sexta-feira, 12 de setembro de 2008

"...RÁ-TI-BUM!!! Perolex! Perolex! Perolex!”



O Perolex fez aniversário dia 31, geeente (Que soft!) Foi bom estar com vocês, brincar com vocês, deixar rolar solta todas as nossas putarias e é no faz de conta que a gente apronta. Ô GLÓRIA!!! A paródia não tá funcionando muito, mas já deu para entender que o nosso blog tá completando UM ANO DE VIDAAAAAAAAAA!!! Êhêhêhêh!!! “É pica! É pica!...” (Ai, racha... Sai, bicha!) E chama a Supernanny que ninguém agüenta essa Papola no juízo. Vamos criar o cantinho da disciplina!!! E haja cacete!

Eu tenho ao longo desses meses recebido muitas cartinhas de amor, depoimentos e manifestações de carinho (a là “Tu é HOMI, porra!”) que demonstram o quanto que o Perolex tem atendido às necessidades dos ciberespectadores maXus, que se sentem desolados com a quase extinção da espécie e também de alguns homens frustrados que procuram nossos conselhos papolescos para ver se tomam jeito. Não sou Márcia Goldsmith (e só frango e piniquera que precisa daquela baixaria social), mas o nosso papo reto tem dados frutos! (Papo reto? Retíssimo, bein! UAU!). Mas, vocês devem está se perguntando o que ganhei de presente, né? A VIDA! Sei que parece muito auto-ajuda, mas depois do incidente que aconteceu na quinta-feira, dia 28, quase véspera, vocês irão entender.

Neste dia, a empresa onde trabalho recebeu a visita de uma comitiva de africanos que ia conhecer uma das ações sociais que a Companhia desenvolve. Até chegarmos no tal projeto, seguimos um comboio, formado por três vans e duas caminhonetes da polícia federal. Como somos de empresa pública federal, o motorista e o outro funcionário tiveram a brilhante idéia de entrar no bendito comboio. O babado é que a última caminhonete, que fechava a fila de carros, trancou quatro vezes o veículo em que estávamos. Detalhe: a velocidade mínima de um comboio da polícia federal, segundo fontes oficiosas, é de 120 km/h, pelos meus cálculos, nós estávamos a 140km/h... e tome tranco. O carro só aquetou o facho, claro, depois que bateu!

Quando levamos o quarto e último tranco, um motoqueiro apareceu na nossa frente, o que obrigou o motorista a desviar - se não, ele se arrebentaria todo, ainda mais porque havia um caminhão na frente dele - e nesse desvio...UM ABRAÇO! A nossa valia é que a rodovia, naquela fração de segundos, abriu-se numa bifurcação em “Y”. Mesmo assim, era quase impossível aprumar o veículo na pista devido à alta velocidade e aí fomos diretinho no sentido do poste que estava prostrado a nossa frente - “Pronto! Me fudi! Me fudi!” - era a única coisa que, calmamente, Eu pensava. Foi cena de novela, chefe. Quando estávamos a poucos centímetros do poste, senti que o carro subiu num barranco de alguma coisa. “Pronto! Agora, vamos capotar!”. (Que lindo, é cena de filme. Você não é uma pessoa chique?! Digna de Hollywood? Intaum...Mantenha a pose) Porém, quando menos esperava, (“Porém”? - ninguém fala isso!) era lama pra tudo que é lado! Pois é, o tal barranco era de barro e, por sorte, o barro tava mole e atolou o carro. (Ainda bem que o vidro tava fechado. Já pensou Eu toda melada de lama? Toda minha pose de assessora de imprensa poliglota e de cabelo fashion teria ido pro beleleu!).

Engraçado que as pessoas depois ficaram me perguntando se a minha vida tinha passado diante dos meus olhos? (Eita povo besta! Se isso tivesse acontecido, de duas, uma: ou o acidente ia congelar no tempo até que ela terminasse de passar – o que seria suficiente preu destravar a porta do carro, sair do veículo e ainda “trabalhar o gado” cinco vezes, antes de voltar e colocar o cinto – ou, então, minha vida só vale uma rapidinha de alguns milésimos de segundos, porque a única coisa que Eu pensava naquele instante era “Me fudi! Me fudi! Me fudi!”

