segunda-feira, 17 de março de 2008

Sou Mais Você!


Pois é, camaradas, semana passada falei um pouco dos inúmeros estresses que vivemos por causa da nossa acomodada vida cibernética. Mas, pensando direitinho, seria muita injustiça não falar também dos benefícios que a vida digital nos proporciona.
O homem é, de fato, um ser impressionante. No mundo capitalista, como é sabido, todo mundo explora todo mundo até a última gota se o Mané permitir. Seguindo este raciocínio, além das funções de edição de texto e de navegação na internet, o computador e seus super hiper desenvolvidos softwares, que a cada semana surge o de última geração do de última geração da semana passada, acaba assumindo “n” funções. Pois bem, além de editar textos e navegar na net, o computador acaba sendo, por alguns minutos (que com o tempo se transformarão em horas), uma poderosa babá, por exemplo. (É de fato impressionante. O pai, filho da puta, para não reclamar com o filho, dá um brinquedinho eletrônico prele se distrair.) Pois é, um filho da puta, mas impressionante. Voltemos...
As cores do papel de parede da área de trabalho e os coloridos das páginas da internet conseguem por uma mágica (BUM!) calar a boca do guri chorão que queria tirar daquela receita maravilhosa de frango ao molho de maracujá com limão e leite de soja que Ana Maria Braga estava prestes a começar. (Porra Mais Você?! Estilei! Na moral, tinha que ser um programa da Globo, caraí?!) É a GLOBALIZAÇÃO!
Vamos então, ao texto do dia. (Pronto, foi só dá a idéia!) Para você, dona de casa, que acordou angustiada e começou o dia pensando: “Meu Deus porque meu marido não tem um pinto grande e gostoso? Por que eu tenho celulites na bunda e os peitos flácidos?”. Tem um ditado chinês que diz assim: ou você afunda com a crise ou cresce com ela. Muitas vezes, procuramos respostas para as nossas perguntas e, na aflição, esquecemos de dizer às pessoas o quanto as amamos. Levar uma gaia é só uma forma de pensar negativo sobre a vida. É pensando positivo que conseguimos evoluir o espírito. Então, ao acordar, não reclame porque está frio e chovendo. Contemple a natureza e as coisas boas que Deus nos dá! Olhe pro seu barrigudo e fedorento marido que roncou a noite inteira e não te deixou dormir. Olhe–o, com o coração. Admire os peitinhos de gordura. E, quando ele acordar, diga, olhando nos olhos, o quanto você o ama. Esqueça todas as cachaças que ele tomou, as incontáveis vezes que ele brochou, as raparigas que ele come pelo caminho de volta do trabalho para casa. O importante é que a humanidade ame. Só com amor podemos mudar o mundo. Pense nisso. Reflita! Encha seu dia de amor. Pode fazer a diferença. Bom dia! Acorda minina!!!
(Ah é? Então vamos a minha versão - Vamos então ao texto do dia. Para você que, não estudou e resolveu ser uma dona de casa sustentada pelo marido, acordou angustiada porque não faz nada da vida e começou o dia pensando: “Meu Deus porque meu marido não tem um pinto grande e gostoso? Por que eu tenho celulites na bunda e peitos flácidos?”. Tem um ditado de um grande filósofo brasileiro que diz assim: “Me perdoem as feias, mas beleza é fundamental”. Muitas vezes, procuramos respostas para as nossas perguntas e, na aflição, esquecemos de nos olhar no espelho e ver o quanto somos mocréias. Então, deixa de ser otária e pega o dinheiro do teu marido turbina os peitos e espicha os tuins. Aprende uma coisa: gaia, minha filha, só é bom pra quem bota. É pensando que ele é um filho da puta gordo e fedorento que conseguimos malhar, evoluir e agarrar um macho lindo e gostoso. Então, ao acordar, não reclame porque está chovendo e frio. Simplesmente, vá fazer um Cooper. Coloque aquela calça colada eu-tenho-bunda e uma camisa branca de eu-tenho-peito. Se tiver o alvo, melhor ainda. Aproveite que você tá véa, mas num tá morta, e vá simbora gozar muuuito. Contemple os prazeres musculosos da vida. Caso você volte pra casa com um peso na consciência, é só dá uma passadinha no quarto e lembrar que não conseguiu dormir porque o ser asqueroso, que ainda insiste de chamar de marido, chegou da raparigagem e roncou a noite toda. Mas, lembre-se, é preciso armar as pessoas. Então, quando ele acordar, olhe para a caixinha de jóias em cima do penteador e diga, olhando pro colar de pérolas atrás dele, o quanto você ama. Assim você esquece todas as cachaças que ele tomou, as incontáveis vezes que ele brochou, as raparigas que ele comeu pelo caminho de volta do trabalho para casa. Não esqueça de agradecer, e aí de coração, pelo corpo sarado que você tem, pela pele limpa e brilhante e pelo prazer na vida que o dinheiro dele te proporciona. Pois quem mais te deu tanto “amor” para você mudar radicalmente a sua vida? O importante é que a humanidade ame. Só com amor podemos fazer filhos e exigir pensões. Pense nisso. Reflita! Antes um pássaro na mão que dois voando. Então apague o nome dos bofes do seu celular. Encha seu dia de amor. Pode fazer a diferença. E com certeza faz. Pra você! O resto... que se lasque! Bom dia! Acorda minina!!!!
Eh, pra quem ia falar de computadores...terminar em Ana Maria Braga...é a decadência dos intelectuais! (Ou ascensão, tudo depende da ótica!)

