quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Feliz Natal: Hola! Hola! Hola!


Primeiramente, gostaria de esclarecer aos meus ciberespectadores que, por motivos de força maior, tive que colocar Papola na geladeira (Ah! Sou quase um artista global). Mesmo com a greve de fome das últimas semanas, a minha democracia prevaleceu e consegui manter a miserávi presa. Só assim, pude dar andamento ao meu projeto de integração das bacias: a minha, a da cadeira do escritório e a do banheiro. O que mais fiz nesses dias foi METERRRRRRRR...a cabeça na parede para não perder o juízo que ainda me resta. Para os camaradas que me acompanharam, virtualmente, nessa fase laboriosa da minha vida quase profissional, minhas saudações papolescas e UM BEIJO da MAGA, “UOW!”.

Quando a minha vida se resumia a casa-escola-cinema-televisão (há quase dez anos atrás. Tô ficando véia!) lembro de uma apresentação encenada pelos amigos da escola, exatamente, nesta época do ano. O Papai Noel, que era a mamãe Suelem, cometeu a infelicidade de abrasileirar o natal e, assim, o cumprimento tradicional do bom velhinho se transformou no “Hola! Hola! Hola!” da boa e nova mamãe Noel. Bom, esclarecido o título da conversa de hoje, vamos ao que interessa: o NATAL.

Depois da tentativa sublime de perder o meu estágio, na última sexta-feira, ao dar ao meu ilustre e digníssimo chefe um cocô de plástico e duas mangas acompanhadas da frase “Xupa essa manga!” de presente de amigo secreto - observem que o “X” tem um efeito visual muito mais impactante que o CH (isso é para mostrar que você é uma menina inteligente, cult de colar de sementes que criou a chupada com X? Como diz um amigo meu: “Dô o maior valor!”), voltei a ponte viária Janga - BV Beach (BV que, longe de Boca Virgem, lembra mais a típica frase das almas sebosas que perambulam pelo bairro maldito: “Borá Véi passa a carteira, passa o celular...”). O melhor da confraternização, quando se é estagiário e não se paga a conta, é que você pode detonar no pedido. Então, não poderia deixar de fazer uma menção honrosa a dois camaradas que, regados a muita boemia, me fizeram sentir, só naquele momento, o meu esforço e a minha resistência às chibatadas diárias reconhecidas.

É incrível como nessa época do ano, as pessoas se tornam mais hipócritas que o normal. Gente que você passou o ano todo sem ver, ou se quer falou por telefone, te liga querendo marcar um encontro para te dar um cartão de natal, que, provavelmente, foi da coleção “dez por um real” do centro do Recife.

Melhor são os amigos que te dão um presente já dizendo o que gostariam de ganhar de você. Pois é, isso aconteceu comigo. Ganhei de uma grande amiga e ex-namorada (ela me trocou por um dos meus melhores amigos. Fura olho!) lindas argolas e dois brinquinhos para o segundo furo da orelha direita (que é só um!). No entanto, no dia anterior, ela havia dito que adoraria que Eu lhe desse de presente um CD de “não sei quem” que Eu não lembro mais. Mar minino! Tá me achando com cara de “teu maxU” porra?! Isso já não te pertence maaaiiisss!!! Arrudêa! Pra você me conquistar “Ah! Vai ter que rebolar, rebolar, rebolar!”, já dizia os filósofos Sandy and Junior. Eu lá tenho cara de Papai Noel, córoi?

Primeiro: sou magro. Segundo: não tenho barba. Terceiro e o principal: odeio pegar no saco. Então minha filha, pega a senha que você está lidando com um homem que não se rende às datas capitalistas e que, além disso, é lisooo!!! Você é gostosinha, mas é ordinária. Se toque! Claro que não disse isso tudo a ela, até porque me deu um presente e, principalmente, porque ela é uma daquelas figuras que a gente sempre recorre à lista telefônica, quando o medo de claustrofobia em casa bate.

Brincadeiras a parte e cartões de créditos também, que é essencial para a vida do homem em sociedade, o natal é o momento mais butterfly do ano, em que, geralmente, somos obrigados, mesmo contra a PÓpria vontade a fazer uma avaliação do que foi o ano que passou e do que conquistamos, a fim de traçar a meta do fumo que vem.

O campo sentimental, no entanto, é sempre o mais frustrante de ser avaliado, ou porque muitos relacionamentos acabaram, ou porque houveram muitas desilusões. Para quem teve um ano de furança plena e de relacionamentos instigantes, parabéns! Mas não vá contando vantagem. Provavelmente, não é porque você é gostoso, nem inteligente e, muito menos, bonito. Você, apenas, teve muuuita sorte e contou com a ajuda de Santo Antônio. Então, fique atento porque o próximo período letivo pode ser só de roedeira. Usa cueca vermelha, não, no romper do ano. Vai ficar na mão!