A parte engraçada (e isso é possível se tratando de minha pessoa) é que os três ficaram por quase três minutos em silêncio dentro do carro atolado. Depois que constataram que todos estavam bem, o motorista e o outro funcionário começaram a xingar a mãe dos policiais. - “Alguém me arranja um maracujina presse povo! NÚ, ainda bem que aqui tem um maXu pra manter a situação sob controle” - gritei em pensamento. Às vezes fico impressionada com minha tranqüilidade em situações como essa. Eh, sou maXu! Tá explicado. A gente só se ligou em sair do carro quando as pessoas começaram, com cada butuca de olho, a se aproximar lentamente do local do acidente (AAAhhh, pra mim, era gravação de MIB. Mais parecia que aliens iam sair do carro ao invés de pessoas). Apesar da sensação de ter passado horas, tudo isso aconteceu em, aproximadamente, 6 min (Viva a teoria da relatividade!).

O pior sempre vem depois. O tal funcionário espalhou pra todo mundo que Eu tinha gritado e estava “tremendo mais que vara verde!”. VARA VERDE É O TEU PASSADO, Ô INFELIZ! Mas tem problema não, todo mundo sabe da reputação de bundão que ele tem. Tem certas coisas que nem mastercard resolve, companheiro. Deixar de ser bundão é uma delas. O incidente serviu pelo menos para aprender duas lições: nunca ande sem cinto, pra não virar protagonista de uma novela, e nunca ande de vidro aberto, você pode tomar um banho de lama e acabar com sua chapinha. Eh, isso deve ter sido o inferno astral do aniversário do Perolex!

PS: Não esqueça do meu presente! Quem vier com papel de carta, mesmo da cartigem, Eu mando enfiar! Quem enviar presentes ou cartõesinhos on line, Eu juro que respondo com um puta vírus que aprendi no “Penetration” - curso para harckers. Quem for liso e vier com cinquenta centavos ou um big-big, eu vou mostrar o meu lado Magaiver e juro que faço uma bomba explodir quando você abrir a carta de promoções de um cartão de crédito que você não solicitou. Então, cria vergonha na cara, ô, e me dá um presente decente que lembrancinha é coisa de pobre.


ANO DE ELEIÇÃO

Diga NÃO aos terrorritas da politica. Vote em Bin Laden 666! Uma explosão de cidadania. BUUUMMM!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A volta da Papola


Após um loooongo e estressante período de férias, finalmente, Papola resolveu voltar do recesso. Nunca imaginei que minha vida ficaria tão bagunçada sem ela. Quem conseguiu me acompanhar nesses últimos dois meses, constatou a tremenda agonia que vivi. Eh, definitivamente, me acostumei a ter uma dose papolesca alucinando minha mente todos os dias. E assim seguiram os dias sem ela: trabalho, trabalho, faculdade, curso de inglês, amigos, férias, família, mais trabalho, estresse, pai, frustração, mãe, estresse, irmão, "PELAMORDEDEUS!", agregados, sobrinhos, trabalho de novo, cabelo, roupas, dívidas, amigos, frescurite aguda, cachaça, ansiedade, hospital, dinheiro, festa, dor, intercâmbio, entrevista, EUA, mais ansiedade, mais amigos, um pouco de serotonina, emprego, namoro, "AIAIAI", aperreio, Eu já falei ansiedade? Enfim, VIDA!

Mas querem saber como descobri a volta da Papola? Na primeira segunda-feira de agosto, recebo um telefonema do pessoal do intercâmbio dizendo que Eu deveria estar às 17h30 na agência para fazer um teste oral (OPS! Não é nada disso que vocês estão insinuando nessas mentes pornográficas). Como sou uma pessoa trabalhadera, perguntei se poderíamos marcar para o dia seguinte, uma hora mais tarde, por causa do meu estágio. Tanto não poderia, como tinha 15 min para sair e poder chegar a tempo no terminal do ônibus para pegar o próximo que ia sair. E lá fui Eu, quase correndo no meio da rua.