PS: Galera, já to em Minas, em breve, aguarde as Pérolas. Se deus quiser. Ô Glória!!!

Computadores, quem precisa deles?!?!


Há anos atrás (que não são tantos assim), quem sabia datilografar era “o cara” de qualquer empresa ou repartição. Numa época em que datilografar é digitar, você é vc, telefone é a mais nova geringonça do brechó e quem não sabe editar em Word é analfabeto, saber navegar na internet é quase um meio de sobrevivência.
Catapora, sarampo, caxumba, caganera, asma e gripe já não são mais doenças de crianças. Assim como, boneca, carrinho e peão não estão na lista dos entretenimentos favoritos. Criança hoje sofre de depressão, ansiedade e de hiperatividade. As velhas brincadeiras de roda, que ainda fizeram parte do meu remoto passado (isso já não te pertence maaais!!!), foram substituídas pelas visitas ao psicólogo, pelos vídeo games, pen drives, MP3’s e, principalmente, pelo Orkut e MSN. O pirraia já nasce programado!
O bom da tecnologia é que com um clique do mouse podemos fazer a feira de casa e pagar as contas. A internet também é educadora. Claro! Num instante aprendemos a ser gente. Quer saber quando? Experimenta ir ao banco, em pleno dia 30, para pagar a conta que, habitualmente, é paga pela net. Você começa a ver como o povo é mal educado e como um simples “licença!” faz diferença. Isso porque: primeiro, que não há sinalização informando nada no banco; segundo, sempre tem um profissional incompetente livre e é, justamente, com ele que você tenta tirar as dúvidas; e, terceiro, você terá que enfrentar uma fila durante longos e intermináveis 15 minutos.
ÉÉÉhhh!!! Ficamos tão acostumados à agilidade da internet que não temos saco quando o site está “em construção”, nem quando ela está lenta. E quando a conexão é via linha telefônica? Internet discada não é internet e deveria ser proibida pelo Ministério da Saúde. Não é coincidência que nos últimos anos tenha aumentado o número de pessoas que sofrem com pressão alta e dores de cabeça. Quem é obrigado a trabalhar com esse tipo de internet deveria receber uma gratificação por insalubridade. Computador lento e burro, em pleno século 21? É inadmissível e deveria ser incinerado: é arquivo morto! A situação é tão séria que piramos quando o computador resolve pifar. E isso só acontece quando estamos concluindo uma monografia ou quando estamos para salvar um arquivo importantíssimo que precisamos para o dia seguinte. Por outro lado, as desculpas “meu computador pifou” e “mas eu mandei por e-mail, não chegou?”, também servem quando não cumprimos com os prazos.
Pois é, camaradas. O computador é uma droga das pesadas, é feito a paixão. Quando você está com ele, fica louco a fim de se livrar. Mas, quando está livre, começa a ter fortes crises de abstinência, é quando você retorna a vida cibernética. A população não é mais economicamente ativa. A vida não é mais sexualmente ativa. (“Se você tem problemas de ereção ou de ejaculação precoce, procure o Medical... – kkk! Essa veio sem querer) Agora somos ciberneticamente ativos. E haja punheta, hein!
Pior que ter que bater uma punheta é colar a revista. Ter vontade de dar um murro no monitor, de jogar a CPU no chão e até conversar, amigavelmente, com a máquina como se ela pudesse entender, é, absolutamente, normal. A baixaria e as crises nervosas, na frente da tela do computador, não são NUNCA sinônimos de estresse. Esta é mais uma oportunidade de extravasarmos o ódio mortal a um inimigo. Não é saudável retrair e guardar sentimentos. Deixemos de conversa e vamos a um dos acausos da minha vida ainda (ou quase) real.
Após o encerramento do ano de 2007, logo em janeiro, Papola começou a se sentir muuuito inquieta. Mas era uma inquietação filha da puta que me deixa pior que barata tonta. Ela surge das profundezas do meu eu muuuiiito interior e não se aqueta facilmente. Dialoguei diversas vezes para entender porque Papola tava tão impaciente e com as altas taxas de adrenalina. Foi quando Cabeção, um amigo minerin, em uma das várias conversas do MSN, me chamou para conhecer Minas Gerais. Foi quando me veio o estalo! mmmiiinnnaaasss... mmmiiinnnaaasss... mmmiiinnnaaasss... mmmiiinnnaaasss... MINAS!!! Era isso! Eu tava precisando produzir algo de fato importante para a humanidade e Minas Gerais seria o lugar ideal. Daria continuidade ao trabalho sobre meio ambiente que iniciei o ano passado sobre o Rio São Francisco, em Petrolina.
Foi aí que o mundo começou a conspirar. A GOL e a TAM fizeram uma promoção de passagens. Depois de uma expedição homérica e várias tentativas de reservar a porcaria da passagem, quando, enfim, consigo, na hora de pagar...a internet dá pau! PUTA QUE LOS PARIÓ! (Soy tchique bein! Ai ai ai ai ai! Arriba, muchacha!) Tava fácil demais. Não bastava ser de madrugada, não bastava a net não ser discada, não bastava eu ter conseguido fazer a reserva, a merda da internet tinha que dá problema. O inferno prosseguiu durante duas semanas consecutivas. A adrenalina era tanta que eu e Papola estávamos pior que Hillary Cliton e Barack Obama em época de prévias. Parecia que o coração ia sair pela boca. Até que eu consegui confirmar a compra.
Paralelamente a este estresse, o mundo continuava a me perturbar. Ao atravessar a rua, olho pros dois lados e, não sei porquê, ao invés de olhar para o horizonte, meus olhos vão diretinho para a placa “Belo Horizonte - MG” de um Fox preto que estava parado no sinal. Agora me responda: o que diabos um carro de MG vem fazer aqui em Recife? Na TV, é praxe. Sempre têm notícias sobre BH e até sobre Ribeirão das Neves saiu semana passada. Esta é a cidade que me inscrevi para a prova do INSS. O caso mais invocado foi numa cinco horas da manhã de um dia qualquer.
Estava, Eu, assistindo o telecurso 2000 (ooOOOhhhh!). A aula era de como preencher um cheque. De todos os blá-blá-blás, a única coisa que me chamou atenção foi o nome da cliente e a cidade que estavam escritos no cheque: Angélica Santiago e Barbacena. A ironia? O nome de Cabeção, meu amigo minerin, é Cabeça Santiago e a família dele é de...adivinha? Barbacena! Putz, depois dessa só pude concluir que está no meu destino esta viagem. Tenho uma missão muito importante a cumprir e comprimir. Vou salvar o mundo e entrar para calçada da fama. Ô Glória!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O busão!