Então, se você ainda não agarrou aquela gatinha que azarou o ano todo, tá esperando o quê? Aproveite o natal e... PIMBA! Esta é a época em que as pessoas estão, supostamente, mais sensíveis e caridosas, distribuindo bom dias e beijinhos. Lembre-se que o natal é só um preparativo para a contagem regressiva, que é o momento CRÉU! das festividades de final de ano. E o melhor, depois que se rompe o ano mÔ véi. CABOU-SE! Ninguém quer saber dos minutos passados. Ano novo, vida nova, bucetinhas novas. Lóóógico. Porque esse negócio de que panela velha é que faz comida boa é coisa pra Mané. Quem gosta de panela velha é sucata. Então, deixa de tarar folder de loja de langerie e vai paquerar uma gatinha. Mas, pelamordedeus, não use frases do tipo “Você é o presente que Papai Noel me deu este natal”, ou “É natal, tá afim de fazer uma caridade não? Olhe que é pecado”. Pecado é tua mãe ter te posto no mundo “infeliz das costa oca”! Não pense que papai Noel vai resolver teu problema de contagem regressiva. Se Eu fosse você (e graças a Deus não sou) não gostaria de olhar o saco dele e muito menos de escolher o presente.

Para finalizar a conversa de hoje, não poderia deixar de relatar o meu natal. Depois de ter feito um tour pelo bairro de Boa Viagem e Piedade inteiro a procura de um lugar legar para ceiar com o meu velho, finalmente, achamos um estabelecimento aberto que oferecia frutos do mar. Esse era só o começo da saga natalina.

Combinei com a galera para irmos à praia, enquanto que ela ainda não estava toda mijada e cheia de flor boiando, fato que acontece na passagem do dia 31 para o dia 01. Pois bem, estava Eu, mais duas amigas e um amigo conversando merda (Pra não perder o costume). Eu com minha cor lesma reluzente, me escondia, desesperadamente, em baixo do guarda sol, atolando protetor solar na pele para não enchê-la de sarda. Meus companheiros estavam feito galeto na brasa, embaixo do sol escaldante (Acho que foi a inspiração do peru de natal. Hehehe).

Enquanto o mar avançava, recuávamos na areia e foi, aí, que percebi um psicopata ao lado de nosso guarda sol. Era doido! Falava sozinho e gritava umas coisas incompreensíveis. Segundo meu amigo Zé, ele usava um colar de não sei quem da umbanda. Nada contra a umbanda, mas Eu tenho medo (num vô mentir).

Afim de confraternizar com meus amigos um dia tão...especial como o natal, decidi tomar um café com eles, à noite. Fomos, então, à praça de Casa Forte e encontramos o ambiente do MANGUITOS. (Registrem esse nome MAN-GUI-TOS). O fumo estava só começando.

Doida por cafeína, pedi logo um capuccino e fiquei no aguardo, vendo os outros bebendo água de coco e comendo sanduíche. Meia hora depois...nada do café. Ainda paciente, chamo o garçom e pergunto o porquê da demora. Cinco minutos depois, ele trouxe a xícara. Quase cai dura no chão, quando olhei o café. Sem espuma e cor de café, parecia que tinham aberto uma caixinha de Todynho e colocado na xícara. Se não fosse o gosto de água com chocolate, poderia ter acreditado nesta hipótese. Logicamente, reclamei ao garçom, que levou de volta o “enrola cliente”.

Quinze minutos depois, ele traz o messsmo café, mas com um detalhe: canela. Tiveram a audácia de colocar canela em pó em cima daquela desgraça de água com chocolate, que insistiam em chamar de capuccino. AAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!! DESAFORADO! O garçom tinha tanta consciência da merda, que ficou esperando Eu provar o café para poder recolher novamente a xícara – “Está do mesmo jeito, só que colocaram canela”, Eu disse olhando para ele. A resposta veio com a cara mais lisa: “Está do mesmo jeito, né?”. HENERGUMENO! Se tu sabia disso, porque diabos trouxesse essa porcaria de novo? POTA-QUE-PARIU! Nem um café decente mais pode-se tomar nessa cidade. Pedido cancelado. Para completar a noite no MANGUITOS, a conta veio sem os dois café, mas, acho que para compensar, colocaram uma long neck. Volta a conta. Ninguém pediu cerveja. Já tava a mil, afim de esmurrar gente. O atendimento estava tão ruim que tivemos que ir até o caixa.

Na saída, começou a chover e Eu decidir fazer café em casa mermo. Chamei a galera pra lá e coei o líquido precioso que ficou...fraco! Aff! As coisas quando não têm que dá certo, não dão mermo. Vai-te fÚ! Coei o café de novo e, finalmente, acertei. Eh, companheiros, assim como certas coisas é melhor você fazer, há outras que é melhor fazer em casa, com certeza é bom e dá certo. Então, espero que o natal de vocês tenha sido feliz e...UM BEIJO da MAGA, UOW!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A saga de uma jornalista em formação