De tão ansiosa que tava, fui logo a primeira a entrar no ônibus e sentei no velho fundão. Depois que sentei, passados alguns minutos, comecei a sentir um cheirinho meio azedo. Como era um cheiro estranho, funguei com mais força e constatei que o cheiro era de C...CA...CA-SSACO CASSACO! PUTA QUE PARIU! Mais Eu já tenho sorte, viu?! (Dá uma sacada nesse texto que você vai entender o porquê: http://perolex.blogspot.com/2008/02/o-buso.html)

Geralmente, os ônibus que saem dos terminais, fora do horário de pico, vão com duas ou três pessoas. Então, não seria muito difícil achar o responsável pelo odor. A merda é que Eu era a única pessoa perto de mim mesma e por isso comecei a ficar noiada, achando que Eu é quem tava fedendo. Como o ônibus estava quase vazio e a cobradora fica lááááá na frente (bendito seja o dia em que mudaram as catracas de posição), fui fazendo os malabarismos para saber se meu suvaco tava vencido. Primeiro, fingi que estava olhando para a janela e, como quem não quer nada, passei a mão nos cabelos. Assim, você tem a desculpa para levantar os braços e baixar a cabeça, como quem estivesse ajeitando a parte de trás do cabelo. É nesse momento que você vira a cabeça pro seu suvaco e dá a fuuuungada. O pior é que Eu repeti a proeza umas três vezes e o único cheiro que sentia era do meu desodorante teen de tutti-frutti, super hiper baby. Mas isso parecia não ser suficiente e continuei noiada. Se só havia três pessoas no busú (mais o cobrador e o motorista) não seria muito difícil achar o responsável pela tentativa de homicídio culposo por vias olfativos.
Tudo se resolveu, porém, quando olhei pro velho que estava sentado no meio do busão. Sei que é preconceito, mas pelo jeito de cachaceiro cassaquento (essa eu inventei agora. Deriva de “cassaco”. Tem palavra mais expressiva para designar um ser que fede e parece sujo?) Enfim, era do suvaco dele que vinha a catinga. “DEUS É PAI! DEUS É PAI!” – pensei, muuuito feliz. UUUFAAA!!! Relaxei! Nunca fiquei tão feliz em fazer uma viagem sentido a catinga de suvaco do povo cafuçú! Eh, mas Papola caprichou no seu retorno! O babado continuou na hora de descer.

Você já reparou que olhar pela janela do ônibus deixa você hipnotizado e mergulhado nos seus pensamentos mais que profundos? Eu já tava muito doida (acho que foi a catinga que me deixou drogada) e tinha esquecido de tudo, até a hora que me levantei para descer. Demente que só Eu, atinei para o que tava acontecendo quando vi o senhor que estava sentado à minha frente catucando o nariz por causa da catinga. Aí a nóia voltou e “de cum força”. Todos os outros três passageiros que também iam descer, contorciam o nariz, fazendo caretas por causa do mal cheiro. De pronto Eu baixei os braços e fiquei lá amuada. Meu Deus será que Eu tô fedendo ou tô doida porquê não tô sentindo. É a situação mais constrangedora que se pode viver. Pior até que uma buceta flatulenta.

Desci do busú, baixei a cabeça e quase fui correndo pra agência. O mais revoltante é que o único cheiro que Eu sentia era do meu desodorante teen, que nunca me abandonou. Será que existe ilusão olfativa? O próximo desafio era passar pela recepção do edifício empresarial, onde fica a agência. Quando entrei na recepção, que é climatizada, o cheiro de cassaco no ar. AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! AIMEUDEUS! Vou fica looocaaa! Sou Eu! Sou Eu! Sou Eu! Sou Eu! Buáaáááááá! Depois veio o elevador e Eu lá, parecia que tinham colado super bonner nos braços. Subi frustrada. “Serei o comentário da agência, mas não dá pra ligar cancelando. E o que vou dizer – Oi, é que eu tive uns contratempos psicológicos de complexos axilares e não poderei ir!”. Não dava. O único jeito era IR! Como sou brasileira e a esperança é a única coisa que sustenta, assim que cheguei na agência, nem dei boa noite, corri pro banheiro. Tirei colar, blusa, sutiã, o escambau! Cheirei o suvaco. E...NADA! Funguei com todas as minhas forças a manga da blusa e...NADA! Sai cheirando tudo o que você puder imaginar. NADA! Só não fui nos pentelhos porque não sou contorcionista e nem a mulé cobra. Bem, pelo menos pude constatar que Eu sou uma pessoa estudante, pobre, mas limpinha.

