segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Ministério da Saúde NÃO adverte: peidar faz bem a saúde!


Neste último feriado, dia das crianças e do meu ANIVERSÁRIO (MEEEU ANIVERSÁRIO ANIVERSÁRIO ANIVERSÁRIO ANIVERSÁRIO A-NI-VER-SÁ-RIO A-N-I-V-E-R-S-Á-R-I-O!!!), decidi fugir da cidade. Ir para um lugar pacato, com belezas naturais e longe das buzinas estressantes da cidade grande, era tudo que Eu queria. Encontrar o meu Eu interior e não conversar com ele, era o objetivo (afinal, D.R. em pleno feriado do MEEEU ANIVERSÁRIO, ninguém merece). Então, nada melhor que uma cidade do interior como Condado, a 72 km do Recife, para relaxar.
Pois bem, após ter tomado umas com o meu velho, na quinta-feira (véspera do dia maaaais importante para a nação, o MEEEU ANIVERSÁRIO, por isso o feriado nacional), e de ter comemorado no dia seguinte com dois tubos de soro numa cama de hospital por conta de comida estragada (acreditem, não foi ressaca! E ainda tive que ouvir a teoria do meu pai, que 15 dias antes e 15 dias depois do seu ANIVERSÁRIO, você está suscetível ao inferno astral. - É o fresco nada!!!), me preparei para a loooonga viagem de quase duas horas. Com a reforma da Conde da Boa Vista, foi babado achar a parada certa do busú, que só passa de uma em uma hora. O medo de assalto era ainda maior, já que era uma manhã de sábado de um feriadão (o feriadão, diga-se de passagem, do MEEEU ANIVERSÁRIO).
Como todo bom brasileiro, para espantar a agonia e buscar solidariedade, fiquei conversando com duas senhoras que esperavam o mesmo ônibus e há muito mais tempo. Uma ia pra Goiana, cidade onde passa a condução pra Condado (não existe transporte direto pra lá) e a outra para Ponta de Pedra, uma praia conhecida, ao norte do estado. Assuntos como a demora homérica do ônibus, o péssimo serviço de transporte público e, principalmente, os assaltos são, sempre, discutidos nessas situações. Mais interessante foi o assunto seguinte. Começamos a conversar sobre as figuras que somos obrigados a conviver nos ambientes públicos e, aí, é que a senhora mais jovem disse:

- Tem uma amiga minha que disse que solta peido em qualquer lugar. Ela disse “E eu vou ficar doente é?”.

Caímos na gargalhada! E a outra ainda completou:

- Que pelo menos ela vá pra longe pra ninguém sentir o cheiro!

O assunto do peido, porém, só tava começando. Depois de quase ter visto uma cena típica de Cardinot, por causa de um condadense com a peixeira na mão afim de enfiar no bucho do cara da lanchonete; de ter sido cantada pelos agroboys e pela ala gay da cidade (ehhh meu bein, o “cu do mundo” – com muito respeito – também tem dessas modernidades), enfim, ia voltar para minha cidade, pro meu casulo.
E segue a saga flatulante... Estávamos, Eu e um casal de amigos, já na Conde da Boa Vista, esperando o velho GOL (Grande Ônibus Lotado) de volta pra casa, quando ouço o barulho – “porrrróti”. Eh, camaradas, uma carreira de peido!!! O melhor foi a cara dos três, se olhando como que acusando uns aos outros. Só quando o cheiro de cueca riscada subiu por causa de dois quarentões que passaram correndo na nossa frente para pegar o busú, é que podemos identificar a origem do gás venenoso. Eita lêle! “Esse, ou tá cagado, ou esqueceu do chuveirinho”, pensei. Foi, então, que o amigo quebrou o gelo:

- Minino, logo vi. Eu aqui do lado do orelhão, quando ouço o – pororororororóte!!! Pensei que tivesse sido uma de vocês duas, mas quando ele passou por mim. PU-TA QUE PA-RIU! O cara deixa pra peidar aqui, bicho!!!

