quinta-feira, 24 de junho de 2010
Perolex no "Brasileiros Mundo Afora"
sexta-feira, 16 de abril de 2010
ProtRESTE: problema de olho é toco!
Ontem recebi um email encaminhado de um cyberspectador butano pra fudê na Suzana Vieira. Chamou a atriz de idiota e tudo rapá! Até fiquei pensando que era intriga da oposição porque ela, como diria minha vó, só se “amanceba com rapagote”. Foi então que abri o aquivo anexo e…BUM!!! @#$%^&…!!!
Eu, nos EUA, com uma saudade da goitana do Recife e do meu interior pernambucano, tenho que ouvi uma desaforada cheia de pelanca e osteoporose, que acho que num güenta mais uma pêa, abrir a boca cheia de botóx pra falar que o povo de Nova Jerusalém se comunica por tambor e fumaça de índio. VÁ SE ARROMBÁ! Chama a tribo Xukuru prela vê o que é fumaça! Tudo bem que eles não são canibais, o que não daria pra aproveitar a carne pruma a cabidela, mas dá, pelo menos, pra aproveitar as mamonas pro Programa Leite de Pernambuco do Governo do Estado (porque aquilo não é peito, né? A autêntica mulé melância!). Como de graça até injeção na testa, ou toco no olho, se não der pra tirar o leite, com certeza, dará pra alimentar os bezerrim, que não iam faltar (do jeito que tá já não falta neguinho querendo a mamata, imagine, então, se fosse destinado a projeto social?!).
Mai, né lasca mermo?! Ela me sai de ItaiANgÁ, nome de índio do carai, na “Baaarrraaa, no Rio de Janeiro”, pro meu Agreste (Aprende, visse pexte, A-GRES-TE! Nunca estudou geografia não, queridíssima?! Vamos agora usar todas as expressões típicas da Sussu no Vídeo Show). Ah, só falta agora dizer que a gente é paraíba, né? Já ouvi um carioca dizer: “Da Paraíba pra cima, é tudo paraíba”, pois é, ainda bem que ele sabia que Pernambuco fica abaixo da Paraíba na localização geográfica e que o país é divido em Sul, Centro-Oeste, Sudeste, Norte e NORDESTE!!!!! Ô vai dizer que a Floresta Amazônica secou e virou caatinga?! Ainda assim, que dobre a língua antes de falar dos meus companheiros paraibanos.

A peituda plastificada, diz no Vídeo Show, em que tomou o microfone da repórter, que topa tudo. A miserávi tem a felicidade de ser convidada pra participar de um tradicional evento da Semana Santa que é a Paixão de Cristo, num dos maiores teatros ao ar livre do mundo em Nova Jerusalém e diz “como se chama isso aqui?”. Não se deu o trabalho se quer de saber sobre o lugar que tava indo. Caruaru, cidade histórica e de histórias. Deve ser efeito retardado causado por substâncias estéticas no organismo. É como minha vó dizia, a ignorância não se resolve com dinheiro. Não adianta se amancebar com uma pessoa rica se esta não tem estilo de gente. Sussu, tu tá é muito cheia das frecuras!
A bixiguenta, provavelmente, é daquelas artistas Projac que acorda todos os dias ao meio dia com café-da-manhã na cama, carro na garagem (só um?), maquiagem, botóx, caviar e acha que todo mundo tem que ficar de babá só porque meteu o olho num toco de árvore. A vida, minha lindíssima, é que nem rapadura: é doce mas é dura. O que cê dá pra natureza ela te dá de volta. Foi tirar onda dos galhos secos da árvore...se fudeu! Acho é bom!
O pior é quando esse povo vai no Arquivo Confidencial do Faustão. Ficam tudo pagando de fudido, que sofreu de fome no passado, que comeu lixo no começo da carreira. Até chorar, choram! Filha de diplomata, tu lá nunca passasse necessidade rapaiz! E se passou, deve ter é muito óleo de peroba na cara pra agir assim. Enquanto o povo do agreste se lasca de baixo de um sol quente todo dia pra trabalhar na terra seca pra ter algum sustento, tendo que ver filho sem comida, sem futuro. Enquanto tem gente que nas periferías do Brasil tem que ficar o dia sem comer se quiser estudar e não tem roupa nova nem pra dá um rolé no Xopis, essa fela d’uma égua vem dizer que não “agüeeennnntaaaa!” um solzinho de nada. Problema de olho é toco!