Todo profissional normal, já foi um dia estagiário. No jornalismo, passar de estagiário para jornalista é o mesmo que melhorar o status quo, mesmo que no bolso não mude muita coisa.
Os recém saídos da classe subproletariada que usam boininha e colar de sementes adoram nos pegar para Judas. Os dinossauros então...nem se fala. A vaidade do jornalista é como a bomba de Hiroshima: se você não a lançou, com certeza, foi atingida por ela e guarda algumas seqüelas.
Os profissionais se acham filho de Zeus, mas são quase tão mazelados quanto a gente. A diferença é que temos que obedecer, trabalhar muito e ganhar ainda menos. Sem contar, claro, os inúmeros constrangimentos que passamos por causa da inexperiência – “Ninguém tem paciência comigo!”. Não pensem que entrar na faculdade vai livrá-los desses micos básicos. Como Eu disse, é bááásico e a graduação é só o começo da peregrinação.
Depois das cadeiras teóricas, chegam as disciplinas práticas: jornalismo impresso, redação jornalística, técnica de entrevista e reportagem, rádio e TV, fotojornalismo, etc. O mais interessantes são as pautas. Muitos professores passam um dead line (tempo limite) de dois dias apenas para a entrega das matérias. O estudante de jornalismo LISO, se não for desenrolado mô véi, não conclui o curso. É máquina fotográfica, MP3, contas de telefone, além de computador com internet que tenha programas de edição do caráleo a quatro e, o mais importante, impressora com cartucho de tinta power, porque são muitos os textos impressos diariamente.
Esta semana passada foi a loucura de fim de período na faculdade e como não poderia ser diferente, ainda mais se tratando de mim, os micos básicos foram inevitáveis. Tô até agora metendo a cabeça na parede para vê se o juízo volta pro lugar. Eu tinha uma reportagem fria, uma gravação de rádio e um seminário, que apresentei sozinha, para fazer, além da reportagem de Petrolina para desenvolver. Vamos aos acontecimentos.
Fiquei muito contente quando um professor me disse que a matéria sobre crédito para estudantes universitários era a minha cara. Nossa, me senti lisonjeada – “Devo ser, realmente, competente”, pensei. A bronca foi conseguir as informações. Passei três tardes correndo atrás de bancos, gerentes de lojas e CDL. NINGUÉM QUIS ME ATENDER! (é quase uma Julia Roberts em uma linda mulher!) Buáaááá! Primeiro, passei no Banco Real (Agora posso dá nomes aos bois – hehehe). Muito educadamente e com um bloquinho nas mãos, falei com a recepcionista que me lançava olhares de “Te recolhe, come lixo!”. Em resposta, ela disse, bruxalmente - “A gerente disse que você precisará trazer uma autorização da faculdade para encaminharmos a assessoria de imprensa em São Paulo”. Tudo bem que autorização é praxe, mas encaminhar pra São Paulo? Eu tinha que entregar o trabalho na quinta.
Desisti, obviamente, do Banco Real. Corri para Caixa Econômica. O gerente até me recebeu. Vixe, me senti tão importante. Afinal, não estava ali pra negociar nenhuma dívida. Não demorou muito, ele disse que não poderia dá informações, mas, pelo menos, me deu o contato da assessoria que fica aqui em Recife. A assessora foi tão legal. Gente boa mesmo! Disse que ajudaria, perguntou pra quando era meu trabalho e que retornava a ligação. Passei todas as questões que precisava por e-mail. DOCE ILUSÃO! O máximo que ela fez foi me responder ao e-mail, depois d’eu ter enchido o saco dela, explicando quais os produtos e pra que servem. Ou seja: nothig!
Os gerentes das lojas que passei demoram 350 bilhões de horas no almoço. Passei a tarde ligando presse povo e...nothig again! Só a Riachuelo concedeu a entrevista, mesmo que pedindo sigilo do nome da empresa (que agora Eu to revelando - Hehehe). A CDL disse que me daria os dados do SPC. Admito que fiquei contente. Finalmente, alguém que valorize o trabalho tão nobre do estudante. PURO SONHO! Não me retornaram e, no dia seguinte, a telefonista teve a crueldade de dizer - “Olhe minha filha, hoje e amanhã você não vai encontrar ninguém aqui. Tá todo mundo assistindo às palestras e participando de eventos” e “Bah!”, desligou o telefone. Fiiiiiilha da puta! Como assim, Bial, ligar na segunda?!?! Fiquei indignada. E agora? E agora? Não tive outra alternativa, senão comer queijo manteiga junto com um amigo, assistindo um episódio de Anos Incríveis no tempinho que me restava antes da faculdade. Para concluir, o professor foi compreensível e disse pr’eu entregar a matéria com as informações que dispunha.
Paralelo a toda essa agonia, ainda tinha uma sonora sobre economia doméstica pra entregar na quarta. Detalhe: não tenho MP3. Como sou uma menina soft, desenrolei com meu produtor o tal objeto quase fálico. Então, feliz e contente, fui para a academia, onde havia combinado com o meu entrevistado. Alguma coisa iria acontecer na perfeita normalidade. A pauta era sobre reutilização de alimentos.
Depois de uma hora de chá de cadeira, enfim ele chegou e ainda teve a audácia de dizer – “Eita, eu esquecei, completamente, de você”. FRESCO! Como assim que Eu liguei ontem pra tu desgraça?! E o pior foi o que ele disse em seguida – “Você deveria ter ligado para mim”. Para não sair com cara de tapada, criei coragem de abrir a boca - “Ô, seu fanfarrão, esqueceu de mim é? Foi? Então, mooorra! Tá pensando que é quem? Seu professorzinho de merda. Enfia a coroa do abacaxi, viado! É o Bope porra!”. Infelizmente, tive que engolir este sapo. Entretanto, linda e loiramente com cabelos ainda cacheados, disse - “Não queria ser inconveniente, já que a recepcionista falou que você ontem se atrasou pra chegar por causa do trânsito”. Achando Eu que tinha encerrado o assunto, ele continuou - “Mas Eu estava em casa sem fazer nada, se você tivesse ligado não teria esperado”. AAAAAAAA!!! Pra não mandar ele catar coquinho na praia e como sou uma profissional em formação muito elegante e tolerante, perguntei logo onde poderíamos fazer a entrevista.
Ao entrar na sala, comecei a conversar sobre o assunto para ir preparando-o para a gravação. Foi então que ele disse – “Eu não sei falar sobre isso não”. PUTA-QUE-PARIU! Depois de tudo, o miserávi não sabia picas do assunto - “O produtor não falou com você, não?”, perguntei. E com um sorriso de menino bóchudo, ele respondeu - “É que eu vi isso, há muito tempo na faculdade. Quando é que você tem que entregar isso?”. Ahhhh!!! A minha vingança estava, apenas, começando - “Daqui a duas horas?”, respondi. Como sou ainda loira e estava com o óculos ISS (inteligente, séria e sensual) inventei uma pauta na hora - “Tu faz o quê bói? Bora porra! Vai ter que falar. De quem é a culpa? Responde! De quem é a culpa? Vai ter que me dá a matéria! Vai ter que me dá a matéria!”. Ai que vontade de plantar a mão. Menino criado por vó!
Decidi que ele falaria sobre dicas de verão, já que era professor de educação física e nutricionista. E a vingança prosseguiu. Foram três tentativas de gravação. A porra do MP3, que não era meu, tava com algum problema. Já tinha até decorado as respostas dele. Na segunda tentativa, ele disse - “Não seria melhor gravar no estúdio não?” Não fera. Tá pensando o quê? Me fez esperar uma hora, teve a audácia de esquecer de mim e ainda por cima me fez inventar uma pauta. Não papai, vai ter que gravar de novo! Você é bunitinho, mas raciocina muito lento. E assim foi, na terceira vez o MP3, finalmente, gravou e sai correndo pra faculdade.
Depois de ter que trocar de computador para poder gravar para CD, consegui entregar a professora no tempo determinado. Detalhe: a sonora ia pr’um programa de uma rádio comunitária em Igarassu organizado pela turma. O rapaz do studio não cortou o começo da gravação e ela foi ao ar com o “Será que tá gravando? Acho que sim. Vamos lá. Estamos aqui com o professor...”. Vou encarar como uma homenagem ao momento.
Acho que essa semana emagreci uns quilos e, assim, consegui manter a forma física Perolex de ser. Viram? O estagiário rala, emagrece, é humilhado, marginalizado da sociedade e não ganha nem uma bitoquinha. Eu vou é deixar essa vida de canetinha e entrar no mundo da fotografia: é style e Eu ainda fico com cara de gostosa. E pra entrar no clima...ontem, dei logo uma chapinha!
Informa a TODOS:
- URGENTE: a Oi abriu processod e seleção para trainne e estagiário. É só acessar o site e clicar em Trabalhe na Oi, logo na página principal e depois...te vira. É até HOJE!!!
- A microsoft também abriu proceso seletivo de estágio, vai até o dia 31/12. É só enviar email para estagioms@live.com. Qualquer duvida acessae: estagiosms.spaces.live.com
- Mostra de filme sobre a america do sul na Fundaj.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Injeção local? Nunca mais!