Foi aí que Papola atacou (Opa, Sou Eu!), ou seja: haja filosofia. Quem nunca peidou, ainda mais em ambiente público? E é tapado é? Bem que aquela senhora tinha razão. Prender o peido faz mal a saúde, mas cadê que o Ministério da Saúde adverte? Já pensou, todo mundo liberado pra peidar?! Isso é medicina popular rapá! Então, vamos analisar.
É de conhecimento de todos que existem três tipos básicos de peidos: os barulhentos, os silenciosos e os risca-cueca! E TODOS, sem exceção, fedorentos. Esse negócio de que “Meu peido não fede, ele é cheiroso” é coisa de psicopata! Lá viu alguém beber perfume pra peidar cheiroso, rapai! Se fosse assim, não precisava de Bom-Ar era só sair peidando por aí. E o melhor, você poderia personalizar a fragrância. Já imaginou, peidar Quasar ou Eau de parfum? Hum...que chique!!! Assim, seria mais negócio o cara beber perfume e sair peidando que pôr perfume no cangote, pelo menos o efeito seria mais duradouro. Eh, amigos, duradouro! Porque existe os peidos que dispersam rápido, outros que só causam o efeito alguém peidou! e os power. Esse, amigo véio, a catinga não sai nem por 100 conto. Fica a inhaca na galera e só com desinfetante, e olhe lá.
Não poderíamos falar em peidos e não falar de seus autores. São vários os tipos de peidões. Os tímidos oprimem o gás flatulante pra ele sair de mansinho (esse é perigoso!). Os descarados assumem o peido. Os covardes peidam e saem pondo a culpa nos outros. Os espertinhos peidam perto de uma vítima e saem de fininho, olhando de cara feia pro inocente e tapando o nariz. Há também o solidário, que não gosta de sentir o cheiro sozinho e sai do seu local e vai peidar no ambiente dos outros. Os imaturos peidam e saem correndo. Sem contar os discretos que, disfarçadamente, se afastam da multidão, peidam e depois voltam com a cara mais lisa. Aaaahhh! E não poderia deixar de falar do pior: o peidão burro. Ele solta o peido, achando que não vai fazer barulho e acaba soltando uma bomba atômica, um verdadeiro atentado aos asmáticos e ainda diz que a mão não tá amarela. Mané! Porra de mão amarela! Tu é um homem ou um prato de papa, porra? Nem peidar em público o cara sabe. Esse, definitivamente, não é maXu.
Como acontece com todos os cidadãos e em várias profissões, não há uma consciência social do peido. É preciso saber que peidar é bom, mas que seu peido termina quando o do outro é liberado. Pois, com certeza, a potência fedorenta do outro vai derrubar a sua. Nesses casos, PEÇA PRA CAGAR E SAIA! porque sua cueca riscada não tem mais efeito.
Convenhamos, peidar é bom demais! É feito mulher grávida depois de parí: a sensação de alívio pela liberação do gás junto à satisfação de sentir o ventinho saindo de dentro de você não tem comparação. Além de que você ainda pode proporcionar divertimento pra as criancinhas. Quem nunca peidou dentro da piscina só pra ver as bolhinhas subirem? Isso é que é ser lúdico e educativo. - “Peide aqui não, meu filho, pra não incomodar os outros. Vá peidar pra lá, vá, na água, pra ver as bolhinhas.”. Veja que o homem por si só, basta! Quanta versatilidade.
Ah! Mas Eu quero fazer um protesto. Eu, Homi todo, mais maXu que um cearense com a pexera na mão e um cacto no rabo, venho aqui, pra protestar a autoria dos peidos dada, exclusivamente, aos maXus. Por que só a cueca é riscada? Por que não diz calcinha riscada? Ahhhh!!! Mulher também caga e peida, rapaiz. Aquele ser delicado e fino também tem furico. Ou tu acha que o peido evapora junto com a merda? E não pense que eles vêm com cheirinho de Giovanna Baby, não. O perfume delas é só pra vê se consegue pôr a culpa em um otário.
As mulheres peidam, lindamente, fechante e com direito a pose. Quer saber diagnosticar? Quando você vê uma mulher, gostosa, de bundinha empinadinha olhando pra você e fazendo caras e bocas, não pense com as duas cabeças, amigo. Ela não qué dá pá você. Ela tá só peidando, uma ação comum a todos os animais. Conselho: saia de perto porque você é que vai levar a culpa. Não espere que saia uma fumacinha rosa como aviso, porque ela não vai sair. O negócio é brabo companheiro. Até nisso nós saímos em desvantagem. Cadê que as feministas reivindicam as igualdades autorais dos peidos, hum?!
Como boa militante que sou, proponho a criação de um movimento pela libertação dos peidos. - “Seja um amigo do peido. Peide você também!” - Não, acho melhor “Campanha pela libertação dos peidos oprimidos: ‘Assuma você também a paternidade. Eu sou peidão!’” Eh! Acho que melhorou. E aí o que você acha?
Pois é, peidar é bom e a velha história de que prender o peido faz a mal a saúde é coisa de peidão. Então, vamos peidar. O que não pode é adoecer. E aos farrapeiros, dependentes orkutianos, Eu libero o presente do dia das crianças, mas não me venham com abraços atrasados de aniversário. Só aceito os parabéns (e os amassos) se vierem com um presente em mãos, no mínimo, uma caixa de chocolate. E não me venham com conversinha de libertação do peido, se não você será o próximo pinto sem toba! Isso, Eu agarantcho!!!