Mirmã, você tem é sorte que Luiz Gonzaga não tá vivo. Porque fazer o que você fez, ainda mais tando na terra dele, tu ia levar um réla tão do grande. Ia ser uma sarrabuiada que nem os mano de São Paulo e os boladões do Rio iam tapar os dois buracos nos olhos causados por outras árvores. Eu sendo você, mô véi, tomava era cuidado que os homi tão ligado. Lampião ainda tá vivo e a legião de Lenine, Alceu, Silvério Pessoa, Pedro Luiz e a Parede, Eddie, Chico Science e Nação, Geraldo Azevedo, Arlete Sales, Elba Ramalho, Tiririca, Falcão e Didi Mocó tão tudo é atrás de transformar esse diabo loiro em uma Asa Branca e não tem Fernando Macieira que salve a senhora do destino.
domingo, 4 de abril de 2010
De volta para o passado!

Há um pouco mais de um ano, estava Eu saindo das Terras Tupiniquins e desembarcando na terra de Obama. Assim como o Daniel Sam, em Karate Kid, houveram muitos círculos para esquerda e para a direita até chegar ao famoso golpe da Gazela. De uma noite em Miami para um ano em Reno, finalmemente, estou na terra dos Anjos, pelo menos um lugar santo. Pois é, enjoei dos pecados das roletas dos cassinos em Reno e resolvi seguir o caminho da salvação da terra californiana, visão esta, totalmente contrária na cabeça dos republicanos.
Em cidades como Los Angeles e San Francisco, a palavra “diversidade” é determinante. Além de comunidades chinesas, coreanas, judaicas e até mermo etiopianas, você, mais que o sabão Invicto, com certeza, vai encontrar o distrito gay, o que já explica o porquê dos democratas falarem em respeito às diversidades enquanto os seguidores de Bush falam em “terra do pecado”. No final companheiro, é pau no fioforis de todo mundo porque agora é a vez do Obama dizer “Vai ter que me engolir”. Viva o Negão!
Em pouco mais de dois meses, já deu pra sacar que o babado, aqui, mô véi, é intenso. Como em uma big city, você encontra todo o tipo de psicopata. Em Reno, o povo perde o juízo por causa do vício de jogo, em LA é a tal “liberdade” e a busca pela fama que em pouco tempo faz a cabeça daqueles que não têm fé na santa. E hajam imagens de Santa Guadalupe, a virgem dos mexicas, pra segurar a onda de los hermanos angelinos.
Esta última sexta, Eu e meu companheiro Mano, um dos poucos brasileiros achados até agora, fomos para a Roxy, uma das casas de shows famosas em Los Angeles. Liso como somos (“Liso? Como assim Bial?” - Você me perguntaria. O liseu, companheiro, é um vírus que afeta brasileiros de todas as nacionalidades e, como ainda não inventaram uma vacina pressa méda, vamo que vamo!), Mano ativou o contato chave pra o passe livre (Que não é de extrema esquerda!) e óia que ainda tivemos direito a pulserinha VIP, rapá! Foi aí que parei pra pensar como esse negócio de VIP é a maior fraude. No Brasil, nunca entendia como é que uma piriguete, usando roupa da Riachuelo, maquiagem da Avon, espicha os cabelos, compra uma botinha dividida em bilhões de vezes no cartão da favorita loja C&A, ficava pagando de gostosa nos eventos com uns maxu bunito, rebolando com a porra da pulserinha e, Eu, chique toda, arrasante, toda cultural de sandália de couro, ficava no meio da multidão recebendo cantada brega dos “frangotinho das Olinda” que nem bigote têm essas porra, é só a borrinha de café que pra dizê que têm hormônio! Agora tá explicado, né?!