Os ambientes públicos são, sem dúvida, os melhores lugares para análise do comportamento humano. Supermercados, shows, bancos e, principalmente, os ônibus são perfeitos para estudar os fenômenos sociais. E por falar em ônibus... Um dos piores serviços públicos oferecidos à população é o de transporte. Você paga caro pela passagem. Espera 350 bilhões de horas pelo veículo. Lembrando que a espera é, na maioria das linhas, proporcional a lotação: quanto mais demorado, mais lotado. Além disso, o usuário ainda tem que ouvir desaforo do cobrador quando ele não tem troco.
De acordo com a lei (não sei lá das quantas) o troco é obrigatório para cédulas de até R$ 10. Então, se o cobrador não o tiver, logo não deve permitir que o usuário rode a catraca para que possa devolver o dinheiro sem que acarrete em prejuízos a ninguém. Pois bem, vamos aos casos da vida real. Ou melhor, da MINHA vida real.
Certo dia, voltando do estágio, discuti com a cobradora porque ela, toda estressadinha, me deixou passar pela catraca para depois dizer que não tinha o bendito troco. O ônibus, pra variar, estava cheio e Eu fiquei quem nem cachorro guardando osso para não esquecer do restante do dinheiro na hora de descer. E aí estava o problema. Percebendo sua agonia, comuniquei a dita cuja que a parada (conhecida também por “ponto de ônibus”) seguinte era a do meu destino. Com a maior cara de “cheia de direito”, ela disse que ainda não tinha meu troco. Já comecei a me chatear, mas mantive a pose. Então, já que não havia como resolver a situação, sugeri que ela devolvesse o dinheiro. Muitos passageiros também estavam na minha merma situação, ela teve a ousadia de dizer que Eu não deveria ter rodado a catraca. Né foda? (Não, definitivamente, não é) - E eu vou adivinhar minha senhora? A cédula é de R$ 10, você tem obrigação de me dá o troco. Se você sabia que tava com dificuldade porque pegou o dinheiro e me deixou rodar a catraca? Então, ou você me dá a cédula ou você troca o dinheiro porque vou descer na próxima parada! Ela ficou bufando. Todo mundo do ônibus olhando e Eu, lá, me tremendo de vergonha, mas firme e forte. Num instante, ela arrumou o troco e Eu pude descer, altamente contrariada, lóóógico! É muito desaforo! É por isso que o Brasil não vai pra frente. O desrespeito é graaande!!! Voltando ao busão...
Outra característica marcante do serviço de transporte público é a demora de algumas linhas que se tornaram, com o tempo, verdadeiras lendas. Quem nunca precisou pegar a linha Rio Doce/CDU? O ônibus demora a passar e, quando passa,...putz! É gente viu! Cheio de estudantes que vêm da Cidade Universitária e parece que todos moram em Rio Doce porque o busão não esvazia no decorrer do percurso.
O ano passado, na época em que estava no processo de aulas e prova teóricas da carteira de habilitação, tive que pegar a fatídica linha durante uma semana. Depois de três exaustivas horas de aulas sobre leis de trânsito, motocicletas e mecânica, eis o momento crucial da volta para casa. Até que o busú não demorou e, pela hora, achei que viria relativamente vazio. DOCE ILUSÂO!
Assim que entrei no GOL (Grande Ônibus Lotado), chega bateu o desânimo quando vi aquele corredor quase polonês. Afinal, você acaba levando pisada e cotovelada de graça na cabeça ao passar pelas duas fileiras que se formam ao lado das cadeiras do veículo. Mais parece vingança dos outros passageiros por você ter cometido o infortúnio de ter entrado no busão lotado. Desta vez, porém, saí no lucro. Fui pro fundão, lugar mais vazio, por incrível que pareça, porque todo mundo se concentra na frente ou no meio do corredor. Como as duas filas, tanto ao lado das cadeiras da direita, como as da esquerda, estavam cheias, não tive escolha senão formar uma terceira fila no meio das duas. Pasmem, mas esta foi a minha salvação!