Informa aos CINÉFILOS

People,

- a Faculdade Maurício de Nassau e a produtora Página 21 estão realizando o Festival Cenacine, que acontece de hoje até sexta-feira, no teatro Beberibe. A entrada é de GRÁTIS. Além disso também há OFICINAS que serão realizadas na faculdade, as inscrições são R$ 50 mais 2 Kg de alimentos não-perecíveis. Mais informações 3413.4611, ou no site http://www.mauricionassau.com.br/ .

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Manifesto MaXulinista


Hoje, venho, por meio deste, fazer um protesto à concepção distorcida que a sociedade vem fazendo a respeito de nós, maXus. Também venho convocar os camaradas para a discussão de um assunto importantíssimo para nossa classe masculina: a criação do manifesto maXulinista!
Pois bem! As véias, cinqüentonas, mal amadas, que calçam 44 e se dizem feministas, tem um manifesto. Os Homens, raça submissa, o manifesto masculinista e os Gays, o manifesto contra a homofobia (ver link: ( http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=_BR&infoid=2627&sid=8 ).
Então, porque, nós, seres superiores, essenciais para a evolução humana e povoamento da terra, não temos o nosso manifesto?!?! Um manifesto que defenda os interesses de nossas pitocas. Que promova, cada vez mais, a nossa ascensão no meio social. Que defenda projetos e medidas que possibilitem mudanças do statu quo preocupante em que nos encontramos.
Eh! camaradas...preocupante sim. Os homens, com suas poesias e vozes finas, estão invadindo nosso espaço. As sapatões com suas delicadezas forjadas e o leitinho quente direto do peito estão conquistando cada vez mais mulheres, o que diminui ainda mais o mercado no país e no mundo. E o pior, estão jogando pesado contra nós. Até vilão da Rede Globo vira mocinho no final.
Lula não é a única vítima da mídia. Os meios de comunicação estão nos perseguindo, camaradas. Com sua enxurrada de informações, distorce a imagem do verdadeiro maXu! Um ser do sexo masculino que gosta de dançar “forró do bom, raparigar e beber”, mas que não bate numa mulher nem com uma flor. É isso mermo! MaXu que é maXu, só bate em Homem pra vê se ele aprende a escarrar direito.
Esse manifesto é, na verdade, uma indignação a uma situação que presenciei e que me deixou passssssaaaado! Estava Eu, exercendo a prática comum e diária de todos os maXus, coçando o saco e esperando meu GOL (Grande Ônibus Lotado). Tinha acabado de sair de um debate sobre “Arte de rua x arte nas ruas”, promovido pelo SPA das artes, na Fundaj-Derby, ou seja, estava um cara soft e muito lombrado (só assim pra poder entender a viagem dos artistas plásticos). Pois bem, ao chegar na parada, percebi que muitos camaradas estavam agitados. Como esse é um comportamento normal da virilidade maXulinista, não dei muita importância. O que me chamou atenção, de fato, foi quando percebi que os Homens, que não movem uma palha nem pra tirar unha encravada, também estavam agitados. Ao ouvir tapas e gritos vindo da casa localizada ao lado, é que entendi a agonia.
Uma mulher estava apanhando do companheiro (tinha que ser, pois camaradas não fazem esse tipo de coisa!). Inflei. Andando pra lá e pra cá, pensando estratégias diabólicas e mirabolantes, a lá Missão Impossível: o resgate de uma donzela, ou, a pegada de uma puta!. Meu saco já tava parecendo uma trochinha de tanto que Eu pensava. Nessas horas, Junior é o melhor companheiro e tem idéias, realmente, eficientes. Movido pela força dessa mente engenhosa, pulei o muro, arrombei a porta da casa, esbufetei o miserávi, resgatei a moça e, graças ao freio do GOL parado a minha frente, vi que estava sonhando acordado.
A maior ironia de toda esta história é que a casa é localizada em frente ao quartel do Derby. MaXões que somos, não poderíamos ir embora só com a vontade de meter a mão nas fuças daquele covarde. Ligamos para os incompetentes da polícia, já que ninguém queria ir preso. O resto da história Eu não sei como terminou porque meu GOL parou e o meu motorista estava com pressa.
Enquanto voltava pra casa, fiquei refletindo sobre o acontecido. O que leva um ser humano do sexo masculino a bater numa mulher. As duas únicas razões seriam desequilíbrio e fetiche. Até o Homem, ser inferior a nós, não faz isso, quem dirá um maXu! O que me deixou indignado é que a sociedade atribui este tipo “sem vergonha de ser” a nossa raça.
Então, Eu venho aqui para deixar claro que nós, maXus, não somos coniventes e, inclusive, condenamos atitudes como essa. Violência, só sexual e consentida! Uma tapinha não dói, mas um murro sim. MaXu que é maXu não bate em uma mulher nem com uma flor, só se for fetiche e ela pedir muito. MaXu só bate em Homem, já que é a raça que merece apanhar. Nós temos como princípio básico o amor e as mulheres. O amor de várias mulheres porque esse negócio de fidelidade é coisa de frutinha e maXu que é maXu honra seus compromissos com as bucetas espalhadas pelo mundo. Independente de ser donzela, puta ou rapariga, o importante é não deixá-las desamparadas. E quem melhor que nós, os maXus, para protegê-las e mantê-las aquecidas. E temos como patrono-mor, o canalha, Vinicius de Moraes.
Sendo assim, convoco todos os maXus a uma assembléia, na nossa nova sede, a casa da Tia Odete, para a formação da comissão de buceteiros que ficará responsável pela formulação do manifesto.
Quero destacar, também, o apoio que estamos recebendo da UB do C (União Brasileira dos Canalhas e Cretinas - http://www.powerscrap.com/powerkut/Community.aspx?cmm=13228643), uma entidade de lutas, que, ao longo de sua breve história, sempre se mostrou forte e importante aliada na defesa das furanças.

