sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O busão!


Os ambientes públicos são, sem dúvida, os melhores lugares para análise do comportamento humano. Supermercados, shows, bancos e, principalmente, os ônibus são perfeitos para estudar os fenômenos sociais. E por falar em ônibus... Um dos piores serviços públicos oferecidos à população é o de transporte. Você paga caro pela passagem. Espera 350 bilhões de horas pelo veículo. Lembrando que a espera é, na maioria das linhas, proporcional a lotação: quanto mais demorado, mais lotado. Além disso, o usuário ainda tem que ouvir desaforo do cobrador quando ele não tem troco.
De acordo com a lei (não sei lá das quantas) o troco é obrigatório para cédulas de até R$ 10. Então, se o cobrador não o tiver, logo não deve permitir que o usuário rode a catraca para que possa devolver o dinheiro sem que acarrete em prejuízos a ninguém. Pois bem, vamos aos casos da vida real. Ou melhor, da MINHA vida real.
Certo dia, voltando do estágio, discuti com a cobradora porque ela, toda estressadinha, me deixou passar pela catraca para depois dizer que não tinha o bendito troco. O ônibus, pra variar, estava cheio e Eu fiquei quem nem cachorro guardando osso para não esquecer do restante do dinheiro na hora de descer. E aí estava o problema. Percebendo sua agonia, comuniquei a dita cuja que a parada (conhecida também por “ponto de ônibus”) seguinte era a do meu destino. Com a maior cara de “cheia de direito”, ela disse que ainda não tinha meu troco. Já comecei a me chatear, mas mantive a pose. Então, já que não havia como resolver a situação, sugeri que ela devolvesse o dinheiro. Muitos passageiros também estavam na minha merma situação, ela teve a ousadia de dizer que Eu não deveria ter rodado a catraca. Né foda? (Não, definitivamente, não é) - E eu vou adivinhar minha senhora? A cédula é de R$ 10, você tem obrigação de me dá o troco. Se você sabia que tava com dificuldade porque pegou o dinheiro e me deixou rodar a catraca? Então, ou você me dá a cédula ou você troca o dinheiro porque vou descer na próxima parada! Ela ficou bufando. Todo mundo do ônibus olhando e Eu, lá, me tremendo de vergonha, mas firme e forte. Num instante, ela arrumou o troco e Eu pude descer, altamente contrariada, lóóógico! É muito desaforo! É por isso que o Brasil não vai pra frente. O desrespeito é graaande!!! Voltando ao busão...
Outra característica marcante do serviço de transporte público é a demora de algumas linhas que se tornaram, com o tempo, verdadeiras lendas. Quem nunca precisou pegar a linha Rio Doce/CDU? O ônibus demora a passar e, quando passa,...putz! É gente viu! Cheio de estudantes que vêm da Cidade Universitária e parece que todos moram em Rio Doce porque o busão não esvazia no decorrer do percurso.
O ano passado, na época em que estava no processo de aulas e prova teóricas da carteira de habilitação, tive que pegar a fatídica linha durante uma semana. Depois de três exaustivas horas de aulas sobre leis de trânsito, motocicletas e mecânica, eis o momento crucial da volta para casa. Até que o busú não demorou e, pela hora, achei que viria relativamente vazio. DOCE ILUSÂO!
Assim que entrei no GOL (Grande Ônibus Lotado), chega bateu o desânimo quando vi aquele corredor quase polonês. Afinal, você acaba levando pisada e cotovelada de graça na cabeça ao passar pelas duas fileiras que se formam ao lado das cadeiras do veículo. Mais parece vingança dos outros passageiros por você ter cometido o infortúnio de ter entrado no busão lotado. Desta vez, porém, saí no lucro. Fui pro fundão, lugar mais vazio, por incrível que pareça, porque todo mundo se concentra na frente ou no meio do corredor. Como as duas filas, tanto ao lado das cadeiras da direita, como as da esquerda, estavam cheias, não tive escolha senão formar uma terceira fila no meio das duas. Pasmem, mas esta foi a minha salvação!
À minha frente, tinha uma linda garotinha de cabelos castanhos e lisos. Ao meu lado direito, um velho alto, que estava segurando o corrimão acima de sua cabeça para não cair. A merda era que tinha, atrás de mim (ops! Olha a putaria hein!), um grupo de tabacudos. Acho que eram calouros, numa faixa etária entre 17 e 19 anos. Nunca vi alguém falar muita, mas muuuita merda, chamando a atenção dos passageiros. Qual a minha sorte?
Embora donzelos, um dos guris era gostosinho e estava com sua fofa bunda colada na minha. Assim, nas curvas que o ônibus fazia, a bunda soft do pirralho amortecia a minha, tornando confortável o chacoalhar do ônibus. Se as bundas tivessem bocas, as nossas, com certeza, estariam nos maiores chupões, tamanho o imprensado.
Já a linda e cheirosa garotinha à minha frente, tinha grandes air bags para a absorção do meu impacto frontal. Nessa hora, Eu também aproveitava pra dá uma profunda inspirada naquele cabelo cheiroso. Para os psicopatas de plantão, que costumam se aproveitar das moças indefesas para dar aquela velha fungada, posso garantir que fiz por uma questão de sobrevivência. Deixa Eu molhar o bico. O velho ao meu lado tava com uma catinga de suvaco que ninguém merece. Pense num cheiro de cassaco! Aff Maria! Ainda bem que ele tava do meu lado: qualquer coisa é só olhar para frente, onde a guria estava.
Tabacuda que só Eu, não consegui conter as gargalhadas com tal situação. Mesmo naquele inferno, consegui me sentir confortável e me aproveitava messsmo dos air-bags traseiros do muleque e do cheiro do cabelo da doidinha. É coisa de louco. Pode parecer, mas é questão de sobrevivência messsmo, camaradas. O interessante era a cara das pessoas. Enquanto todos estavam putos e agoniados com a lotação, Eu ria que chorava. Pois é, pimenta no cu dos outros, definitivamente, é refresco!
Um outro incidente interessante que presenciei em ônibus foi a conversa de duas empregadas domésticas na linha Aeroporto/Afogados. Aí é bronca! Geralmente os ônibus do SEI só dá mundiça e aí já viu, né? A catinga sobe e é tudo encebado. O corrimão, as cadeiras... Vixe! Naquele dia, achei o máximo as duas falando sobre a vida delas e dos patrões. (Cuidado que tem empregada em casa. Podem ser gente de bem, mas, vacilou, tá registrado.) O que me chamou mais atenção foi a humildade. Enquanto nós estamos preocupados em estudar e nunca estamos satisfeitos, querendo sempre mais, elas se contentam com o salário que têm e se sentem super realizadas com a função de caixa de um supermercado, por exemplo. Não estou desvalorizando o trabalho, mas nós, que temos muito diante da massa, nunca nos sentimos plenos. Claro que são culturas diferentes e formações diferentes, mas o fato é que se sentem realizadas com o pouco que têm, mas este é um papo para outra conversa.
O interessante do ônibus, é que todo mundo é obrigado a tolerar o outro pelos minutos ou horas que permanecer encubado. Sejam as conversas idiotas, sejam as conversas de comadres, seja a cantiga de cassaco, o fato é que, ou você atura, ou não se locomove. Então, por favor, toda vez que sair de casa, tome banho, lave bem os cabelos e ponha um bom perfume. Qualquer coisa, mude a marca do desodorante. O importante, amigos, é não ser homicida culposo.