Venho, por meio deste, comunicar a todos que o informativo Perolex está com publicação ameaçada por tempo indeterminado. Por motivos de repressão presidencial, Eu (e Papola) estou impedido de postar ao público às verdades omitidas da sociedade e dos maXus.

Motivos presidenciais causados pela minha bucite que se desenvolveu nas últimas semanas e que impossibilita minha manifestação neste veículo tão importante para defesa dos menos favorecidos. LIBERDADE de EXPRESSÃO! É o que reivindico! Não queremos comer esta pizza, companheiros! Não podemos aceitar meio mussarela meio calabresa, ainda mais sem catixupi (parece tupi!) e mustarda. Só aceitamos se for, pelo menos, meio portuguesa e meio frango com catupiry (dispenso o queijo, mas se não tiver jeito...).

Também quero deixar registrado que este comunicado não é um fruto de sua imaginação, já que me custou quatro horas catando feijão no teclado desta máquina que tem-se mostrado solidária (até agora tem salvo o documento e não deu píti.).

E o mais importante, camaradas, não desejem ser presidenciáveis (sei que é style, mas vai te render lembranças marcantes pro resto de sua vida) por dois motivos muito convincentes. O primeiro é que todos os seus amigos trocam, propositalmente (óBIvio!) o I, do CI, pelo E, do CE, e o E, do TE, pelo A, do TA. E sempre aparece um filho da puta engraçadinho perguntando se você quer uma massagem na bucite. O segundo motivo e de forte argumentação, é, caso você tenha pensado em ir a uma urgência, levar uma injeção para dor pode ser uma opção inesquecível.

Se tiver cometido essa burrice de ir a urgência, diga “não!” a dissimulada inocência da aparentemente simples pergunta “Você quer tomar uma injeção para aliviar a dor?”. Partindo do ponto que você é ignorante no assunto da medicina e tenha dito “Sim!”, erre o caminho da enfermaria e vá pra casa botar gelo. Caso você tenha, idiotamente, acertado o caminho, não pergunte “A injeção é local?”. Se você cometeu tal coisa, não seja burro de pensar que será no seu ombro e, pelamoooorrr de Deus, saia enquanto o negão ainda não fechou a porta da enfermaria. Querem saber o resultado disso? Então, vamos lá!