OBS: sugestão pro fds: http://machoperonomucho.uol.com.br/ - esses ainda têm muito que aprender com o papai aqui!!!

Informa pra TODOS

Galera,
- quem viaja em produção de vídeo a Fundação Joaquim Nabuco promoverá um curso de Introdução a História do Documentário. É de GRÁTIS! Mais informações no site da Fundaj (http://www.fundaj.gov.br/) ou clique em http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=236&textCode=9409&date=currentDate, é mais fácil. Hehehehe.
- SAUDOSA MALOCA – Novas tendências sonorasé o nome da festa que acontecerá no dia 20 de outubro, às 22h, em frente à Pitombeira, em Olinda. Wado, Inquilinus e Roger Man são algumas das atrações do evento. Para mais informações é acessar o site http://www.saudosamalocaafesta.com.br/
- LIBRAS, quem tem interesse em fazer um curso de libras de GRÁTIS, é só entrar em contato com o professor Luiz Albérico, coordenador do projeto – luiz_alberico@yahoo.com.br . Atualmente o projeto conta com três turmas na UFPE, às segundas e sextas à tarde, de aproximadamente 150 alunos; duas turmas na UFRPE, às quintas-feiras, durante a manhã ea tarde, de aproximadamente 150 alunos; duas turmas naEsef-ICB/UPE, de aproximadamente 120 alunos; uma turmaem Paratibe, Paulista, de 40 alunos; e agora na EscolaEstadual Engenheiro Lauro Diniz, com previsão de 60 alunos.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Vinicius tinha razão


