ligado?!”.

Agora, imagine você dizendo: “Cara, a noite ontem foi do caralho, visse?”, “Meti muuuito, tá ligado?”. Realize um mineiro dizendo isso: “Cara, o show foi baum demais”, “Meti muito, fraga? Ôôô trem baum, sôh!”. Vaitimbora. Como diria um bom pernambucano: Eu quero lá saber de outro macho na minha cama, rapá!

Segundo desafio: saber se Eu estava “podendo”. Eu, nordestina, com minha sandália de couro e meu básico “oxente!”, fui me meter numa boate de uma capital do sudeste. Claro que a boate de BH não se compara as de Recife. Fiquei impressionada com o cubículo. Enfim, o importante eram as pessoas. Peguei a bebida “qualquer coisa ICE” e fui dá uma de mulherzinha junto com os meus três amigos secões. (Amigos? Com é que uma mulé vai com três amigos pra uma boate?) Era meu fim! Bem acompanhada daquele jeito, ia pegar ninguém. LLLóóógico!!!

Numa cidade em que o povo não sabe o que é donzelo, balaca, nem tabaca, (TÔ passsaaaada!), é difícil desenvolver uma conversa. Mas nada que um bom dicionário de pernambuquês não resolva. Ah e por falar nisso, a língua nunca foi problema para o minerin. O velho ditado que o mineiro come queto...hum!!! É a maior fraaaaude!

“NÚ!” (traduzindo: “nú” é uma expressão mineira que descreve a mesma sensação que você tem ao ver um véio pelanquento pelado. Ela passou por um processo parecido do “Oxente” que veio da expressão “Ó gente!”. Com o costume, o “oxente” assumiu outras derivações como o “oxen”, “oxe” e “ox”. De acordo com uma fonte oficiosa, o “Oxente” seria o resultado da não compreensão dos soldados brasileiros, que foram para a primeira GM, da expressão “Oh, shit!”. Voltando ao “nú”, o que soube é que ele deriva da palavra “Nusguete” e depois se resumiu em “Nusga” até chegar em “nú”. Enfim, vocabulários a parte...) Pense num mói de gente bunita. Viiiiiiixxxe!!! As nega são gostosa pácaralhooooooo! Tem loira, morena, rabuda, peituda... Só tem “ÃO”: bundão, pernão, coxão, peitão, cabelão...Se o produto não for gato por lebre, tudo indica que as partes mais cavernosas completam a rima. Pois é, Minas é famosa por ser um lugar que concentra a maior quantidade de gente bonita por metro quadrado. Isso Eu já sabia, mas era preciso passar pelo controle de qualidade.

Para minha surpresa, o tal do minerin na era nada quetin. Pra onde Eu olhava, era só flash! Claro que tinha um ou outro bôco-môco (traduzindo: um minino jegue, cafuçú), mas, a maioria, aff Maria!!! Foi aí também que percebi que mané existe em todo lugar do país. Quando entrei no bate-estaca, já conformada com o baixo movimento da night, por causa das minhas másculas companhias, foi que comecei a ouvir as coisas originais de sempre: “E aê, linda!”, “Oi, tchudo bom!”, “Princesa”. (PRINCESA?!!! PUTA que PARIU!) Bem, mas não tinha tempo pra pensar nisso. Eu tinha que ver meu medidor de fexação e... Minino!!! Como sempre... AR-RRRAAAA-SEI!!! Quando olhei prum lado...“flash!”. Olhei pro outro...só glamour!! “Porra, tô bein pá caraaaaí, aê!”. Longe de qualquer intenção libidinosa e pecadora, (sou uma pessoa pura e imaculada) preferia me divertir com os meninos e só tirar onda deles. Óbvio! Homem sempre gosta de contar vantagem e, no final, é um Zeeeero-a-zeeeero do caraí.