PS: Por motivos gastrointestinais, popularmente conhecido como chicotinho, o Perolex sofreu problemas com a publicação na semana passada. Grata pela comprensão e muito menos pela zuação, seus fi da pexte!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Figuras do mundo escroto!


Eh camaradas, o mundo, definitivamente, é um poço de escrotices e tudo sempre se resume em uma coisa: sexo! Pode parecer muito pornográfico e apelativo mas, mais uma vez, filosofemos.

A roupa que você usa, provavelmente, te deixa ou com cara de anjo ou do diabo em pessoa. O perfume, mais doce ou sensual. O carro que você comprou chama a atenção das nêga que serão encontradas no bar. Enfim, para cada estilo, existe um adereço ou um cacoete que tem por intenção te deixar mais atraente para outra pessoa. Sorte quando conseguimos atender a todos os estilos (ou não. Quem disse que temos que ser o comedor?). A sociedade, o consumismo, a publicidade, a bunda de Juliana Paes disse. (Faz sentido!). Nos meus longos e puros momentos de profunda filosofia, juntamente com uma análise do objeto em questão, consegui definir alguns tipos básicos de indivíduos sociais. Também chamados de figuras, se classificam em cinco. Lembrando que algumas são quase que unanimidades, seja de preferência ou de desprezo. É importante salientar que há gosto (e desgosto) pra tudo nesse mundo. Vamos às classificações:

Agroboy / swingueiro – Sempre em bandos, estão sempre a procura da próxima caça e não saem da festa sem agarrar alguém, nem que seja o resto de festa. Adoram uma briga, momento em que exibem os quilos de músculos malhados durante meses. Além disso, acham que todas as mulheres são bestas e seres frágeis que não podem carregar uma sacola de pão. Geralmente, freqüentam shows de forró estilizado (ainda insistem em chamar de forró. Valei-me Luiz Gonzaga!) e juram que são bons dançarinos. Os lisos preferem os shows de tecno-brega (aff Maria!). Também são inconvenientes. Gostam de ligar o som do carro, rebaixado, até as alturas e saem dando cavalo-de-pau, o que chama atenção de todas as piriguetes que estão na rua. O lema é quantidade e não qualidade. Os swingueiros, além disso, adoram shows de axé, momento perfeito para mostrar o quanto sabem rebolar. FIGURINO: adoram usar botas e chapéus de couro. Os swingueiros, preferem roupas no estilo Cardinot: baby look com boné. Adoram dar uma de macho brabo, mandão de mulé e raparigueiro. OBS: Quer ver o macho perder a compostura? Deixa a mulé botar um pá de gaia. FRASE: Cão que ladra não morde.(Então, fala menos e trabalha mais!).

Colar de sementes – Muito popular nas capitais, esse é o tipo de cara que usa óculos de armação preta e colar de sementes, ou algum adereço de pena, palha, osso, sei lá. Alguns têm tatuagens, mas sabe lá deus porquê e também aderem ao estilo surfista maconheiro. Os cabelos são presos em rabo de cavalo ou por faixinhas, o que dá um ar de rebeldia. Gostam de ler e de assistir filmes alternativos, o que os tornam cult. FIGURINO: Roupas feitas de algodão cru e sandálias de couro. Tênis sujo ou jeans rasgado também estão dentro das possibilidades vestuárias. O dorme sujo é a sua subcategoria que, geralmente, anda de chinelo, com os cabelos em dreads. Infelizmente, fazem jus ao nome e não gostam muito de tomar banho. (Gente, é só para parecer, não para ser). A subcategoria ator de malhação é do tipo que recebe 500 conto de mesada dos pais e usa gírias. Se mostra rapaz consciente e politizado, mas não sabe pegar um ônibus ou sair de casa sem tomar uma coca-cola. Em compensação, pega muita burguesinha gostosinha. Esta subcategoria é uma das unanimidades. Uma característica marcante dos colar de sementes é a barba mal feita ou o estilo papai Noel fora de época. Se dizem mente aberta, mas quando são as mulé deles que se agarram com outros carinhas, a concepção de liberdade e relacionamento aberto vai todo por água abaixo. FRASE: Pimenta no cu dos outros é refresco, fera!