Antes do feriado de finados, ainda no mês mais butterfly do ano, depois de uma jornada intensa de exploração escraviária, estava Eu, com dores na minha quase bucite, quando tive a brilhante idéia de ir a urgência. Enquanto não iniciava o tratamento adequado, queria, pelo menos, poder ter uma boa noite de sono. Com seus verdes lindos olhos, a médica, que aparentava uns 20 anos (hum...xerinho de leite), me explicou tudo sobre a LER. E aí veio a pergunta fatídica: “Você quer tomar uma injeção para aliviar a dor?”. Bem, para quem já tomou dois tubos de soro e buscopam na veia, isso seria fichinha (Comigo não tem esse negócio de inalar, nem tragar, é direto na veia, mermão.). Depois de infinitos 15 minutos de consulta e da sua aula de biologia, sai com uma receita de anti-inflamatório, recomendações de procurar um especialista e a tal autorização.

Mesmo dodói, Eu continuava linda e loira (claro, meu beim. Perder a pose? Jamais – Jamé - cherie!.) Fui a enfermaria. Ao entrar na sala, vi uma meiga senhora sentada na mesa fazendo algumas anotações, quando lhe entreguei o papel e, inocentemente, perguntei a meiga senhora se a injeção seria local. Ela, docemente, respondeu que sim! Já estava imaginando a dor no ombro (vai dizer que você não pensou isso também? Mai minino! Odi, você é café com leite! Leite batizado!!!). Bem, de toda forma, pensei – “Sou maXu! maXu não tem medo de uma injeçãozinha e deve ser só uma picadinha”. Foi então que não entendi quando ela fechou a porta. “Ox, ela vai me estuprar. Só pode! Porque fechar a porta?”, me desesperei. Aí deu-se início ao diálogo. A enfermeira com a seringa chorando nas mãos disse:

Enfermeira: Tira a calça.

Eu: Hum?

EF: Baixe a calça, não precisa tirá-la.

Eu ia levar uma injeção na bunda!!! Como assim Bial que ninguém me avisou?!?! Mãeeeeeeeeee!!! Quero não. hen-hen-hen! O pior não era levar a injeção na bunda, mas não poder vê-la aplicando. Vai que ela errava o lugar. Nunca se sabe, não é. É melhor sempre prevenir.

O que consolou foi o fato de saber que a bunda é uma parte do corpo muito soft e linda (para quem tem! Hehehe!). Não tive vergonha. Minha calcinha era linda, Eu sou linda, minha bunda é linda. Não tinha pra que ficar constrangida e muito menos de uma injeçãozinha que não ia doer nada. Mas, mudei completamente de conceito quando senti aquela espada afiada penetrar (ops!) a minha bucólica e branquinha pele de bumbum de nenê. Aquela raaapariga de enfermeira não era nada meiga. A cara era só um disfarce do dia das bruxas. Ela era na verdade uma sadomazoquista filha da puta que gosta de bundinhas lindas, loiras e branquinhas.

Meu Deus que doooooorrr. Doía mais que a dor no ombro. E ela não foi nada solidária. Ainda tive que vê-la rir da minha cara, que não escondia o desgosto. RAPARIGA! Além de sair de lá esfregando a bunda, com um algodão gelado de álcool dentro da cueca e com a impressão de que todo mundo da rua sabia que eu tinha levado uma injeção na bunda, já que andava de banda, ainda tive que ouvir gracinhas dos meus amigos. Bom, aproveitando que a dor tinha passado um pouco, aproveitei para ir pra casa e tirar o sono atrasado. Até agora, depois de tantas horas, ainda sinto a dor de uma injeção na bunda.

Então companheiros, percebam que injeção na bunda não é brincadeira de médico que deva ser levado a sério e, por favor, se optar por uma injeção...que não seja local.

Informa a comunicação

Galera,

- A Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) realiza o seminário Comunicar e Crescer III, em Recife, Caruaru e Petrolina. O evento visa discutir a importância da comunicação nas empresas. Em Petrolina, o evento é HOJE (segunda-feira), às 19h, no auditório do Seste/Senat. Em Recife, será amanhã, das 9h às 12h, no auditório do Sebrae. Em Caruaru, será na quarta-feira, a partir das 19h30, na Associação Comercial e Empresarial (ACIC). As inscrições são gratuitas e limitadas e podem ser feitas pelo site www.comunicarecrescer3.com.br .

- O sindicato de jornalistas está promovendo seminário sobre mídia e violência, terça (20) e quarta (21) das 9h as 12h, só não sei se será na Assembléia Legislativa, já que a Comissão de Cidadania da Assembléia Legislativa ta promovendo junto com o sindicato. Entrem no site.

- o pessoal que ta afim de lavrar daqui, parece que o Chile e Portugal estão facilitando a vinda dos latino-americanos. Isso são novidades em off que recebi. Quem tiver interesse, entra no site das embaixadas e TE VIRA. Quem tem interesse de ir pro Canadá, o pais também ta facilitando a vida de alguns profissionais. Entrem na embaixada do Canadá e procurem saber. Entre outras facilidades, o pais oferece curso de francês para o viajante.


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Ministério da Saúde NÃO adverte: peidar faz bem a saúde!