À minha frente, tinha uma linda garotinha de cabelos castanhos e lisos. Ao meu lado direito, um velho alto, que estava segurando o corrimão acima de sua cabeça para não cair. A merda era que tinha, atrás de mim (ops! Olha a putaria hein!), um grupo de tabacudos. Acho que eram calouros, numa faixa etária entre 17 e 19 anos. Nunca vi alguém falar muita, mas muuuita merda, chamando a atenção dos passageiros. Qual a minha sorte?
Embora donzelos, um dos guris era gostosinho e estava com sua fofa bunda colada na minha. Assim, nas curvas que o ônibus fazia, a bunda soft do pirralho amortecia a minha, tornando confortável o chacoalhar do ônibus. Se as bundas tivessem bocas, as nossas, com certeza, estariam nos maiores chupões, tamanho o imprensado.
Já a linda e cheirosa garotinha à minha frente, tinha grandes air bags para a absorção do meu impacto frontal. Nessa hora, Eu também aproveitava pra dá uma profunda inspirada naquele cabelo cheiroso. Para os psicopatas de plantão, que costumam se aproveitar das moças indefesas para dar aquela velha fungada, posso garantir que fiz por uma questão de sobrevivência. Deixa Eu molhar o bico. O velho ao meu lado tava com uma catinga de suvaco que ninguém merece. Pense num cheiro de cassaco! Aff Maria! Ainda bem que ele tava do meu lado: qualquer coisa é só olhar para frente, onde a guria estava.
Tabacuda que só Eu, não consegui conter as gargalhadas com tal situação. Mesmo naquele inferno, consegui me sentir confortável e me aproveitava messsmo dos air-bags traseiros do muleque e do cheiro do cabelo da doidinha. É coisa de louco. Pode parecer, mas é questão de sobrevivência messsmo, camaradas. O interessante era a cara das pessoas. Enquanto todos estavam putos e agoniados com a lotação, Eu ria que chorava. Pois é, pimenta no cu dos outros, definitivamente, é refresco!
Um outro incidente interessante que presenciei em ônibus foi a conversa de duas empregadas domésticas na linha Aeroporto/Afogados. Aí é bronca! Geralmente os ônibus do SEI só dá mundiça e aí já viu, né? A catinga sobe e é tudo encebado. O corrimão, as cadeiras... Vixe! Naquele dia, achei o máximo as duas falando sobre a vida delas e dos patrões. (Cuidado que tem empregada em casa. Podem ser gente de bem, mas, vacilou, tá registrado.) O que me chamou mais atenção foi a humildade. Enquanto nós estamos preocupados em estudar e nunca estamos satisfeitos, querendo sempre mais, elas se contentam com o salário que têm e se sentem super realizadas com a função de caixa de um supermercado, por exemplo. Não estou desvalorizando o trabalho, mas nós, que temos muito diante da massa, nunca nos sentimos plenos. Claro que são culturas diferentes e formações diferentes, mas o fato é que se sentem realizadas com o pouco que têm, mas este é um papo para outra conversa.
O interessante do ônibus, é que todo mundo é obrigado a tolerar o outro pelos minutos ou horas que permanecer encubado. Sejam as conversas idiotas, sejam as conversas de comadres, seja a cantiga de cassaco, o fato é que, ou você atura, ou não se locomove. Então, por favor, toda vez que sair de casa, tome banho, lave bem os cabelos e ponha um bom perfume. Qualquer coisa, mude a marca do desodorante. O importante, amigos, é não ser homicida culposo.