Aaaahhh! Namorar é bauuum demais, né? (Só nos primeiros meses, porque, quando a paixão acaba...hum! é GAAAAIA fera!) O bom, na verdade, é a fase da paquera. Tudo é adrenalina. O coração bate mais forte com uma mensagem recebida. As mãos tremem com os telefonemas – “O que vou dizer!”. Inúmeros são os ensaios em frente ao espelho após o banho – Qual o melhor olhar? Qual o melhor sorriso? Será que devo dizer: “Oi tudo bem? Como vai?” ou “E aí gatinho, qual a da night?!”. E a boca? Biquinho de virgem puritana ou de Britney Spears quando resolveu dá uma de puta?!
O pior é que, depois de três horas provando roupas e ensaiando no espelho caras e bocas, na hora, sai tudo errado. As palavras não saem, você gagueja, ri descontroladamente, as mãos tremem mais que mal de Parkinson. E o biquinho de “eu sou gostosa, mas não sou puta” acaba em compulsivas mordidinhas nos lábios de tanta ansiedade. Mas até chegar a parte dos encontros, muita merda pode acontecer no primeiro contato.
Seja numa boate, num bar, numa festa de amigos, num encontro casual ou na fila do banco, este primeiro momento é decisivo. A forma como se aborda a figura em questão (juridicamente falando), as conversas e, principalmente, as cantadas revelam absolutamente NADA do que a pessoa é. Por outro lado, é o que torna, pelo menos, agarrável (É feito comida japonesa: é cru, quase sem gosto, mas ninguém deixa de comer, já que faz bem à saúde). Pois é, mas me desculpem os feios, “beleza é fundamental”. Essa conversa de “O que importa é o interior” é consolo pra gente feia. Interior, só se for o das roupas.
Minha vaaaasta experiência de 20 e poucos anos também diz que não adianta ser só bonito. Nada mais brochante que um Brad Pitty que só fala coisas como “Oi princesa” e “Você é muito linda, sabia?” (Lógico! Ô tu acha que vou me achar feia depois de ter colocado um quilo de maquiagem na cara?! Mané!!!). O cara pode até ser bonitinho, que é primo de feinho, se tiver um bom papo, você consegue achar o que falta lá no fundo do útero (e bote fundo nisso!). E foi daí, em minhas andanças e momentos sublimes de filosofia, que modifiquei a frase do nosso mestre e canalha-mor, Vinicius de Moraes: Me desculpem os burros, mas inteligência é afrodisíaco.
Se tratando de nomes lindos e exóticos, como o meu (claro!), é impressionante como a criatividade da galera aflora. Pense! É Rubi, Diamante, Quartzo, Ostra, Esmeralda (Ah! Sou personagem de novela mexicana agora! Não é?). Há ainda as frasesinhas quase unânimes (e como toda unanimidade é burra...): “O nome é lindo, como a dona”, “sua mãe deve ser uma ostra.” (DãH!). Pensando eu que já tinha ouvido todas as cantadas fracassadas do mundo, aparece uma nova, merecedora de um legítimo Guaraná (olha o merchandising!).
No fim de semana passado, a família toda se reuniu numa boate para comemorar o aniversário da minha mãe e da minha tia. Estavam reunidas as primas, amigos e até Vovó (que não ficou chocada com a coqueteleira humana e a performance esfrega-esfrega dos dançarinos no balcão do bar. Acho até que ela gostou do mascarado! Dáli Vovó!).
Enfim, eis que, entre tantos psicopatas sexuais da noite, um ser do sexo masculino, machão-ao-ão, me aborda dizendo que o amigo gostaria de me conhecer (E tu? É capacho dele? Por que ele não vem falar comigo ao invés de tu, porra?! Ele é um homem ou um verme? Sabe coçar o saco não? Será possível que até isso Eu vou ter que ensinar presse povo agora.– por pouco, foi isso que saiu. Preferi manter a pose de menininha fresca e calar a boca. Queria aventura!). “Tá”, foi o máximo de delicada que pude ser, com um sorriso de Monalisa estampado no rosto. Educada que sou, o cumprimentei e, depois desse favorzão, ainda tive que ouvir: “Já, já vou ali te chamar pra dançar”, em tom de voz de quem atende o telefone assim que acorda – alôÔÔUUU! “Tá fudido!”, pensei. “Vou honrar minhas calças e matar ele na unha!”. Estava só esperando qualquer deslize. Nada ia ser perdoado!
Não demorou muito, surgiu a pérola da noite (que, com certeza, não era Eu). Estávamos dançando, não fazia cinco minutos, quando ele abriu a boca e disse: “Você tem um cheiro bom!”. BUM! Ele tinha acabado de me armar. (Pra mim você é cachorro pra tá se guiando pelo cheiro? Só falta agora cheirar meu furico! E nem tente, se não você conhecerá o poder da Papola. Pior foi ter que imaginar a cena. Herg! Quero não! Não mesmo!)
Para não constranger e com piedade daquele ser submisso, a minha reação papolesca foi de só ri por quase meia hora. Curioso, ele me perguntou o motivo das insistentes risadinhas (Mesmo merecendo um guaraná, pela originalidade, você não me convenceu de que é gostosinho! Cai fora!) “Nada, só que foi muito original!”, respondi com voz fina. E não é que o filho da puta se convenceu. Aff! Tem gente que se acha viu! Arrumei um jeito de me livrar dele. A velha desculpa de que tá cansada, embora seja o mesmo que dizer “Sem chance cara. Pega o beco!”, sempre ajuda a descolar.
No fim da noite, parecendo com Nicole Kidman, em “Moulin Rouge”, cheia de plumas e rique-fifes, fui abordada pelo sem noção Cheira-furico e dei meu telefone. Revoltada (mas sem perder a pose peroleth), porque era uma hora da manhã e a vearia queria voltar pra casa, fui linda e loiramente para casa, refletindo a frase viniciana, que deu origem a minha criação: Beleza é fundamental, mas inteligência é afrodisíaco!
No outro dia acordei no sofá, feito marido brigado com mulher (tava parecendo um deus grego de asinhas no pé!) e fui fazer o balanço da noite anterior. Muita birita. Muito vuco-vuco. E...o número do telefone. Por que diabos Eu dei, até hoje não sei. Acho que é por Eu ser uma pessoa caridosa e gentil. Nada melhor que a birita pra revelar quem somos e Eu me mostrei uma verdadeira Lady, preocupada com os aflitos. Nossa como estou orgulhosa de mim.
Vinicius, porém, não saiu de cena. Patinho, um amigo e psicopata sexual (só ando com pervertido!), concordou com minha frase e ainda completou. E, assim, ficou a frase mais verdadeira do mundo: A beleza é fundamental e a inteligência é afrodisíaco, mas "a feiura é lasca!" Eh! Patinho, nisso, Eu confesso que você tem razão.