Mas, naquela noite, nós estávamos afim mermo era de tomar uma e curtir um som original. Ao entrar na casa, consegui avistar logo de cara um fuá amarelo se saculejando. Os cara mais pareciam uma reprise mofada dos Guns N’ Roses no palco. Com a diferença que eram músicas pÓprias. Minino, que riqueza! Como se não bastasse a versão heavy metal do bozo, ainda tivemos que aturar a porra da guitarra gritando no pé do ouvido. Viiiixe! Até o pirrainha do “Hey Jude” (http://www.youtube.com/watch?v=KNHLywCfnHI) toca melhor. Pelo menos havíamos chegado já no final para a entrada na banda principal. “Pronto! Vamo curtir esse carai!”- pensei. E as cortinas se fecharam para a entrada triunfal da banda que, de tão boa, eu esqueci o nome. Americano gosta de uma papagaiada, depois reclamam das comunidades gays. Vê, o principal esporte dos cara é o futebol americano que nada mais é que um bando de maxo, forte, suado, catinguento, querendo agarrar um ao outro. O objetivo de pegar a bola é a maior fraude (dependendo do tipo de bola, claro!). Os caba passam mais tempo se agarrando que tentando alcançar a porra da bola. E tem mais…Se você não gosta de uma coisa selvagem, ainda tem a opção do Baseball. O negócio é tão sem graça, que, em Reno, a galera botou um boneco feio que mais parecia o Bocão pra animar as crianças enquanto o locutor pedia pra torcida fazer barulho – Come on Reno, make some noise!. Vai te arrombá! Mané, make some noise! Tem que sê maXU, que nem os rubro-negros de Recife: “Cazá! Cazá! Cazá! Cazá! A turma é mermo boa, é mermo da fuzaca. Sport! Sport! Sport!”.
Pois bem, assim como as músicas dessas bandas brasileiras são repletas de “Filho da puta! Caralho! Aaaahhhh!!”, aqui, a gente também não entende nada, só o “%#$@^! FUCK FUCK FUCK FUCK!!!”. Mais interessante é vê o bucho sexy e as tetinhas “Eu tenho 13 anos” dos componetes do grupo. Por que misera os véios de 50 anos insistem em que dá uma de boizinhos? Nas brenhas do interior pernambucano, eles se amancebam com os galetinhos - Tem peitinho....tá na base! Já o americano não tem meio termo: ou dão uma de mexica, tudo enxerido e safado; ou dão uma de sentimental–sandáliadecouro-cult-óculosladygaga-funk que só come comida orgânica ou raw. E olhe que as “donzelas” (que tem as buças tudo bichada, diga-se de passagem) caem de cabeça e (priquita) na onda, ou melhor, nas faturas dos cartões de crédito. Você, amigo, deixe de ser virgem e ingrato e dê graças ao pai pelas brasileiras. Vocês reclamam das Marias Gasolina da vida, mas não conhecem a Maria Cascartãolina, espécie muito comum nos EUA: Casa, Cartão, Carro e Gasolina. Assim, meu filho, teu pinto ia ficar num celibato filha da puta! Em compensação, se for desenrolado (porque feiura é só um detalhe que qualquer necessidade resolve), é mais fácil você conseguir na balada um ball cats de uma americana que um beijo na boca. (Ox, e é Uma Linda Mulé, nada, rapai! Mai também, com uma belezura daquela, Julinha, quem ia fazê questão, né? Faz que nem os matuto tocando violino: “E viro a cara e meto a vara! E viro a cara e meto a vara!”, num instante ela molha a calcinha e sem precisar de apresentação de ópera).
Voltando ao momento retrô rock show, me senti como Marty McFly, o cara do filme “De volta para o futuro”, só que com algumas décadas a frente. Pelo menos, o som dos cara era melhor que o da banda anterior. Impossível era não rir das figuras. Começando pelo baterista! Depois de perder três baquetas ao jogá-las pro ar e não pegá-las, bem no estilo Chris Noveselic do Nirvana, o setentão finalizou sua participação com uma porrada em um bongo, que durante todo o show eu e Mano jurávamos que fazia parte da decoração do palco. Sem contar o moderno efeito especial das pelancas voadoras que davam o efeito “équio” das baquetas. O baixista, então, todo no estilo pato Howard, muito lembrava o anão do Austin Powers. O único que ainda fazia estilo Axel Rose sessentão era o guitarrista. Para finalizar, claro, não poderíamos deixar de falar do sexy appeal do vocalista. Com sua fivela de caveira segurando o bucho e a calça justa preta incandecente de cantor de brega, o sujeito cantava feito bailarina e os cabelos negros afuazados lembravam mais a Gal Costa depois de um baseado.