Mané – Mais conhecido em Pernambuco como donzelo, esta categoria não é muito difícil de qualificar, nem de reconhecer. Os caras são até inteligentes e conseguem desenvolver um bom papo, mas não sabem chegar na doida. Alguns gaguejam, outros tremem, só em pensar em se aproximar de alguma mulé. (Meu filho, desaflore!) Alguns são até românticos, mas têm um sério problema de falta de iniciativa. Prestenção, rapá! Ninguém gosta de sempre tomar a iniciativa. Num relacionamento, a atitude mostra que você está disposto a proteger a figura que está afim. Ah, mas não me venha com o papo que isso é coisa de mulher porque tem muito maXu por aí pedindo pras muleres fazerem cafuné. Todo mundo precisa se sentir protegido. Uma palavra, um gesto demonstra muita coisa. Claro que, se você for um cara enrolado...fudeu! Ops! Desculpem! Não fudeu! FIGURINO: É uma espécie difícil de descrever o figurino, já que, às vezes, a personalidade é tão volúvel que se vestem de acordo com o espírito da semana ou pessoa que admiram. Tentam sempre se aproximar mais dos tesudos colar de sementes ou dos desejáveis mauricinhos. CONSELHO: se você não é um cara desenrolado, não tente dar uma cantada, nem fazer piada porque, é óbvio, não vai dar certo. É melhor não mexer na merda pra ela não feder. Como reverter essa situação? Pare de ficar nos 5 contra 1 do banheiro e tome uma atitude, homi de Deus! Se precisar de terapia, não procure um psiquiatra. Vá prum putero! Você precisa de segurança, se sentir “macho macho man!” OBS: os nerds são casos patológicos da espécie. FRASE: Você é um homem ou um prato de papa, rapaiz!

Mauricinho: Espécie muito fácil de ser identificada, os mauricinhos têm a combinação dos sapatos com os cintos, geralmente na cor caramelo, como forte característica, além do gel no cabelo. São extremamente vaidosos e arrogantes. Se intitulam ecléticos, mas como o ecletismo, segundo uma amiga filósofa, é sinônimo de mediocridade... A maioria dos mauricinhos residem no bairro de Boa Viagem e têm a vida banca pela mesada dos pais. Não saem de casa sem o carro e adoram Mc Donald’s. Faculdade é um lazer diário e trabalho só se por hobby. FIGURINO: varia de acordo com o ambiente. Se vão para alguma programação à noite, preferem a combinação de calça e camiseta Mr. Kitsch. Ostentar o Cavalo Branco ou o Johnnie Walker na mesa da boate é fundamental para ser uma pessoa desejável. Na praia, é importante parecer colar de semente, já que é a espécie da moda. Para os lisos, um bom celular é importante para se ter uma vida social e sexual em dia. Além disso, malhação é a obrigação de todos os dias. Exercitar o cérebro, nem pensar, só quando tem tempo. FRASE: Beleza é fundamental, mas inteligência é afrodisíaco.

Lango – Uma categoria descoberta, recentemente, pelos especialistas, o lango pode ser um cara lindo, bonito ou presença. Com estilo e muito inteligente, ele consegue desenvolver conversas interessantes e tem excelentes gostos. O que o diferencia do donzelo é, justamente, suas atitudes. É um cara de boas piadas e comentários engraçados. Mas, porém, entretanto, contudo e todavia, o lango tem sempre um “Q” esquisito, seja na forma do olhar, na forma de andar ou o próprio físico. É uma espécie indefinida. Saiba como diagnosticar. Aquele ser que é próximo de um mané e de um colar de sementes, mas que não é nenhum dos dois, é um lango. Esta espécie ainda está sendo estudada pelo laboratório Perolexing, da Perolex Corporation S/A. FIGURINO: a predominância foi do estilo colar de sementes, contudo é possível encontrar no estilo mauricinho também. FRASE: Chuchu é fruta?

Caso você tenha se identificado com alguns desses estilos, só lamento. Qualquer semelhança com pessoas reais (pergunta: e o que são pessoas irreais? Você as vezes me surpreende!) é mera coincidência, então não adianta me processar e vá se tratar!

OBS: Gostaria de agradecer os inúmeros e-mails carinhosos recebidos sobre o último Perolex. Quero dizer que sua manifestação me faz ter a certeza que a carapuça te serviu e que Eu sou um gênio.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Perolex 2008: de Deus para o povo, o negócio agora é pecar.

Diga se não fiquei com cara de burguesinha de orkut!

Com o fim do natal, momento de fraternidade e beijinhos nas bochechas, chega uma das melhores épocas do ano: a festa pagã de ano novo. Neste réveillon, desisti das inúmeras tendas da praia de Boa Viagem acompanhadas dos inevitáveis litros de reparador de pontas dos cabelos escovados e fui, junto com minha amiga, Porra-pequena, para a praia de Cabo Branco, em João Pessoa.

Lógico que, no calor torrante da Paraíba, aproveitamos para tirar a cor de lesma reluzente e, ao caminhar na praia, fomos surpreendidas por um palco enorme armado na areia, onde Zé Ramalho se apresentaria mais tarde. “Minino fechô! Acertei no lugar”, pensei. João Pessoa é um lugar lindo. As ruas são limpas e organizadas. O povo é educado. Além disso, você consegue contar o número de trombadinhas nas ruas, diferente de Recife, em que os dedos das mãos e dos pés são insuficientes.