Informa pra TODOS

Galera,
- abriram as inscrições para a seleção de estágio do TJPE. A remuneração é massa. Pra se inscrever tem que pagar uma taxa. Entrem no site. Se não souber, deixa de ser preguiçoso e coloca do gÓgle.
- Também estão abertas inscrições para o programa de trainne da Bunge. Quem se formar daqui a um ano também pode se inscrever. Coloquem no google e entrem no site.
- Pra quem tem algum vídeo gravado, ou algum curta produzido, a Biblioteca Pública (BPE), localizada no 13 de maio, abriu inscrições de curtas e vídeos para mostra na Bienal. Quem tiver interesse procurar por Gustavo ou Andréia no setor de multimídia da Biblioteca.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A Lei de Murphe - Reloaded!


Tudo começou com as inúmeras ligações que recebi do setor financeiro, quarta-feira, confirmando números de conta e orientando como receber minha...bolsa estágio (Nossa quanta sofisticação!). Pressenti aí que Eu teria problemas de financiar meu feriado. Com fome, sono e cansada, tudo o que me mantinha em pé, ao meio-dia, era a perspectiva de receber meu mensalinho e, assim, poder viajar no fim de semana.
Ao chegar no banco e não encontrar a fila típica de final de mês, me lembrei, novamente, da Lei de Murphe e o que isso significava. Sem filas, quer dizer que o dinheiro não saiu. Acabei tendo que ir a pé pra casa, pois meu passe-difícil havia acabado na ida pro trabalho. Pelo menos pude contemplar a natureza dos bairros nobres e burgueses da cidade do Recife, com suas enormes e velhas árvores que lembram a aurora da minha infância querida.
Além disso, ainda tinha a escolha de qual seria meu destino no feriadão. Estava louca pra ir a minha cidade do coração, Petrolina, mas, sem grana, descogitei logo. Minha segunda opção era Maracaípe e o show de Natiruts, mas meu companheiro de acampamento bateu o carro, portanto, tive que abortar a missão praieira. Se não bastasse ter que engolir essas duas frustrações, fora a liseirisse, ainda tive que cancelar meus planos de ir a Condado para ver meu grande amigo.
Lisa, sem destino e sem óculos (o quê me impediria de ler) me conformei em aquetar o facho e passar o feriado fazendo trabalhos pendentes no computador. Depois de dormi mal na ocupação da Unicap, não ter programação e ainda sem uma grana pra tomar uma ceva, nada melhor que ir pra casa...DORMIRRRR!!!
Na sexta, acordei meio-dia. A soma da loooonga dormida a algumas horas que passei em frente ao computador resultou em dor de cabeça pelo resto do dia. Então, após assistir a novela das 8h, como todo bom crítico da cultura de massa, (lógico! Porque novela é coisa de desocupado e Eu sou uma pessoa cult que usa colar de sementes.), fui pro meu ninho, pensando que Murphe me daria uma trégua!
Nem tanto! Ele deu só uma aliviada. Tirando uns incidentes orkutianos que me deixaram passaaaaaada, mas nem tão surpresa, o sábado foi do tipo nem trepa, nem sai de cima. E nessas horas, a internet é uma ótima companheira para distrair.
Para fechar meu feriado de bosta, meu pai, loco de ki suqui, resolveu ir a Porto de Galinhas. “Ô Glória!”, pensei. Pegar um bronze, dá uma de burguesinha fútil e mergulhar nas águas limpas e quentes de Porto era tudo o que Eu precisava pra sair da mazela. (E convenhamos, domingo é um dia muito ninguém merece. Geralmente, você acorda com dor de cabeça, ressaca moral, liso e tendo que achar engraçado Faustão falar “Porra meu!”. Fala sério! Deviam abolir o domingo da semana e substituir pela quinta: véspera do fim de semana! Hehehe!).
Pois bem, chegamos a Porto. Sol, mar, lojas e mais lojas e mais lojas e...muita gente! Putz! Passei uma hora pra achar um lugar que não tivesse pedra, nem mundiça pra poder tomar banho em paz e relaxar. Ainda discuti com um barraqueiro que encarnou na gente, querendo que sentássemos na sua barraca. “Não moço aqui não dá porque tem muita gente e muita pedra”, argumentei, achando que bastaria. Ele teve a audácia de responder: “Aqui não tem pedra não moça, tá vendo não?!!”. AAAAAAAAAAAAAAAhhhhhhhhhh, não é?! Cutucou com vara curta! “Tá me chamando de cega ou de doida?”, pensei. Não tive dúvidas! Num impulso, quase furioso, mas sem perder a pose (Claro! Eu sou chique!), apontei pra a pedra gigante de enorme que tinha na nossa frente e disse: “E aquilo é o quê? Você é cego?!”. É muito desaforo! O cara tentando achar um lugar tranqüilo pra curtir a praia e vem um verme me convencer que a pedra é uma ilusão de ótica.
Enfim, encontramos um lugar legal e, depois de tomar um gole da cerveja quente que o garçom trouxe, resolvi tomar banho. Nadar e relaxar. A melhor coisa é o contato com o mar, mas isso não me pertencia mais naquele dia. Além da água fria, tive a capacidade de me cortar duas vezes em algumas pedras submersas. Foi aí que desistimos e, com a barraca já invadida pelo mar, resolvemos voltar pra casa.
Ao som de Nordestinos do Forró e um toró fela da puta, chegamos em casa. Para completar, Eu acabou meu maravilhoso feriado com mais um incidente orkutiano, previsível, mas chocante. Eu sei que quando cagar passa e o laxante tá fazendo efeito, mas, enquanto isso...a gente curte “a beleza que faz sofrer” que as cólicas trazem! E viva Murphe!!!