PS: Por motivos gastrointestinais, popularmente conhecido como chicotinho, o Perolex sofreu problemas com a publicação na semana passada. Grata pela comprensão e muito menos pela zuação, seus fi da pexte!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Figuras do mundo escroto!


Eh camaradas, o mundo, definitivamente, é um poço de escrotices e tudo sempre se resume em uma coisa: sexo! Pode parecer muito pornográfico e apelativo mas, mais uma vez, filosofemos.

A roupa que você usa, provavelmente, te deixa ou com cara de anjo ou do diabo em pessoa. O perfume, mais doce ou sensual. O carro que você comprou chama a atenção das nêga que serão encontradas no bar. Enfim, para cada estilo, existe um adereço ou um cacoete que tem por intenção te deixar mais atraente para outra pessoa. Sorte quando conseguimos atender a todos os estilos (ou não. Quem disse que temos que ser o comedor?). A sociedade, o consumismo, a publicidade, a bunda de Juliana Paes disse. (Faz sentido!). Nos meus longos e puros momentos de profunda filosofia, juntamente com uma análise do objeto em questão, consegui definir alguns tipos básicos de indivíduos sociais. Também chamados de figuras, se classificam em cinco. Lembrando que algumas são quase que unanimidades, seja de preferência ou de desprezo. É importante salientar que há gosto (e desgosto) pra tudo nesse mundo. Vamos às classificações:

Agroboy / swingueiro – Sempre em bandos, estão sempre a procura da próxima caça e não saem da festa sem agarrar alguém, nem que seja o resto de festa. Adoram uma briga, momento em que exibem os quilos de músculos malhados durante meses. Além disso, acham que todas as mulheres são bestas e seres frágeis que não podem carregar uma sacola de pão. Geralmente, freqüentam shows de forró estilizado (ainda insistem em chamar de forró. Valei-me Luiz Gonzaga!) e juram que são bons dançarinos. Os lisos preferem os shows de tecno-brega (aff Maria!). Também são inconvenientes. Gostam de ligar o som do carro, rebaixado, até as alturas e saem dando cavalo-de-pau, o que chama atenção de todas as piriguetes que estão na rua. O lema é quantidade e não qualidade. Os swingueiros, além disso, adoram shows de axé, momento perfeito para mostrar o quanto sabem rebolar. FIGURINO: adoram usar botas e chapéus de couro. Os swingueiros, preferem roupas no estilo Cardinot: baby look com boné. Adoram dar uma de macho brabo, mandão de mulé e raparigueiro. OBS: Quer ver o macho perder a compostura? Deixa a mulé botar um pá de gaia. FRASE: Cão que ladra não morde.(Então, fala menos e trabalha mais!).

Colar de sementes – Muito popular nas capitais, esse é o tipo de cara que usa óculos de armação preta e colar de sementes, ou algum adereço de pena, palha, osso, sei lá. Alguns têm tatuagens, mas sabe lá deus porquê e também aderem ao estilo surfista maconheiro. Os cabelos são presos em rabo de cavalo ou por faixinhas, o que dá um ar de rebeldia. Gostam de ler e de assistir filmes alternativos, o que os tornam cult. FIGURINO: Roupas feitas de algodão cru e sandálias de couro. Tênis sujo ou jeans rasgado também estão dentro das possibilidades vestuárias. O dorme sujo é a sua subcategoria que, geralmente, anda de chinelo, com os cabelos em dreads. Infelizmente, fazem jus ao nome e não gostam muito de tomar banho. (Gente, é só para parecer, não para ser). A subcategoria ator de malhação é do tipo que recebe 500 conto de mesada dos pais e usa gírias. Se mostra rapaz consciente e politizado, mas não sabe pegar um ônibus ou sair de casa sem tomar uma coca-cola. Em compensação, pega muita burguesinha gostosinha. Esta subcategoria é uma das unanimidades. Uma característica marcante dos colar de sementes é a barba mal feita ou o estilo papai Noel fora de época. Se dizem mente aberta, mas quando são as mulé deles que se agarram com outros carinhas, a concepção de liberdade e relacionamento aberto vai todo por água abaixo. FRASE: Pimenta no cu dos outros é refresco, fera!