Como nada e ninguém é perfeito... Mesmo com todas as coisas boas e elogiosas, não havia um pé de gente interessante. Nem pra ficar só olhando. Nunca vi tanta gente feia por metro quadrado. PÔTA KIU PARIU! Olhe que são até receptivos e calorosos (até demais). Também, com a minha versão Papola Roberts verão 2008, ninguém resiste. Não ousem reclamar, porque foram vocês quem escolheram essa versão mais papolesca. Não sei ainda quem é melhor: Pérola Buchen ou Papola Roberts. O laboratório Perolex ainda está em fase de teste.

É o cão rapá!

Quando se muda o visual, principalmente, a cor dos cabelos, você passa por um processo de adaptação e, confesso, que mesmo que Eu continue linda e fechante (lóooogico!) é muito estranho me olhar no espelho. Parece que é outra pessoa. Estou com cara de mulher madura (ou seja, cara de véa!). Isso é tão estranho. Prefiro minha cara de tabacuda mermo. Hehehe. Bom, pelo menos, este novo visual vai me ajudar a alcançar a meta 2008: PECArrrRRR!!! Calma, cocada. Filosofemos!

A humanidade sempre viveu a relação barroca VIVER X PECADO. O temor a um ser superior que insiste em nos castigar, caso caiamos em tentações. O que questiono, sobretudo as religiões cristãs, é que, se Deus nos ama, porque nos castigaria? Se ele não quer que pequemos, porque criou o desejo e coloca determinadas pessoas e coisas no nosso caminho? Para nos provar? O quê? A carne é fraca, irmão! Se ele faz isso, só posso pensar que ele quer todos no inferno. Se não, as tentações e os desejos não seriam criados. Do contrário, ele nos induz ao erro.

A pergunta que não quer calar no meu juízo insano, porém, coerente: quem disse que pecar era errado? Deus? Por acaso, você o ouviu dizer isso? Ou foi alguém da sua igreja que disse para você não mijar fora da bacia? Vai mijar na praia minino! A zoada do mijo batendo na areia e o ventinho refrescando...as partes...aaahhh!!! Dilícia! Uma sensação de liberdade inigualável, mas isso é assunto para outra conversa.

Tudo isso foi criado, na verdade, para controlar nossas vidas e nos impedir de sermos quem somos e quem queremos ser. O que chamam de pecado é o que conhecemos por desrespeito e loucura. Matar, roubar e todo aquele blá-blá-blá que já conhecemos. Indo mais fundo na filosofia, encontraremos o egoísmo como a raiz do pecado, ou como queiram chamar. Devemos pensar na gente, mas sem prejudicar alguém, ou, minimizando os danos, já que os desejos existem e, o consentimento, um fato inevitável.

Punk são os modelos de vida baseados na moralidade e os conseqüentes medos impostos pelas religiões, que se valem da imagem de Deus, Alá, Buda, ou sei lá quem, como instrumento de imobilização. Por isso mistificaram tanto o pecado. Isto só gera mais hipocrisia e mediocridade. É uma miséria!

Justamente, por reconhecer que o homem é um ser imperfeito e egoísta, Deus (alguém) inventou o perdão. Assim, podemos errar e, depois, nos desculparmos. Ninguém é mané, óbvio, pra ficar perdoando, mas é preciso ter olhos vigilantes para não viver (ou melhor, sobreviver) dos medos. Medo, só de violência, não de viver. A sua vida é como você a concebe. O único responsável pela vida que você leva é você mesmo. Não culpe Deus e, muito menos, o destino. É preciso coragem para viver, mas é preciso primeiro entender o que é isso.

É normal que temamos o futuro, pois não o conhecemos. No entanto, a vida é curta e quem me garante a reencarnação? Vai que Eu nasço mulé. TPM?! Nãããooo!!! Então... VIVA! Oscar Wilde diz que Viver é o que há de mais raro no mundo. Eu ainda consegui completar a frase a là auto-ajuda: Viver é o que há de mais raro no mundo e, para viver, é preciso coragem, mas, mesmo assim, se a vida lhe virar as costas, passe a mão na bunda dela. Esse é o espírito!

Por favor, só não vão sair pelados pela Conde da Boa Vista (Ai Jesus! Deus me livre!), gritando “I will survive!”. Estou dizendo, apenas, para deixar de frescura e fazer o que, há anos, está reprimido em você, sem medo de sofrer. Se agarre com quem quer. Peça demissão e mande seu chefe SE FUDÊ! Se endivide e faça aquela viagem que já foi adiada 350 bilhões de vezes. SE JOGUE, BICHA! Lembre-se: dinheiro sempre vai faltar, dívidas serão sempre necessárias e errar será sempre uma constante. Então, que pelo menos goze, já disse a ministra. Erre mais! Se permita! Vixe, tô parecendo LUIZ GASPARETO. (Aff! Isola.). Vamos descontrair...

Na penúltima semana do ano, quando estava de saída do trabalho, esperando o elevador, encontrei um companheiro da assessoria segurando um livro. Curiosa que só Eu, perguntei o título da tal obra que estava embaixo do braço (Devia ter desconfiado). Era uma bíblia: em papel, capa e orelhas. Devolvi o objeto sagrado e entramos no elevador. Ficamos por alguns segundos com cara de tabaca, olhando para a porta do elevador, quando, me mordendo, perguntei:

- Você é evangélico?

- Graças a Deus – (Huuummm! Graças a Deus, óia! Impressão minha, ou ele desafiou?)