Perolex informa a TODOS:

Galera,



- Será lançado o projeto CENACINE que consta de mostras, oficinas e palestras sobre o audiovisual brasileiro. O CENACINE acontecerá de 22 a 26 de outubro no Cine Teatro Beberibe no Centro de Convenções de PE. INFORMAÇÃOES: 81 - 34217180 - 99437183 - http://www.pagina21.com.br/


- Expo Estude no Exterior 2007 vai rolar no dia 13, quinta-feira, em Recife. É uma feira de educação internacional EXPO Estude no Exterior para quem quiser saber tudo sobre universidades e escolas de idiomas do mundo inteiro, entre eles o Reino Unido. Para saber detalhes, o British Council (que é do consulado) terá um estande na feira. A feira de salvador foi hoje, mas quem quiser saber mais informações acessa o site http://www.britishcouncil.org/br/brasil-educationuk.htm.

- A Fundação Joaquim Nabuco/Museu do Homem do Nordeste e o Governo do Estado de Pernambuco/Fundarpe realizam, no período de 11 a 14 de setembro, o Festival das Culturas Populares que abordará o tema O Brasil Real de Ariano Suassuna. O Festival será um painel da vida e da obra artística e literária do escritor, por ocasião dos seus 80 anos de vida. Estão previstas atividades culturais e educativas.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Rodízios