Mané – Mais conhecido em Pernambuco como donzelo, esta categoria não é muito difícil de qualificar, nem de reconhecer. Os caras são até inteligentes e conseguem desenvolver um bom papo, mas não sabem chegar na doida. Alguns gaguejam, outros tremem, só em pensar em se aproximar de alguma mulé. (Meu filho, desaflore!) Alguns são até românticos, mas têm um sério problema de falta de iniciativa. Prestenção, rapá! Ninguém gosta de sempre tomar a iniciativa. Num relacionamento, a atitude mostra que você está disposto a proteger a figura que está afim. Ah, mas não me venha com o papo que isso é coisa de mulher porque tem muito maXu por aí pedindo pras muleres fazerem cafuné. Todo mundo precisa se sentir protegido. Uma palavra, um gesto demonstra muita coisa. Claro que, se você for um cara enrolado...fudeu! Ops! Desculpem! Não fudeu! FIGURINO: É uma espécie difícil de descrever o figurino, já que, às vezes, a personalidade é tão volúvel que se vestem de acordo com o espírito da semana ou pessoa que admiram. Tentam sempre se aproximar mais dos tesudos colar de sementes ou dos desejáveis mauricinhos. CONSELHO: se você não é um cara desenrolado, não tente dar uma cantada, nem fazer piada porque, é óbvio, não vai dar certo. É melhor não mexer na merda pra ela não feder. Como reverter essa situação? Pare de ficar nos 5 contra 1 do banheiro e tome uma atitude, homi de Deus! Se precisar de terapia, não procure um psiquiatra. Vá prum putero! Você precisa de segurança, se sentir “macho macho man!” OBS: os nerds são casos patológicos da espécie. FRASE: Você é um homem ou um prato de papa, rapaiz!

Mauricinho: Espécie muito fácil de ser identificada, os mauricinhos têm a combinação dos sapatos com os cintos, geralmente na cor caramelo, como forte característica, além do gel no cabelo. São extremamente vaidosos e arrogantes. Se intitulam ecléticos, mas como o ecletismo, segundo uma amiga filósofa, é sinônimo de mediocridade... A maioria dos mauricinhos residem no bairro de Boa Viagem e têm a vida banca pela mesada dos pais. Não saem de casa sem o carro e adoram Mc Donald’s. Faculdade é um lazer diário e trabalho só se por hobby. FIGURINO: varia de acordo com o ambiente. Se vão para alguma programação à noite, preferem a combinação de calça e camiseta Mr. Kitsch. Ostentar o Cavalo Branco ou o Johnnie Walker na mesa da boate é fundamental para ser uma pessoa desejável. Na praia, é importante parecer colar de semente, já que é a espécie da moda. Para os lisos, um bom celular é importante para se ter uma vida social e sexual em dia. Além disso, malhação é a obrigação de todos os dias. Exercitar o cérebro, nem pensar, só quando tem tempo. FRASE: Beleza é fundamental, mas inteligência é afrodisíaco.

Lango – Uma categoria descoberta, recentemente, pelos especialistas, o lango pode ser um cara lindo, bonito ou presença. Com estilo e muito inteligente, ele consegue desenvolver conversas interessantes e tem excelentes gostos. O que o diferencia do donzelo é, justamente, suas atitudes. É um cara de boas piadas e comentários engraçados. Mas, porém, entretanto, contudo e todavia, o lango tem sempre um “Q” esquisito, seja na forma do olhar, na forma de andar ou o próprio físico. É uma espécie indefinida. Saiba como diagnosticar. Aquele ser que é próximo de um mané e de um colar de sementes, mas que não é nenhum dos dois, é um lango. Esta espécie ainda está sendo estudada pelo laboratório Perolexing, da Perolex Corporation S/A. FIGURINO: a predominância foi do estilo colar de sementes, contudo é possível encontrar no estilo mauricinho também. FRASE: Chuchu é fruta?

Caso você tenha se identificado com alguns desses estilos, só lamento. Qualquer semelhança com pessoas reais (pergunta: e o que são pessoas irreais? Você as vezes me surpreende!) é mera coincidência, então não adianta me processar e vá se tratar!

OBS: Gostaria de agradecer os inúmeros e-mails carinhosos recebidos sobre o último Perolex. Quero dizer que sua manifestação me faz ter a certeza que a carapuça te serviu e que Eu sou um gênio.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Perolex 2008: de Deus para o povo, o negócio agora é pecar.

Diga se não fiquei com cara de burguesinha de orkut!

Com o fim do natal, momento de fraternidade e beijinhos nas bochechas, chega uma das melhores épocas do ano: a festa pagã de ano novo. Neste réveillon, desisti das inúmeras tendas da praia de Boa Viagem acompanhadas dos inevitáveis litros de reparador de pontas dos cabelos escovados e fui, junto com minha amiga, Porra-pequena, para a praia de Cabo Branco, em João Pessoa.