Porém, entretanto, contudo, todavia...quando Eu menos esperava, numa fração de segundos, quando viro o rosto...NÚ! Dou de cara com 1,90m de galego. Aí Eu estilei. Quase peço arrêgo. Tinha que ser logo uma galegão. Mermo assim, como uma boa menina, fiquei só sacando: “Já sei como é. Vai ficar nesse couro de pica a noite toda. No final, quando ele tiver bêbado, fedorento e vier falar comigo, Eu dou um fora”. (Só que você esqueceu um detalhe importante, amooorrr: você não estava em Recife. Você estava em um quase seriado americano, à lá “One Tree Hill – Lances da Vida”. Aquele é que é um mundo abençoado. Uiuiui!) E não demorou muito pra constatar isso. Não deu 5 min, quando olhei de volta...o pexte já tava do meu lado perguntando meu nome. (Rapá, gostei desse povo de BH. É uma providêêência). E ai? O que faço agora? Putz! Era só pra ficar no zero-a-zero! (Que nada mirmã. Deixa de quejo e agarra o bofe. Qualquer coisa, inventa uma dor de barriga e lavra!). Pois é, até tentei conversar, quando vi...tava sendo engolida pelo mostro loiro. O 1,90 de galego parecia que tinha uma boca maior que minha cabeça. NÓ! Fiquei com medo. (HUM!!! Ai que mêda). Cada vez que ele abria a boca, juro, era uma Ave Maria que Eu rezava.

Sabe quando você tá aprendendo a beijar e todo mundo diz pra você pôr uma pedra de gelo dentro de uma xícara com água e tentar pegar o gelo com a língua? Pronto! A diferença é que não era gelado. Na verdade, quando não se conhece a figura, é muito complicado se sentir tão à vontade. Geralmente, depois do primeiro beijo, acaba o encanto. A não ser que ele seja muuuito bem humorado, inteligente, gentil, gostoso, bonito, cheiroso e sensual pra render a noite toda. (Sendo assim, ele era gay). Só não rezei o rosário todo porque os meninos me ajudaram a fugir. E aí foi que começou a putaria. (Aviso: alta periculosidade).

A merda era que a boate era um ovo e, aí, ele sempre me achava. Eu juro, pessoas, que Eu queria ser honesta, mas...Eu era um homem vestido de mulher, afinal. Logo eu sou tinha duas saídas: fugir, ou dizer coisas do tipo “Acho melhor a gente não ficar mais porque sou um cara problemático”, “O problema não é você, sou Eu!”. Se Eu assumisse a minha personalidade papolesca, seria o fim: “Bora boy, pega o beco que Eu não quero dá pá tu não. Booooora, mô véi! ARRUDÊA!”. Então, qual a melhor solução? Fugir!!!

O mais engraçado é que eu achei uma figurinha de BH que Eu tinha amizade havia alguns meses. Não é que achei a tal figura na tal boate em uma de nossas tais fugidas? Nossssssaaaaaaaaa!!! Ainda bem que voltei a me fantasiar de mulé. O bofe tinha 1,80 de altura e duas coisas fundamentais, além da inteligência: costas largas e pernas grossas. Uhuuuuuuuu!!! Eita macho gostoso do CA-RA-ÍÍÍ! Nessas horas é que Eu adoro o destino, Deus, casualidades, sei lá.
Sabe que certas coisas na vida que não dá pra explicar? Foi o beijo da figura. (Roupa confortável: R$ 80; sandálias pernambucanas de couro legítimo: R$ 40; Pisa no cabelo: R$ 100; Perfume pega otário: não sei que foi presente; beijar um macho gostoso e se sentir nas nuvens: aaahhh isso, definitivamente, não tem preço). Ele tinha um humor à lá seu Lunga, mas era divertido. A química foi instantânea. Nossos lábios se encontraram num desesperado e doce beijo com gosto de vodka. E numa paixão avassaladora (PÓ PÁRA! Pra mim, Eu tô num romance de Julia e Bianca) Destruidora de sonhos! Enfim, a química rolou de tal forma que a ação foi conjunta. Foi a primeira vez que não quis que Papola fosse realmente embora. Como a historinha da Cinderela, a minha também acabou com o fim da noite. A diferença é que a gata borralheira termina com o príncipe. No meu caso, príncipe não existe e o sapatinho, que era para ser de cristal, era de couro. Então...cabou-se quera doce. (A vida é feito rapadura, minha filha: é doce, mas é dura).

Infelizmente, diferente de muitas historinhas de conto de fadas, não acabamos juntos, por uma opção de ambos. Por medo? Não sei e nem quero pensar nisso. Somos bons amigos. Mas, confesso que nunca esquecerei o beijo mágico com gosto de vodka. Talvez, ter vivido essa sensação, tenha sido mais prazerosa que tê-lo comigo a viagem toda. Nem outro beijo nosso teve o mesmo sabor. Então, quem me garante que seria tão bom quanto aquele beijo foi. Para mim, foi quase que sentir a alma sair pelo corpo numa sinergia singular. Agora, “Voltei Recife” e nada melhor que “Vivi la vida loca” acompanhada de BB King e de Maria da Cruz!