Neste último feriado, dia das crianças e do meu ANIVERSÁRIO (MEEEU ANIVERSÁRIO ANIVERSÁRIO ANIVERSÁRIO ANIVERSÁRIO A-NI-VER-SÁ-RIO A-N-I-V-E-R-S-Á-R-I-O!!!), decidi fugir da cidade. Ir para um lugar pacato, com belezas naturais e longe das buzinas estressantes da cidade grande, era tudo que Eu queria. Encontrar o meu Eu interior e não conversar com ele, era o objetivo (afinal, D.R. em pleno feriado do MEEEU ANIVERSÁRIO, ninguém merece). Então, nada melhor que uma cidade do interior como Condado, a 72 km do Recife, para relaxar.
Pois bem, após ter tomado umas com o meu velho, na quinta-feira (véspera do dia maaaais importante para a nação, o MEEEU ANIVERSÁRIO, por isso o feriado nacional), e de ter comemorado no dia seguinte com dois tubos de soro numa cama de hospital por conta de comida estragada (acreditem, não foi ressaca! E ainda tive que ouvir a teoria do meu pai, que 15 dias antes e 15 dias depois do seu ANIVERSÁRIO, você está suscetível ao inferno astral. - É o fresco nada!!!), me preparei para a loooonga viagem de quase duas horas. Com a reforma da Conde da Boa Vista, foi babado achar a parada certa do busú, que só passa de uma em uma hora. O medo de assalto era ainda maior, já que era uma manhã de sábado de um feriadão (o feriadão, diga-se de passagem, do MEEEU ANIVERSÁRIO).
Como todo bom brasileiro, para espantar a agonia e buscar solidariedade, fiquei conversando com duas senhoras que esperavam o mesmo ônibus e há muito mais tempo. Uma ia pra Goiana, cidade onde passa a condução pra Condado (não existe transporte direto pra lá) e a outra para Ponta de Pedra, uma praia conhecida, ao norte do estado. Assuntos como a demora homérica do ônibus, o péssimo serviço de transporte público e, principalmente, os assaltos são, sempre, discutidos nessas situações. Mais interessante foi o assunto seguinte. Começamos a conversar sobre as figuras que somos obrigados a conviver nos ambientes públicos e, aí, é que a senhora mais jovem disse:

- Tem uma amiga minha que disse que solta peido em qualquer lugar. Ela disse “E eu vou ficar doente é?”.

Caímos na gargalhada! E a outra ainda completou:

- Que pelo menos ela vá pra longe pra ninguém sentir o cheiro!

O assunto do peido, porém, só tava começando. Depois de quase ter visto uma cena típica de Cardinot, por causa de um condadense com a peixeira na mão afim de enfiar no bucho do cara da lanchonete; de ter sido cantada pelos agroboys e pela ala gay da cidade (ehhh meu bein, o “cu do mundo” – com muito respeito – também tem dessas modernidades), enfim, ia voltar para minha cidade, pro meu casulo.
E segue a saga flatulante... Estávamos, Eu e um casal de amigos, já na Conde da Boa Vista, esperando o velho GOL (Grande Ônibus Lotado) de volta pra casa, quando ouço o barulho – “porrrróti”. Eh, camaradas, uma carreira de peido!!! O melhor foi a cara dos três, se olhando como que acusando uns aos outros. Só quando o cheiro de cueca riscada subiu por causa de dois quarentões que passaram correndo na nossa frente para pegar o busú, é que podemos identificar a origem do gás venenoso. Eita lêle! “Esse, ou tá cagado, ou esqueceu do chuveirinho”, pensei. Foi, então, que o amigo quebrou o gelo:

- Minino, logo vi. Eu aqui do lado do orelhão, quando ouço o – pororororororóte!!! Pensei que tivesse sido uma de vocês duas, mas quando ele passou por mim. PU-TA QUE PA-RIU! O cara deixa pra peidar aqui, bicho!!!