Lógico que, no calor torrante da Paraíba, aproveitamos para tirar a cor de lesma reluzente e, ao caminhar na praia, fomos surpreendidas por um palco enorme armado na areia, onde Zé Ramalho se apresentaria mais tarde. “Minino fechô! Acertei no lugar”, pensei. João Pessoa é um lugar lindo. As ruas são limpas e organizadas. O povo é educado. Além disso, você consegue contar o número de trombadinhas nas ruas, diferente de Recife, em que os dedos das mãos e dos pés são insuficientes.

Como nada e ninguém é perfeito... Mesmo com todas as coisas boas e elogiosas, não havia um pé de gente interessante. Nem pra ficar só olhando. Nunca vi tanta gente feia por metro quadrado. PÔTA KIU PARIU! Olhe que são até receptivos e calorosos (até demais). Também, com a minha versão Papola Roberts verão 2008, ninguém resiste. Não ousem reclamar, porque foram vocês quem escolheram essa versão mais papolesca. Não sei ainda quem é melhor: Pérola Buchen ou Papola Roberts. O laboratório Perolex ainda está em fase de teste.

É o cão rapá!

Quando se muda o visual, principalmente, a cor dos cabelos, você passa por um processo de adaptação e, confesso, que mesmo que Eu continue linda e fechante (lóooogico!) é muito estranho me olhar no espelho. Parece que é outra pessoa. Estou com cara de mulher madura (ou seja, cara de véa!). Isso é tão estranho. Prefiro minha cara de tabacuda mermo. Hehehe. Bom, pelo menos, este novo visual vai me ajudar a alcançar a meta 2008: PECArrrRRR!!! Calma, cocada. Filosofemos!

A humanidade sempre viveu a relação barroca VIVER X PECADO. O temor a um ser superior que insiste em nos castigar, caso caiamos em tentações. O que questiono, sobretudo as religiões cristãs, é que, se Deus nos ama, porque nos castigaria? Se ele não quer que pequemos, porque criou o desejo e coloca determinadas pessoas e coisas no nosso caminho? Para nos provar? O quê? A carne é fraca, irmão! Se ele faz isso, só posso pensar que ele quer todos no inferno. Se não, as tentações e os desejos não seriam criados. Do contrário, ele nos induz ao erro.

A pergunta que não quer calar no meu juízo insano, porém, coerente: quem disse que pecar era errado? Deus? Por acaso, você o ouviu dizer isso? Ou foi alguém da sua igreja que disse para você não mijar fora da bacia? Vai mijar na praia minino! A zoada do mijo batendo na areia e o ventinho refrescando...as partes...aaahhh!!! Dilícia! Uma sensação de liberdade inigualável, mas isso é assunto para outra conversa.

Tudo isso foi criado, na verdade, para controlar nossas vidas e nos impedir de sermos quem somos e quem queremos ser. O que chamam de pecado é o que conhecemos por desrespeito e loucura. Matar, roubar e todo aquele blá-blá-blá que já conhecemos. Indo mais fundo na filosofia, encontraremos o egoísmo como a raiz do pecado, ou como queiram chamar. Devemos pensar na gente, mas sem prejudicar alguém, ou, minimizando os danos, já que os desejos existem e, o consentimento, um fato inevitável.

Punk são os modelos de vida baseados na moralidade e os conseqüentes medos impostos pelas religiões, que se valem da imagem de Deus, Alá, Buda, ou sei lá quem, como instrumento de imobilização. Por isso mistificaram tanto o pecado. Isto só gera mais hipocrisia e mediocridade. É uma miséria!

Justamente, por reconhecer que o homem é um ser imperfeito e egoísta, Deus (alguém) inventou o perdão. Assim, podemos errar e, depois, nos desculparmos. Ninguém é mané, óbvio, pra ficar perdoando, mas é preciso ter olhos vigilantes para não viver (ou melhor, sobreviver) dos medos. Medo, só de violência, não de viver. A sua vida é como você a concebe. O único responsável pela vida que você leva é você mesmo. Não culpe Deus e, muito menos, o destino. É preciso coragem para viver, mas é preciso primeiro entender o que é isso.

É normal que temamos o futuro, pois não o conhecemos. No entanto, a vida é curta e quem me garante a reencarnação? Vai que Eu nasço mulé. TPM?! Nãããooo!!! Então... VIVA! Oscar Wilde diz que Viver é o que há de mais raro no mundo. Eu ainda consegui completar a frase a là auto-ajuda: Viver é o que há de mais raro no mundo e, para viver, é preciso coragem, mas, mesmo assim, se a vida lhe virar as costas, passe a mão na bunda dela. Esse é o espírito!