- Qual a sua igreja? – (Eita, mania feia de jornalista ficar perguntando. Afim de levar um fora)

- Igreja Internacional da Graça de Deus – acho que era isso. São tantas que não lembro. (Abre aspas: existe uma em Olinda chamada Igreja Wesleyana do Poder de Deus. Desculpem-me os seguidores, mas Eu tenho amigo chamado Wesley e fiquei me perguntando se a crise econômica também atingiu os motoristas de ônibus)

- Há quanto tempo você é evangélico?

Foi aí que começou a provocação.

- Sou há 15 anos. Antes, eu era católico (OPS! Tocou na ferida) e vivia uma vida devassa de pecados.

- Hum! – respondi, segurando a respiração. (Vida devassa?!?! Ô glória, meu filho. Quando Eu quero comer, como e pronto! E ainda falo de boca cheia. Porra de penitência. Passar fome é coisa de anoréxico.).

- E você? – (Esse era o momento tão esperado. O meu momento! Vou endoidá-lo agora, pensei.)

Com um sorriso de canto, segurei o meu escapulário e disse:

- Sou católica GRAÇAS A DEUS. Olha aqui quem me protege. (Ô infeliz!)

- Saia dessa vida devassa! – (Teve a ousadia de me interromper)

- Veja, companheiro, se Deus inventou o pecado e o perdão, significa que temos mais é que pecar, rapá! Qualquer coisa a gente perdoa, depois. O negócio é pecar irmão! Ô glória! Aleluia, senhor! – Falei fazendo a clássica coreografia de levantar as mãos para o céu. Óbvio que me mandei, antes que ele começasse a gritar a palavra de Deus, me acusando de possuída.

Respeito todas as religiões e não tenho preconceito, só não admito lavagem cerebral e intolerância. Tudo bem que sou devassa, mas será que Deus não me quis assim? Olhando pela ótica espírita, será que não me fudi muito na outra vida e, agora, tenho o privilégio de sair pecando? (Nunca se sabe) Falando budisticamente, será que esta não é a forma de encontrar o meu nirvana? É uma forma bizarra, verdade, mas, cada um manifesta seu Eu interior da maneira mais conveniente. Então, “que assim seja”, catolicamente falando. Ô glória!, no discurso evangélico.

Vamos pecar! O pecado existe pra pecar. O perdão para perdoar. O que seria do perdão sem o pecador e o que seria de nós sem o pecado? Muitos padres, monges e pastores perderiam seu sustento e passariam fome. Ou, simplesmente, não existiriam. Por uma questão social, é importante pecar! Viva o motel! Viva o cafofo! (não sejamos elitistas). Viva a cachaça, a massa, a cerveja e, mais ainda, a camisinha e a pílula! Viva o sabonete anti-séptico e a água sanitária! (água sanitária?!). Viva a eparema, o chá de boldo, a neosaldina! Viva a xilocaína (Não sejamos preconceituosos. Cada um dá o que tem). Viva a PUTARIA!!!! Viva o BBB verão 2008: Biquininhos, bronzes e bundas!

O povo é a razão de Deus. Deus ama o povo. O povo são seus filhos. Logo, o pecado veio de Deus para o povo, então, o negócio agora é pecar. UM BEIJO da MAGA, UOW!

Informa a TODOS

- Galera da região sul e suldeste, a Natura abriu inscrições para estágio. Parece que é até hoje.

- O JC também abriu processo seletivo para várias áreas, como administração e psicologia, além de jornalismo, claro. Mas é até HOJE as inscrições.

- Janeiro de grandes espetáculos. Não percam!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Feliz Natal: Hola! Hola! Hola!


Primeiramente, gostaria de esclarecer aos meus ciberespectadores que, por motivos de força maior, tive que colocar Papola na geladeira (Ah! Sou quase um artista global). Mesmo com a greve de fome das últimas semanas, a minha democracia prevaleceu e consegui manter a miserávi presa. Só assim, pude dar andamento ao meu projeto de integração das bacias: a minha, a da cadeira do escritório e a do banheiro. O que mais fiz nesses dias foi METERRRRRRRR...a cabeça na parede para não perder o juízo que ainda me resta. Para os camaradas que me acompanharam, virtualmente, nessa fase laboriosa da minha vida quase profissional, minhas saudações papolescas e UM BEIJO da MAGA, “UOW!”.

Quando a minha vida se resumia a casa-escola-cinema-televisão (há quase dez anos atrás. Tô ficando véia!) lembro de uma apresentação encenada pelos amigos da escola, exatamente, nesta época do ano. O Papai Noel, que era a mamãe Suelem, cometeu a infelicidade de abrasileirar o natal e, assim, o cumprimento tradicional do bom velhinho se transformou no “Hola! Hola! Hola!” da boa e nova mamãe Noel. Bom, esclarecido o título da conversa de hoje, vamos ao que interessa: o NATAL.

Depois da tentativa sublime de perder o meu estágio, na última sexta-feira, ao dar ao meu ilustre e digníssimo chefe um cocô de plástico e duas mangas acompanhadas da frase “Xupa essa manga!” de presente de amigo secreto - observem que o “X” tem um efeito visual muito mais impactante que o CH (isso é para mostrar que você é uma menina inteligente, cult de colar de sementes que criou a chupada com X? Como diz um amigo meu: “Dô o maior valor!”), voltei a ponte viária Janga - BV Beach (BV que, longe de Boca Virgem, lembra mais a típica frase das almas sebosas que perambulam pelo bairro maldito: “Borá Véi passa a carteira, passa o celular...”). O melhor da confraternização, quando se é estagiário e não se paga a conta, é que você pode detonar no pedido. Então, não poderia deixar de fazer uma menção honrosa a dois camaradas que, regados a muita boemia, me fizeram sentir, só naquele momento, o meu esforço e a minha resistência às chibatadas diárias reconhecidas.