Como vi que a noite não ia passar daquele estado de epilepsia das bandas, o único jeito pra não perder a noite era observar a galera ao lado. EITA LASQUERA! Pronto, tinha desde admiradores de 13 anos até as tietes de 50 anos no estilo Cyndi Lauper. Pelo menos deu pra rir um pouco e ter certeza do que não quero ser quando crescer.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Sindrome de Gyodai ou uma nova experiencia?

Apos a psicotica experiencia no motel em Miami (http://perolex.blogspot.com/2009/04/chegada-nos-isteites-odeio-subways.html), eis que me deparo com a mesma cena no apt 235. Durante os tres meses do programa de intercambio, Eu dividi o ape com mais quatro figuras: Chupilda (a unica que, junto comigo, representava o Recife e o Nordeste), Napo’s (paulista de natureza, londrinese de coraçao e alma e…), Piriguete (a gaucha que comprou uma mala de estampa de vaca) e Aluada (do Rio de Janeiro…e do Rio de Janeiro). A primeira coisa a fazer, depois de deixar as malas, foi pegar um casaco emprestado (ja que esqueci o unico que trouxe no taxi em Miami) para ir às compras no Wall Mart. Isso mermo! O Bompreço americano.
Enquanto andava entre as prateleiras e via a micharia (termo pernambuques que significa à preço de banana) eh que entendi o porque do dolar ser uma moeda tao badalada. Com apenas 40 dolares, eu fiz as compras do mes inteiro. Ai foi onde me indignei. A maioria dos produtos alimenticios sao produzidos, ou no proprio Estados Unidos, ou sao importados de outros paises como o Canada, o Mexico e o Brasil. Por que os alimentos, que no meu pais sao tao abundantes e mais saudaveis no processo de fabricaçao, sao tao custosos para os brasileiros? Por que o salario minimo eh pequeno? Bullshit! (traduzindo: merda de boi! O americano as vezes eh quase portugues) Isso nao eh desculpa! O operario nos EUA ganha, no minimo, 1 mil dolares por mes e os preços nos supermercados sao mais baixos que no Brasil. Eh por isso que o aqui eh empestado de mexicanos. Vindos de um lugar extremamente pobre, quando os mexicas chegam aqui, encontram emprego abundante, alem de um salario que permite eles comprarem roupas Calvin Klein, um carro Jeep, comida, pagar aluguel e ainda mandar dinheiro para familia. Enfim…o frio tava tao grande na parada de onibus que nao dava para pensar mais nesse assunto.
Ja de volta ao ape, as meninas cuidaram logo em fazer uma reuniao para estabelecer as regras da casa e se programar para pagar as primeiras contas que iam desde o aluguel ate a vassoura usada pra varrer o carpete (ceramica eh um produto em extinçao. Ou os estabelecimentos e casas tem chao de madeira ou sao cobertos por carpete). Alem disso, tambem foram divididos os espacos dos armarios da cozinha e dos banheiros. Pois e! Eis, entao, o momento tao adiado: ir ao banheiro. Passei pelo menos o mes de dezembro inteiro para me adptar aquela porra: o chao do box era uma banheira, como em todos os lugares aqui; fechar a cortina branca sem realizar a cena de “Psicose”; saber regular a agua para nao se queimar; e o pior, sem dUvida companheiros, era na hora de cagar. Tudo bem que o clima em Reno eh seco, mas, puta que los pario, nem os cactos da caatinga petrolinense eram mais secos e asperos.