Por favor, só não vão sair pelados pela Conde da Boa Vista (Ai Jesus! Deus me livre!), gritando “I will survive!”. Estou dizendo, apenas, para deixar de frescura e fazer o que, há anos, está reprimido em você, sem medo de sofrer. Se agarre com quem quer. Peça demissão e mande seu chefe SE FUDÊ! Se endivide e faça aquela viagem que já foi adiada 350 bilhões de vezes. SE JOGUE, BICHA! Lembre-se: dinheiro sempre vai faltar, dívidas serão sempre necessárias e errar será sempre uma constante. Então, que pelo menos goze, já disse a ministra. Erre mais! Se permita! Vixe, tô parecendo LUIZ GASPARETO. (Aff! Isola.). Vamos descontrair...

Na penúltima semana do ano, quando estava de saída do trabalho, esperando o elevador, encontrei um companheiro da assessoria segurando um livro. Curiosa que só Eu, perguntei o título da tal obra que estava embaixo do braço (Devia ter desconfiado). Era uma bíblia: em papel, capa e orelhas. Devolvi o objeto sagrado e entramos no elevador. Ficamos por alguns segundos com cara de tabaca, olhando para a porta do elevador, quando, me mordendo, perguntei:

- Você é evangélico?

- Graças a Deus – (Huuummm! Graças a Deus, óia! Impressão minha, ou ele desafiou?)

- Qual a sua igreja? – (Eita, mania feia de jornalista ficar perguntando. Afim de levar um fora)

- Igreja Internacional da Graça de Deus – acho que era isso. São tantas que não lembro. (Abre aspas: existe uma em Olinda chamada Igreja Wesleyana do Poder de Deus. Desculpem-me os seguidores, mas Eu tenho amigo chamado Wesley e fiquei me perguntando se a crise econômica também atingiu os motoristas de ônibus)

- Há quanto tempo você é evangélico?

Foi aí que começou a provocação.

- Sou há 15 anos. Antes, eu era católico (OPS! Tocou na ferida) e vivia uma vida devassa de pecados.

- Hum! – respondi, segurando a respiração. (Vida devassa?!?! Ô glória, meu filho. Quando Eu quero comer, como e pronto! E ainda falo de boca cheia. Porra de penitência. Passar fome é coisa de anoréxico.).

- E você? – (Esse era o momento tão esperado. O meu momento! Vou endoidá-lo agora, pensei.)

Com um sorriso de canto, segurei o meu escapulário e disse:

- Sou católica GRAÇAS A DEUS. Olha aqui quem me protege. (Ô infeliz!)

- Saia dessa vida devassa! – (Teve a ousadia de me interromper)

- Veja, companheiro, se Deus inventou o pecado e o perdão, significa que temos mais é que pecar, rapá! Qualquer coisa a gente perdoa, depois. O negócio é pecar irmão! Ô glória! Aleluia, senhor! – Falei fazendo a clássica coreografia de levantar as mãos para o céu. Óbvio que me mandei, antes que ele começasse a gritar a palavra de Deus, me acusando de possuída.

Respeito todas as religiões e não tenho preconceito, só não admito lavagem cerebral e intolerância. Tudo bem que sou devassa, mas será que Deus não me quis assim? Olhando pela ótica espírita, será que não me fudi muito na outra vida e, agora, tenho o privilégio de sair pecando? (Nunca se sabe) Falando budisticamente, será que esta não é a forma de encontrar o meu nirvana? É uma forma bizarra, verdade, mas, cada um manifesta seu Eu interior da maneira mais conveniente. Então, “que assim seja”, catolicamente falando. Ô glória!, no discurso evangélico.

Vamos pecar! O pecado existe pra pecar. O perdão para perdoar. O que seria do perdão sem o pecador e o que seria de nós sem o pecado? Muitos padres, monges e pastores perderiam seu sustento e passariam fome. Ou, simplesmente, não existiriam. Por uma questão social, é importante pecar! Viva o motel! Viva o cafofo! (não sejamos elitistas). Viva a cachaça, a massa, a cerveja e, mais ainda, a camisinha e a pílula! Viva o sabonete anti-séptico e a água sanitária! (água sanitária?!). Viva a eparema, o chá de boldo, a neosaldina! Viva a xilocaína (Não sejamos preconceituosos. Cada um dá o que tem). Viva a PUTARIA!!!! Viva o BBB verão 2008: Biquininhos, bronzes e bundas!

O povo é a razão de Deus. Deus ama o povo. O povo são seus filhos. Logo, o pecado veio de Deus para o povo, então, o negócio agora é pecar. UM BEIJO da MAGA, UOW!

Informa a TODOS

- Galera da região sul e suldeste, a Natura abriu inscrições para estágio. Parece que é até hoje.

- O JC também abriu processo seletivo para várias áreas, como administração e psicologia, além de jornalismo, claro. Mas é até HOJE as inscrições.

- Janeiro de grandes espetáculos. Não percam!