É incrível como nessa época do ano, as pessoas se tornam mais hipócritas que o normal. Gente que você passou o ano todo sem ver, ou se quer falou por telefone, te liga querendo marcar um encontro para te dar um cartão de natal, que, provavelmente, foi da coleção “dez por um real” do centro do Recife.

Melhor são os amigos que te dão um presente já dizendo o que gostariam de ganhar de você. Pois é, isso aconteceu comigo. Ganhei de uma grande amiga e ex-namorada (ela me trocou por um dos meus melhores amigos. Fura olho!) lindas argolas e dois brinquinhos para o segundo furo da orelha direita (que é só um!). No entanto, no dia anterior, ela havia dito que adoraria que Eu lhe desse de presente um CD de “não sei quem” que Eu não lembro mais. Mar minino! Tá me achando com cara de “teu maxU” porra?! Isso já não te pertence maaaiiisss!!! Arrudêa! Pra você me conquistar “Ah! Vai ter que rebolar, rebolar, rebolar!”, já dizia os filósofos Sandy and Junior. Eu lá tenho cara de Papai Noel, córoi?

Primeiro: sou magro. Segundo: não tenho barba. Terceiro e o principal: odeio pegar no saco. Então minha filha, pega a senha que você está lidando com um homem que não se rende às datas capitalistas e que, além disso, é lisooo!!! Você é gostosinha, mas é ordinária. Se toque! Claro que não disse isso tudo a ela, até porque me deu um presente e, principalmente, porque ela é uma daquelas figuras que a gente sempre recorre à lista telefônica, quando o medo de claustrofobia em casa bate.

Brincadeiras a parte e cartões de créditos também, que é essencial para a vida do homem em sociedade, o natal é o momento mais butterfly do ano, em que, geralmente, somos obrigados, mesmo contra a PÓpria vontade a fazer uma avaliação do que foi o ano que passou e do que conquistamos, a fim de traçar a meta do fumo que vem.

O campo sentimental, no entanto, é sempre o mais frustrante de ser avaliado, ou porque muitos relacionamentos acabaram, ou porque houveram muitas desilusões. Para quem teve um ano de furança plena e de relacionamentos instigantes, parabéns! Mas não vá contando vantagem. Provavelmente, não é porque você é gostoso, nem inteligente e, muito menos, bonito. Você, apenas, teve muuuita sorte e contou com a ajuda de Santo Antônio. Então, fique atento porque o próximo período letivo pode ser só de roedeira. Usa cueca vermelha, não, no romper do ano. Vai ficar na mão!

Então, se você ainda não agarrou aquela gatinha que azarou o ano todo, tá esperando o quê? Aproveite o natal e... PIMBA! Esta é a época em que as pessoas estão, supostamente, mais sensíveis e caridosas, distribuindo bom dias e beijinhos. Lembre-se que o natal é só um preparativo para a contagem regressiva, que é o momento CRÉU! das festividades de final de ano. E o melhor, depois que se rompe o ano mÔ véi. CABOU-SE! Ninguém quer saber dos minutos passados. Ano novo, vida nova, bucetinhas novas. Lóóógico. Porque esse negócio de que panela velha é que faz comida boa é coisa pra Mané. Quem gosta de panela velha é sucata. Então, deixa de tarar folder de loja de langerie e vai paquerar uma gatinha. Mas, pelamordedeus, não use frases do tipo “Você é o presente que Papai Noel me deu este natal”, ou “É natal, tá afim de fazer uma caridade não? Olhe que é pecado”. Pecado é tua mãe ter te posto no mundo “infeliz das costa oca”! Não pense que papai Noel vai resolver teu problema de contagem regressiva. Se Eu fosse você (e graças a Deus não sou) não gostaria de olhar o saco dele e muito menos de escolher o presente.

Para finalizar a conversa de hoje, não poderia deixar de relatar o meu natal. Depois de ter feito um tour pelo bairro de Boa Viagem e Piedade inteiro a procura de um lugar legar para ceiar com o meu velho, finalmente, achamos um estabelecimento aberto que oferecia frutos do mar. Esse era só o começo da saga natalina.

Combinei com a galera para irmos à praia, enquanto que ela ainda não estava toda mijada e cheia de flor boiando, fato que acontece na passagem do dia 31 para o dia 01. Pois bem, estava Eu, mais duas amigas e um amigo conversando merda (Pra não perder o costume). Eu com minha cor lesma reluzente, me escondia, desesperadamente, em baixo do guarda sol, atolando protetor solar na pele para não enchê-la de sarda. Meus companheiros estavam feito galeto na brasa, embaixo do sol escaldante (Acho que foi a inspiração do peru de natal. Hehehe).

Enquanto o mar avançava, recuávamos na areia e foi, aí, que percebi um psicopata ao lado de nosso guarda sol. Era doido! Falava sozinho e gritava umas coisas incompreensíveis. Segundo meu amigo Zé, ele usava um colar de não sei quem da umbanda. Nada contra a umbanda, mas Eu tenho medo (num vô mentir).

Afim de confraternizar com meus amigos um dia tão...especial como o natal, decidi tomar um café com eles, à noite. Fomos, então, à praça de Casa Forte e encontramos o ambiente do MANGUITOS. (Registrem esse nome MAN-GUI-TOS). O fumo estava só começando.