Quando se faz um programa de intercambio, principalmente o de working & travel (trabalho e viagem no exterior), em que o tempo eh curto e tudo eh muito intenso, o pensamento “Vamo aloprar que essa porra ja acaba. Num moro aqui mermo!” eh latejante. Mesmo no auge da crise economica, que deixou muitos intercambistas desempregados, o povo nao perdia a animacao. (Brasileiro, ne? O cara pode nao ter o dinheiro do pao, mas so sai pra procurar emprego quando o amigo fala: “Porra, tu ta pegando nem gripe vei!”. Filosofia da porra! - E incentivo da buceta!). Na nossa primeira noite, a brasileirada toda foi para a boate N210 porque a gente nao precisava pagar a entrada. Eh aquela coisa, quando voce ta no Brasil, usa roupa da C&A e toma Kaiser porque eh estagiario, mao de obra subproletaria, e eh liso. Os filhinhos de papai, geralmente estudantes de comunicaçao social, dao uma de fudido e piolhento, mas torram a mesada com os baseados do mes e ainda fazem o tipo artista culto, talentoso, nao-reconhecido e pobre. Eh a Mania do Alternativo. Quando abrem a boca, entao…Sai de Baixo!!! (Ah, se fosse meu filho…Apanhava tanto no mundo! Maconheiro safado! Quer ver o BAGUIO?! HUM?! Responde porra! Tu ne macho! Quer o baguio?! Cabra safado! Vem ca preu LI mostrar o baguio que tenho pra voce. Seu pexte! - Queria ver se nao virava gente). O pior foram as figuras que conheci aqui nos EUA. A maioria cariocas (tinha que ser), ganhando em dolar (OIA!) e com merma economia desnecessaria. Ai, eu pergunto: pra que? Pra reservar um quarto de hotel num cassino tres estrelas pra tentar comer alguma bucetinha e ainda brasileira. Nem nas americanas eles arriscavam. E olha que estas aqui esfregam mermo! Eh muita incompetencia! Mas se tratando de carioca, a gente ate entende.
Enfim...voltando a boate.. Todo mundo muito chique, cheio de botas e casacos comprados na Ross (a loja "paraiso dos fudidos". Um tipo brecho de roupas novas e de grandes marcas.). Assim que chegamos, so ouvimos a batida do hip hop a là Snoopy Dog comendo no centro. Eita lele! Nunca vi tanta concentracao de gente feia (so nas swingueiras do Brasil). Nao tenho nada contra o hip hop, embora nao seja fa do ritmo. A questao eh que o brasileiro eh feio porque nao tem dinheiro e eh amundiçado, o americano, quando eh feio, eh por opçao!
O plano era ficar por la por um tempo e depois sair pra mais alguma boate. Por mais que eu tentasse, era dificil competir com as coreografias das americanas: mao no chao (literalmente), bunda empinada, bem no encaixe 90 graus, e tome esfrega-esfrega. Como tava demorando…"La vem o negao, cheio de paixao...” para cima das brasileiras. Nesse momento, entra em açao a velha desculpa feminina de ir ao banheiro. E la vamos nozes pro toilet.
Nunca vi tao fashion! Pintado de preto e pink e repleto de espelhos (arrasou!), o wc mais parecia um camarote. Aff Maria! So me dei conta do perigo, quando vi a cor do vaso sanitario. Mais autentico que um negao africano! Mesmo com meus 20 e poucos anos, encarar um negao ainda eh um problema e quando ele se configura numa privada…JEEZ! Tambem nao podia dah pra tras. As meninas iam achar estranho. O jeito era conversar pra descontrair (essa eh a hora da fofoca!). Mal sai da posiçao de surf (porque eu sou uma mulher limpa e nao sento em privada publica ou allheia), so ouvi uma zoada forte e estridente “PIIIIXXXXXXXXXXXX”. MISERERE!!! So nao sai correndo porque meti a cara na porta. A unica coisa que meu subinconsciente me dizia era: “Eu disse que eles tinham vida!”. Tentei nao dar ouvidos, mas…a voizinha continuava a perturbar.
Recomposta as emoçoes, entendi que a descarga eh automatica. O fato eh que traumatizou. Muitos lugares publicos aqui tem vasos com este tipo de tecnologia (so pra gente eh tecnologia!). E o lixeiro? Na terra de Daniel Sam, esse negocio de jogar papel melado de merda no lixeiro eh coisa de mexicano. A cultura eh colocar o papel higienico usado dentro do vaso. Se tiver algo como absorventes ou camisinhas (sabe-se la. Sempre tem um pevertido que vai ao banheiro bater uma e diz que tava cagando) ha uns depositos especificos para isso. BUT, como Eu nao sabia, coloquei o pedaço do papel numa bolsinha de papelao que tinha escrito napkins. So descobri que isso significa guardanapo quase no final do mes! Como se nao bastasse, ainda com o coraçao acelerado, abri a porta e me dei de cara com um traveco dançarino. O puto, ao inves de ta em cima do palco mostrando o rabo, tava ali pra tirar minha paz. VOTE! Isso foi o suficiente pra Eu querer sair daquele lugar trash e ir pra um mais decente. As "boas impressoes" sao bem constantes nesse pais. Der me livre!
terça-feira, 2 de junho de 2009
“Quem tem medo de cagar chupa sorvete!”