Foi aí que Papola atacou (Opa, Sou Eu!), ou seja: haja filosofia. Quem nunca peidou, ainda mais em ambiente público? E é tapado é? Bem que aquela senhora tinha razão. Prender o peido faz mal a saúde, mas cadê que o Ministério da Saúde adverte? Já pensou, todo mundo liberado pra peidar?! Isso é medicina popular rapá! Então, vamos analisar.
É de conhecimento de todos que existem três tipos básicos de peidos: os barulhentos, os silenciosos e os risca-cueca! E TODOS, sem exceção, fedorentos. Esse negócio de que “Meu peido não fede, ele é cheiroso” é coisa de psicopata! Lá viu alguém beber perfume pra peidar cheiroso, rapai! Se fosse assim, não precisava de Bom-Ar era só sair peidando por aí. E o melhor, você poderia personalizar a fragrância. Já imaginou, peidar Quasar ou Eau de parfum? Hum...que chique!!! Assim, seria mais negócio o cara beber perfume e sair peidando que pôr perfume no cangote, pelo menos o efeito seria mais duradouro. Eh, amigos, duradouro! Porque existe os peidos que dispersam rápido, outros que só causam o efeito alguém peidou! e os power. Esse, amigo véio, a catinga não sai nem por 100 conto. Fica a inhaca na galera e só com desinfetante, e olhe lá.
Não poderíamos falar em peidos e não falar de seus autores. São vários os tipos de peidões. Os tímidos oprimem o gás flatulante pra ele sair de mansinho (esse é perigoso!). Os descarados assumem o peido. Os covardes peidam e saem pondo a culpa nos outros. Os espertinhos peidam perto de uma vítima e saem de fininho, olhando de cara feia pro inocente e tapando o nariz. Há também o solidário, que não gosta de sentir o cheiro sozinho e sai do seu local e vai peidar no ambiente dos outros. Os imaturos peidam e saem correndo. Sem contar os discretos que, disfarçadamente, se afastam da multidão, peidam e depois voltam com a cara mais lisa. Aaaahhh! E não poderia deixar de falar do pior: o peidão burro. Ele solta o peido, achando que não vai fazer barulho e acaba soltando uma bomba atômica, um verdadeiro atentado aos asmáticos e ainda diz que a mão não tá amarela. Mané! Porra de mão amarela! Tu é um homem ou um prato de papa, porra? Nem peidar em público o cara sabe. Esse, definitivamente, não é maXu.
Como acontece com todos os cidadãos e em várias profissões, não há uma consciência social do peido. É preciso saber que peidar é bom, mas que seu peido termina quando o do outro é liberado. Pois, com certeza, a potência fedorenta do outro vai derrubar a sua. Nesses casos, PEÇA PRA CAGAR E SAIA! porque sua cueca riscada não tem mais efeito.
Convenhamos, peidar é bom demais! É feito mulher grávida depois de parí: a sensação de alívio pela liberação do gás junto à satisfação de sentir o ventinho saindo de dentro de você não tem comparação. Além de que você ainda pode proporcionar divertimento pra as criancinhas. Quem nunca peidou dentro da piscina só pra ver as bolhinhas subirem? Isso é que é ser lúdico e educativo. - “Peide aqui não, meu filho, pra não incomodar os outros. Vá peidar pra lá, vá, na água, pra ver as bolhinhas.”. Veja que o homem por si só, basta! Quanta versatilidade.
Ah! Mas Eu quero fazer um protesto. Eu, Homi todo, mais maXu que um cearense com a pexera na mão e um cacto no rabo, venho aqui, pra protestar a autoria dos peidos dada, exclusivamente, aos maXus. Por que só a cueca é riscada? Por que não diz calcinha riscada? Ahhhh!!! Mulher também caga e peida, rapaiz. Aquele ser delicado e fino também tem furico. Ou tu acha que o peido evapora junto com a merda? E não pense que eles vêm com cheirinho de Giovanna Baby, não. O perfume delas é só pra vê se consegue pôr a culpa em um otário.
As mulheres peidam, lindamente, fechante e com direito a pose. Quer saber diagnosticar? Quando você vê uma mulher, gostosa, de bundinha empinadinha olhando pra você e fazendo caras e bocas, não pense com as duas cabeças, amigo. Ela não qué dá pá você. Ela tá só peidando, uma ação comum a todos os animais. Conselho: saia de perto porque você é que vai levar a culpa. Não espere que saia uma fumacinha rosa como aviso, porque ela não vai sair. O negócio é brabo companheiro. Até nisso nós saímos em desvantagem. Cadê que as feministas reivindicam as igualdades autorais dos peidos, hum?!
Como boa militante que sou, proponho a criação de um movimento pela libertação dos peidos. - “Seja um amigo do peido. Peide você também!” - Não, acho melhor “Campanha pela libertação dos peidos oprimidos: ‘Assuma você também a paternidade. Eu sou peidão!’” Eh! Acho que melhorou. E aí o que você acha?
Pois é, peidar é bom e a velha história de que prender o peido faz a mal a saúde é coisa de peidão. Então, vamos peidar. O que não pode é adoecer. E aos farrapeiros, dependentes orkutianos, Eu libero o presente do dia das crianças, mas não me venham com abraços atrasados de aniversário. Só aceito os parabéns (e os amassos) se vierem com um presente em mãos, no mínimo, uma caixa de chocolate. E não me venham com conversinha de libertação do peido, se não você será o próximo pinto sem toba! Isso, Eu agarantcho!!!


Informa aos CINÉFILOS

People,

- a Faculdade Maurício de Nassau e a produtora Página 21 estão realizando o Festival Cenacine, que acontece de hoje até sexta-feira, no teatro Beberibe. A entrada é de GRÁTIS. Além disso também há OFICINAS que serão realizadas na faculdade, as inscrições são R$ 50 mais 2 Kg de alimentos não-perecíveis. Mais informações 3413.4611, ou no site http://www.mauricionassau.com.br/ .