"Olha a buceta! Olha a buuuceta! Uma é cinco, três é dez! Tem ruiva, loira e morena! Olha a promoção!". - Não, cyberespectadores. Esta não é mais uma afronta à moral e aos bons costumes da nossa hipócrita sociedade. Da forma, "cá porra", que a indústria do sexo e das universidades Fa-fi-fós andam, não será surpresa encontrarmos, daqui há alguns anos, cursos de pós-graduação em Educação e Práticas Inclusivas dos Sexos, MBA em Gestão de Fodas e Meter para Gerenciar. E os cursos à distância então? (Não quero nem imaginar como seriam as aulas práticas e teóricas.). É o ensino superior sempre pensando na sociedade do bem comum e atendendo às suas demandas. Afinal, "o homem não vive sem comida e sexo.".
Ao citar esta frase, me lembrei de domingo à noite. Estava Eu, dopada (A lombra tinha passado!), na companhia de três amigos socialistas: Swingueiro, Ninfo e mais um camarada (Quatro socialistas juntos?! As discussões são sempre tão... profundas.). Foi então que Ninfo soltou o tal comentário: "É isso mesmo camarada, o homem não vive sem comida e sem sexo. São duas coisas imprescindíveis" e indissociáveis, Eu complementaria.
Alimentar o corpo e "o corpo" é preciso para que se produza melhor, se lute melhor em defesa das bandeiras comunistas e, assim, se viva melhor, tornando a sociedade mais justa e igualitária! É preciso ter um peito de frango para poder enfrentar os prostitutos da sociedade!
Falar de comida e sexo é inevitável quando se estar com muuuuuita fooooome e, ainda mais, numa mesa de amigos solteiros (E securões!). Estes são sempre temas garantidos nas discussões, independente do tamanho da fome e do prato em questão. É aí que entra a genial idéia da noite.
Swingueiro começou a falar dos novos rodízios existentes na cidade: o de petiscos e o de cerveja. (Ô Gloria!) Paramos para pensar nas maravilhas que o homem inventa. Para quem é liso, nosso caso, os rodízios são uma ótEma alternativa, já que você come muito, com qualidade e paga pouco. Eis, então, que surge a pérola da noite (E não era Eu!).
No ápice da imaginação, Swingueiro fala: "Já imaginou um rodízio de bucetas?" Rodízio de...BUCETAS???!!! Até eu tentei imaginar os garçons servindo as clientes. E o melhor...a variedade dos pratos! (É isso aí!) É como diz o ditado "a satisfação do cliente em primeiro lugar" (quem não gostaria de pagar o preço que fosse para comer bucetas. Bucetas bucetas bucetas! Num só lugar, num só tempo e ao gosto do freguês.) Seriam servidas bucetas rosas, rochas, morenas, ruivas, loiras, grandes, pequenas, folotes, arreganhadas, aromatizadas, capô de fusca, asa delta, quadrada, redondinha, em forma de coração, com piercing, com mechas, o arco íris...
Bucetas bucetas buçetas bocetas bochetas, as bochechas das bocetas. Ô glória!!!!! Aí sim, o cliente sempre tem razão! Desta forma, é possível uma sociedade mais justa e igualitária, pois ninguém, jamais, morreria de fome (Aaahhhh!!! É quase uma Scarlet Horrara! E naquela época não existia rodízio, hein!).
Hoje o valor mínimo que se paga pruma PP (Puta Peba), segundo minhas pesquisas, é de R$ 10 (Podendo encontrar por R$ 5, disse um pervertido, em algumas cidades do interior.). Embora o consumidor corra o risco de perder o pinto, ele acaba por resolver o pobrema dela também: comer! Isso é que ser socialista. Preocupado com a fome das pessoas. (Tão bonzinho mermo!).
De acordo com a pesquisa oficiosa, formada pelos gala-secas (Por uma questão de integridade e preservação da minha vida moral não citarei nomes), o valor médio de uma puta, só com bite-bite, é de R$ 30 a R$ 50. Seu currículo: fala ingrês, tem o segundo grau compreto e, a vantagem, tem o ponto fixo. Já as classuuuuuudas variam de R$ 100 a R$ 200. Currículo: falam inglês e espanhol, não têm xanha e procuram um mané que as engravide. Acima disso, até javanês, Phd e conversas sobre o problema da fome na África você encontra.
Com toda essa tabela de preços X qualidade, é que percebemos como o sistema capitalista priva o homem de suas necessidades básicas. Comer é um direito que o estado deve assegurar. Os rodízios são uma forma, quase socialista, do homem suprir suas duas necessidade básicas: comer e fuder! É preciso que os movimentos sociais, os sindicatos das putas, o Ministério do Trabalho e o MEC fiquem atentos à qualidade das bucetas disponíveis. É imprescindível que o PROCON fiscalize às bucetas oferecidas no mercado, pois produto fora de validade é produto estragado e pode gerar filhos e problemas. É preciso também que o Governo lance o PAB - Plano de Aceleração do Crescimento das Bucetas – e crie o PROBUT – Programa Buceta Para Todos.
É isso galera, vamos lá! Entre pra luta em defesa dos direitos básicos do ser humano. Vamos criar um movimento que defenda os buceteiros e as bucetudas. "Pela criação do PAB e do PROBUT!". Junte-se a esta causa! (Muito nobre!).


Enquete: Que prato você sugeriria pro rodizio?


Perolex informa pra TODOS:

Galera,

- O Negócio é cultura II é um projeto que oferece oficinas de qualificação técnica. As inscrições são GRATUITAS. Para se inscrever é preciso enviar um email pra http://br.f542.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=duxi@duxi.com.br, colocando nome completo e RG e aguardar retorno com a confirmação, não esquecendo de dizer, quais das oficinas tem interesse. Só pode ser uma. Oficinas: Oficinas de elaboração de projeto; Teatro, dança, circo e congêneres; Música; Literatura; Artes plásticas e Cinema, fotográfica e congêneres.

- As entidades estudantis de algumas faculdades de Olinda (DCE – FACHO/FAPE/FOCCA e DA


- FACOTTUR/FADE/FUNESO) estão realizando o Trote Legal. É uma ação que visa arrecadar alimentos não perecíveis. Quem puder contribuir é só deixar os alimentos na sede da UEP, localizada na Faculdade de Direito do Recife, nas faculdades participantes ou me procurar na sala 310, bloco "B", na Maurício de Nassau. Deixa de ser preguiçoso e pirangueiro e passa lá.

- Lembrando que tá rolando o MIMO, o festival de música de Olinda. A entrada é de grátis, mas é preciso pegar a senha na biblioteca pública de Olinda.