Antes de comecarmos nossa conversa, que ja deu pra entender, vai dah em merda, vamos a um rapido FLASHBACK de muitas linhas.
Quando ainda unissex (ja que crianca nao tem opcao sexual), sempre que queria ir ao banheiro, minha mae me fazia companhia, seja preu nao me perder dentro do vaso, seja pra fazer um triangulo de papel higienico no assento preu nao infectar minha linda bundinha branquinha e meu pipiu cheirando a talquinho e hipoglos. Na escola, nao era muito diferente, so que a Tia eh quem dava o apoio moral ao meu cuzinho rosinha, lindo de mamae.
Nunca esqueco, certo recreio, na terceira serie, em que pedi a Tia pra ir ao banheiro. Neste momento de aflicao, ela me abandonou pela primeira vez e, pela primeira vez tambem, meu cuzinho infantil piscou. E la vai Eu, atras do banheiro das criancas pra da aquela derrubadinha de barrinho e construir um morrinho. Os longos segundos que se seguiram so fizeram aumentar a pressao in my little infante esfíncter. Apos minutos de insessante procura, acabei me deparando com o banheiro do ginasio. La, estava Euzinha, prostrada em frente aquele corredor comprido e estreito com a maior cara de tabaca-lesa (que agora e adjetivo composto!), vestindo minha fashion bunda-rica vermelha e chupando um pirulito de uva. E mais longos segundos estavam se passando e Eu pensando se enfrentava o banheiro do ginasio. Porra, Eu so queria um lugar seguro e confort pra CAGAARRR!!! Uma cagadinha rapidinha. - Por que a Tia nao veio comigo? Por que ela me abandonou nesse momento tao dificil? - Era a unica coisa que passava na minha cabeca.
Antes que o ginasio sentisse a curiosidade de saber o que se passava, comecei a andar, lenta e assustadamente, pelo corredor feminino, vendo se criava coragem pra enfrentar o enorme, fedorento e monstruoso vaso sanitario. Foi ai que cheguei ao final do corredor, nao tendo outra alternativa, atravessei uma das portas. Ao virar, dei de cara com ele, que, de tao alto, passava da minha cabeca, cheio de agua e um unico e antipatico olhao. Naquele instante, nem precisou fazer forca pra segurar a pressao, o coco mermo se intimidou, fechando em um biquinho. Antes que o Gyodai comecasse a falar e a dizer que ia comer minha bunda se Eu nao cagasse nele, como no filme “Olha quem esta falando tambem!”, sai correndo em direcao ao parquinho do recreio, onde a Tia ja estava formando a fila para voltar a sala de aula.

Ao chegar na sala, foi que me dei conta do efeito da carreira. Imagine! Voce afim de dah um cagao; com medo que alguem do ginasio saiba; com um monstro do oiao, chamado vaso sanitario, que mais parece com Gyodai dos Changeman, esperando pra te comer; e voce ainda tendo que pensar no que vai fazer para salvar tua dignidade e, alem disso tudo, ter que manter o furico fechado de cum forca pra merda nao sair! Nao tem cu que aguente minha gente e muita informacao. E a abestalhada da Tia (nessa epoca Eu nao sabia o que era puta, rapariga, quenga safada, vaca, Bitch, Whore), para acabar de arrasar, comecou a fungar e Eu, muito autista, fiquei fechada no meu universo, fingindo que nao tinha nada errado. Ai nao teve jeito, ela descobriu a obra de arte e me levou para a babar cuidar de mim. Ai sim! Fui levada prum banheirinho lindo, limpinho, azulzinho, de vasinho, super bunitinho, que sorria pra mim e tinha dois olhinhos e uma boquinha. (Ai que saudades da aurora da minha vida, da minha infancia querida em que os vasos eram pequeninos e decorados com flores e cheirando a sabonete fofo que os anus nao sentirao mais!).
Os anos de adolescencia so me mostraram que esse trauma eh forte pra cacete. Eh quase uma syndrome, Sindrome de Gyodai, por mais terapia que faca, ela vai esta ali lembrando que voce nao caga facil fora de casa. Isso ficou muito evidente logo nos meus primeiros dias em Reno. Eu ja comprei meus potes de sorvete! E dois por dia! E haja mijo!