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Manifesto MaXulinista


Hoje, venho, por meio deste, fazer um protesto à concepção distorcida que a sociedade vem fazendo a respeito de nós, maXus. Também venho convocar os camaradas para a discussão de um assunto importantíssimo para nossa classe masculina: a criação do manifesto maXulinista!
Pois bem! As véias, cinqüentonas, mal amadas, que calçam 44 e se dizem feministas, tem um manifesto. Os Homens, raça submissa, o manifesto masculinista e os Gays, o manifesto contra a homofobia (ver link: ( http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=_BR&infoid=2627&sid=8 ).
Então, porque, nós, seres superiores, essenciais para a evolução humana e povoamento da terra, não temos o nosso manifesto?!?! Um manifesto que defenda os interesses de nossas pitocas. Que promova, cada vez mais, a nossa ascensão no meio social. Que defenda projetos e medidas que possibilitem mudanças do statu quo preocupante em que nos encontramos.
Eh! camaradas...preocupante sim. Os homens, com suas poesias e vozes finas, estão invadindo nosso espaço. As sapatões com suas delicadezas forjadas e o leitinho quente direto do peito estão conquistando cada vez mais mulheres, o que diminui ainda mais o mercado no país e no mundo. E o pior, estão jogando pesado contra nós. Até vilão da Rede Globo vira mocinho no final.
Lula não é a única vítima da mídia. Os meios de comunicação estão nos perseguindo, camaradas. Com sua enxurrada de informações, distorce a imagem do verdadeiro maXu! Um ser do sexo masculino que gosta de dançar “forró do bom, raparigar e beber”, mas que não bate numa mulher nem com uma flor. É isso mermo! MaXu que é maXu, só bate em Homem pra vê se ele aprende a escarrar direito.
Esse manifesto é, na verdade, uma indignação a uma situação que presenciei e que me deixou passssssaaaado! Estava Eu, exercendo a prática comum e diária de todos os maXus, coçando o saco e esperando meu GOL (Grande Ônibus Lotado). Tinha acabado de sair de um debate sobre “Arte de rua x arte nas ruas”, promovido pelo SPA das artes, na Fundaj-Derby, ou seja, estava um cara soft e muito lombrado (só assim pra poder entender a viagem dos artistas plásticos). Pois bem, ao chegar na parada, percebi que muitos camaradas estavam agitados. Como esse é um comportamento normal da virilidade maXulinista, não dei muita importância. O que me chamou atenção, de fato, foi quando percebi que os Homens, que não movem uma palha nem pra tirar unha encravada, também estavam agitados. Ao ouvir tapas e gritos vindo da casa localizada ao lado, é que entendi a agonia.
Uma mulher estava apanhando do companheiro (tinha que ser, pois camaradas não fazem esse tipo de coisa!). Inflei. Andando pra lá e pra cá, pensando estratégias diabólicas e mirabolantes, a lá Missão Impossível: o resgate de uma donzela, ou, a pegada de uma puta!. Meu saco já tava parecendo uma trochinha de tanto que Eu pensava. Nessas horas, Junior é o melhor companheiro e tem idéias, realmente, eficientes. Movido pela força dessa mente engenhosa, pulei o muro, arrombei a porta da casa, esbufetei o miserávi, resgatei a moça e, graças ao freio do GOL parado a minha frente, vi que estava sonhando acordado.
A maior ironia de toda esta história é que a casa é localizada em frente ao quartel do Derby. MaXões que somos, não poderíamos ir embora só com a vontade de meter a mão nas fuças daquele covarde. Ligamos para os incompetentes da polícia, já que ninguém queria ir preso. O resto da história Eu não sei como terminou porque meu GOL parou e o meu motorista estava com pressa.
Enquanto voltava pra casa, fiquei refletindo sobre o acontecido. O que leva um ser humano do sexo masculino a bater numa mulher. As duas únicas razões seriam desequilíbrio e fetiche. Até o Homem, ser inferior a nós, não faz isso, quem dirá um maXu! O que me deixou indignado é que a sociedade atribui este tipo “sem vergonha de ser” a nossa raça.
Então, Eu venho aqui para deixar claro que nós, maXus, não somos coniventes e, inclusive, condenamos atitudes como essa. Violência, só sexual e consentida! Uma tapinha não dói, mas um murro sim. MaXu que é maXu não bate em uma mulher nem com uma flor, só se for fetiche e ela pedir muito. MaXu só bate em Homem, já que é a raça que merece apanhar. Nós temos como princípio básico o amor e as mulheres. O amor de várias mulheres porque esse negócio de fidelidade é coisa de frutinha e maXu que é maXu honra seus compromissos com as bucetas espalhadas pelo mundo. Independente de ser donzela, puta ou rapariga, o importante é não deixá-las desamparadas. E quem melhor que nós, os maXus, para protegê-las e mantê-las aquecidas. E temos como patrono-mor, o canalha, Vinicius de Moraes.
Sendo assim, convoco todos os maXus a uma assembléia, na nossa nova sede, a casa da Tia Odete, para a formação da comissão de buceteiros que ficará responsável pela formulação do manifesto.
Quero destacar, também, o apoio que estamos recebendo da UB do C (União Brasileira dos Canalhas e Cretinas - http://www.powerscrap.com/powerkut/Community.aspx?cmm=13228643), uma entidade de lutas, que, ao longo de sua breve história, sempre se mostrou forte e importante aliada na defesa das furanças.

OBS: sugestão pro fds: http://machoperonomucho.uol.com.br/ - esses ainda têm muito que aprender com o papai aqui!!!

Informa pra TODOS

Galera,
- quem viaja em produção de vídeo a Fundação Joaquim Nabuco promoverá um curso de Introdução a História do Documentário. É de GRÁTIS! Mais informações no site da Fundaj (http://www.fundaj.gov.br/) ou clique em http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=236&textCode=9409&date=currentDate, é mais fácil. Hehehehe.
- SAUDOSA MALOCA – Novas tendências sonorasé o nome da festa que acontecerá no dia 20 de outubro, às 22h, em frente à Pitombeira, em Olinda. Wado, Inquilinus e Roger Man são algumas das atrações do evento. Para mais informações é acessar o site http://www.saudosamalocaafesta.com.br/
- LIBRAS, quem tem interesse em fazer um curso de libras de GRÁTIS, é só entrar em contato com o professor Luiz Albérico, coordenador do projeto – luiz_alberico@yahoo.com.br . Atualmente o projeto conta com três turmas na UFPE, às segundas e sextas à tarde, de aproximadamente 150 alunos; duas turmas na UFRPE, às quintas-feiras, durante a manhã ea tarde, de aproximadamente 150 alunos; duas turmas naEsef-ICB/UPE, de aproximadamente 120 alunos; uma turmaem Paratibe, Paulista, de 40 alunos; e agora na EscolaEstadual Engenheiro Lauro Diniz, com previsão de 60 alunos.