Doida por cafeína, pedi logo um capuccino e fiquei no aguardo, vendo os outros bebendo água de coco e comendo sanduíche. Meia hora depois...nada do café. Ainda paciente, chamo o garçom e pergunto o porquê da demora. Cinco minutos depois, ele trouxe a xícara. Quase cai dura no chão, quando olhei o café. Sem espuma e cor de café, parecia que tinham aberto uma caixinha de Todynho e colocado na xícara. Se não fosse o gosto de água com chocolate, poderia ter acreditado nesta hipótese. Logicamente, reclamei ao garçom, que levou de volta o “enrola cliente”.

Quinze minutos depois, ele traz o messsmo café, mas com um detalhe: canela. Tiveram a audácia de colocar canela em pó em cima daquela desgraça de água com chocolate, que insistiam em chamar de capuccino. AAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!! DESAFORADO! O garçom tinha tanta consciência da merda, que ficou esperando Eu provar o café para poder recolher novamente a xícara – “Está do mesmo jeito, só que colocaram canela”, Eu disse olhando para ele. A resposta veio com a cara mais lisa: “Está do mesmo jeito, né?”. HENERGUMENO! Se tu sabia disso, porque diabos trouxesse essa porcaria de novo? POTA-QUE-PARIU! Nem um café decente mais pode-se tomar nessa cidade. Pedido cancelado. Para completar a noite no MANGUITOS, a conta veio sem os dois café, mas, acho que para compensar, colocaram uma long neck. Volta a conta. Ninguém pediu cerveja. Já tava a mil, afim de esmurrar gente. O atendimento estava tão ruim que tivemos que ir até o caixa.

Na saída, começou a chover e Eu decidir fazer café em casa mermo. Chamei a galera pra lá e coei o líquido precioso que ficou...fraco! Aff! As coisas quando não têm que dá certo, não dão mermo. Vai-te fÚ! Coei o café de novo e, finalmente, acertei. Eh, companheiros, assim como certas coisas é melhor você fazer, há outras que é melhor fazer em casa, com certeza é bom e dá certo. Então, espero que o natal de vocês tenha sido feliz e...UM BEIJO da MAGA, UOW!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A saga de uma jornalista em formação


Todo profissional normal, já foi um dia estagiário. No jornalismo, passar de estagiário para jornalista é o mesmo que melhorar o status quo, mesmo que no bolso não mude muita coisa.
Os recém saídos da classe subproletariada que usam boininha e colar de sementes adoram nos pegar para Judas. Os dinossauros então...nem se fala. A vaidade do jornalista é como a bomba de Hiroshima: se você não a lançou, com certeza, foi atingida por ela e guarda algumas seqüelas.
Os profissionais se acham filho de Zeus, mas são quase tão mazelados quanto a gente. A diferença é que temos que obedecer, trabalhar muito e ganhar ainda menos. Sem contar, claro, os inúmeros constrangimentos que passamos por causa da inexperiência – “Ninguém tem paciência comigo!”. Não pensem que entrar na faculdade vai livrá-los desses micos básicos. Como Eu disse, é bááásico e a graduação é só o começo da peregrinação.
Depois das cadeiras teóricas, chegam as disciplinas práticas: jornalismo impresso, redação jornalística, técnica de entrevista e reportagem, rádio e TV, fotojornalismo, etc. O mais interessantes são as pautas. Muitos professores passam um dead line (tempo limite) de dois dias apenas para a entrega das matérias. O estudante de jornalismo LISO, se não for desenrolado mô véi, não conclui o curso. É máquina fotográfica, MP3, contas de telefone, além de computador com internet que tenha programas de edição do caráleo a quatro e, o mais importante, impressora com cartucho de tinta power, porque são muitos os textos impressos diariamente.
Esta semana passada foi a loucura de fim de período na faculdade e como não poderia ser diferente, ainda mais se tratando de mim, os micos básicos foram inevitáveis. Tô até agora metendo a cabeça na parede para vê se o juízo volta pro lugar. Eu tinha uma reportagem fria, uma gravação de rádio e um seminário, que apresentei sozinha, para fazer, além da reportagem de Petrolina para desenvolver. Vamos aos acontecimentos.
Fiquei muito contente quando um professor me disse que a matéria sobre crédito para estudantes universitários era a minha cara. Nossa, me senti lisonjeada – “Devo ser, realmente, competente”, pensei. A bronca foi conseguir as informações. Passei três tardes correndo atrás de bancos, gerentes de lojas e CDL. NINGUÉM QUIS ME ATENDER! (é quase uma Julia Roberts em uma linda mulher!) Buáaááá! Primeiro, passei no Banco Real (Agora posso dá nomes aos bois – hehehe). Muito educadamente e com um bloquinho nas mãos, falei com a recepcionista que me lançava olhares de “Te recolhe, come lixo!”. Em resposta, ela disse, bruxalmente - “A gerente disse que você precisará trazer uma autorização da faculdade para encaminharmos a assessoria de imprensa em São Paulo”. Tudo bem que autorização é praxe, mas encaminhar pra São Paulo? Eu tinha que entregar o trabalho na quinta.
Desisti, obviamente, do Banco Real. Corri para Caixa Econômica. O gerente até me recebeu. Vixe, me senti tão importante. Afinal, não estava ali pra negociar nenhuma dívida. Não demorou muito, ele disse que não poderia dá informações, mas, pelo menos, me deu o contato da assessoria que fica aqui em Recife. A assessora foi tão legal. Gente boa mesmo! Disse que ajudaria, perguntou pra quando era meu trabalho e que retornava a ligação. Passei todas as questões que precisava por e-mail. DOCE ILUSÃO! O máximo que ela fez foi me responder ao e-mail, depois d’eu ter enchido o saco dela, explicando quais os produtos e pra que servem. Ou seja: nothig!
Os gerentes das lojas que passei demoram 350 bilhões de horas no almoço. Passei a tarde ligando presse povo e...nothig again! Só a Riachuelo concedeu a entrevista, mesmo que pedindo sigilo do nome da empresa (que agora Eu to revelando - Hehehe). A CDL disse que me daria os dados do SPC. Admito que fiquei contente. Finalmente, alguém que valorize o trabalho tão nobre do estudante. PURO SONHO! Não me retornaram e, no dia seguinte, a telefonista teve a crueldade de dizer - “Olhe minha filha, hoje e amanhã você não vai encontrar ninguém aqui. Tá todo mundo assistindo às palestras e participando de eventos” e “Bah!”, desligou o telefone. Fiiiiiilha da puta! Como assim, Bial, ligar na segunda?!?! Fiquei indignada. E agora? E agora? Não tive outra alternativa, senão comer queijo manteiga junto com um amigo, assistindo um episódio de Anos Incríveis no tempinho que me restava antes da faculdade. Para concluir, o professor foi compreensível e disse pr’eu entregar a matéria com as informações que dispunha.
Paralelo a toda essa agonia, ainda tinha uma sonora sobre economia doméstica pra entregar na quarta. Detalhe: não tenho MP3. Como sou uma menina soft, desenrolei com meu produtor o tal objeto quase fálico. Então, feliz e contente, fui para a academia, onde havia combinado com o meu entrevistado. Alguma coisa iria acontecer na perfeita normalidade. A pauta era sobre reutilização de alimentos.
Depois de uma hora de chá de cadeira, enfim ele chegou e ainda teve a audácia de dizer – “Eita, eu esquecei, completamente, de você”. FRESCO! Como assim que Eu liguei ontem pra tu desgraça?! E o pior foi o que ele disse em seguida – “Você deveria ter ligado para mim”. Para não sair com cara de tapada, criei coragem de abrir a boca - “Ô, seu fanfarrão, esqueceu de mim é? Foi? Então, mooorra! Tá pensando que é quem? Seu professorzinho de merda. Enfia a coroa do abacaxi, viado! É o Bope porra!”. Infelizmente, tive que engolir este sapo. Entretanto, linda e loiramente com cabelos ainda cacheados, disse - “Não queria ser inconveniente, já que a recepcionista falou que você ontem se atrasou pra chegar por causa do trânsito”. Achando Eu que tinha encerrado o assunto, ele continuou - “Mas Eu estava em casa sem fazer nada, se você tivesse ligado não teria esperado”. AAAAAAAA!!! Pra não mandar ele catar coquinho na praia e como sou uma profissional em formação muito elegante e tolerante, perguntei logo onde poderíamos fazer a entrevista.
Ao entrar na sala, comecei a conversar sobre o assunto para ir preparando-o para a gravação. Foi então que ele disse – “Eu não sei falar sobre isso não”. PUTA-QUE-PARIU! Depois de tudo, o miserávi não sabia picas do assunto - “O produtor não falou com você, não?”, perguntei. E com um sorriso de menino bóchudo, ele respondeu - “É que eu vi isso, há muito tempo na faculdade. Quando é que você tem que entregar isso?”. Ahhhh!!! A minha vingança estava, apenas, começando - “Daqui a duas horas?”, respondi. Como sou ainda loira e estava com o óculos ISS (inteligente, séria e sensual) inventei uma pauta na hora - “Tu faz o quê bói? Bora porra! Vai ter que falar. De quem é a culpa? Responde! De quem é a culpa? Vai ter que me dá a matéria! Vai ter que me dá a matéria!”. Ai que vontade de plantar a mão. Menino criado por vó!
Decidi que ele falaria sobre dicas de verão, já que era professor de educação física e nutricionista. E a vingança prosseguiu. Foram três tentativas de gravação. A porra do MP3, que não era meu, tava com algum problema. Já tinha até decorado as respostas dele. Na segunda tentativa, ele disse - “Não seria melhor gravar no estúdio não?” Não fera. Tá pensando o quê? Me fez esperar uma hora, teve a audácia de esquecer de mim e ainda por cima me fez inventar uma pauta. Não papai, vai ter que gravar de novo! Você é bunitinho, mas raciocina muito lento. E assim foi, na terceira vez o MP3, finalmente, gravou e sai correndo pra faculdade.
Depois de ter que trocar de computador para poder gravar para CD, consegui entregar a professora no tempo determinado. Detalhe: a sonora ia pr’um programa de uma rádio comunitária em Igarassu organizado pela turma. O rapaz do studio não cortou o começo da gravação e ela foi ao ar com o “Será que tá gravando? Acho que sim. Vamos lá. Estamos aqui com o professor...”. Vou encarar como uma homenagem ao momento.
Acho que essa semana emagreci uns quilos e, assim, consegui manter a forma física Perolex de ser. Viram? O estagiário rala, emagrece, é humilhado, marginalizado da sociedade e não ganha nem uma bitoquinha. Eu vou é deixar essa vida de canetinha e entrar no mundo da fotografia: é style e Eu ainda fico com cara de gostosa. E pra entrar no clima...ontem, dei logo uma chapinha!
Informa a TODOS:
- URGENTE: a Oi abriu processod e seleção para trainne e estagiário. É só acessar o site e clicar em Trabalhe na Oi, logo na página principal e depois...te vira. É até HOJE!!!
- A microsoft também abriu proceso seletivo de estágio, vai até o dia 31/12. É só enviar email para estagioms@live.com. Qualquer duvida acessae: estagiosms.spaces.live.com
- Mostra de filme sobre a america do sul na Fundaj.