Só faltava passar pelo teste final, meu Pai. Depois que fiz o teste oral na agência (êpa! Olha lá!), o véio passou para me pegar. Quando entrei no carro...NADA! Se ele não disse nada é porque nada tinha a não ser a nóia fila de uma puta na minha cabeça. Ô passageiro, cassaquento, velho miserávi. Vai tomar banho desgraça! Acabou com meu juízo. Não sei o que é pior: está fedendo, mas está tranqüilo; ou está cheiroso, mas se descabelando com a nóia. Nãããooo, definitivamente, fico com a segunda opção! Viva a Papola!

CURIOSIDADE

SUVACO é um palavra de origem cafuçú que é o mesmo que axilas, que são comumente conhecidas por sOvaco. Mas, convenhamos, com o U é mais melhor, né?

domingo, 1 de junho de 2008

“Uai! Uai! Uai! Uai! Queijo de QUAI!”


O meu primeiro desafio ao chegar em Minas foi me acostumar com o sotaque. Os “s” muito bem pronunciados e as acentuações fonéticas, às vezes, comprometiam a compreensão de algumas palavras. Além do “UAI”, “sôh!” e “trem baum!”, logo que cheguei, conheci o tal do FRAGA! Estava Eu à mesa, com Cabeção e Leitoso, que Eu acabara de conhecer. Era um tal de Fraga pra lá, Fraga pra cá, “porque Fraga num sei quê”, “fez isso Fraga”, “é culpa dele Fraga”. “Coitado de Fraga. Esse, tá fudido”, pensei. Com a intenção de sair em defesa do companheiro, quem nem conhecia, mas também pra não fazer nenhum comentário idiota, perguntei logo quem era a tal figura. Foi aí que os meninos me explicaram que Fraga, na verdade, é uma gíria mineira que equivale ao nosso “Tá ligado?!”.

Agora, imagine você dizendo: “Cara, a noite ontem foi do caralho, visse?”, “Meti muuuito, tá ligado?”. Realize um mineiro dizendo isso: “Cara, o show foi baum demais”, “Meti muito, fraga? Ôôô trem baum, sôh!”. Vaitimbora. Como diria um bom pernambucano: Eu quero lá saber de outro macho na minha cama, rapá!

Segundo desafio: saber se Eu estava “podendo”. Eu, nordestina, com minha sandália de couro e meu básico “oxente!”, fui me meter numa boate de uma capital do sudeste. Claro que a boate de BH não se compara as de Recife. Fiquei impressionada com o cubículo. Enfim, o importante eram as pessoas. Peguei a bebida “qualquer coisa ICE” e fui dá uma de mulherzinha junto com os meus três amigos secões. (Amigos? Com é que uma mulé vai com três amigos pra uma boate?) Era meu fim! Bem acompanhada daquele jeito, ia pegar ninguém. LLLóóógico!!!

Numa cidade em que o povo não sabe o que é donzelo, balaca, nem tabaca, (TÔ passsaaaada!), é difícil desenvolver uma conversa. Mas nada que um bom dicionário de pernambuquês não resolva. Ah e por falar nisso, a língua nunca foi problema para o minerin. O velho ditado que o mineiro come queto...hum!!! É a maior fraaaaude!

“NÚ!” (traduzindo: “nú” é uma expressão mineira que descreve a mesma sensação que você tem ao ver um véio pelanquento pelado. Ela passou por um processo parecido do “Oxente” que veio da expressão “Ó gente!”. Com o costume, o “oxente” assumiu outras derivações como o “oxen”, “oxe” e “ox”. De acordo com uma fonte oficiosa, o “Oxente” seria o resultado da não compreensão dos soldados brasileiros, que foram para a primeira GM, da expressão “Oh, shit!”. Voltando ao “nú”, o que soube é que ele deriva da palavra “Nusguete” e depois se resumiu em “Nusga” até chegar em “nú”. Enfim, vocabulários a parte...) Pense num mói de gente bunita. Viiiiiiixxxe!!! As nega são gostosa pácaralhooooooo! Tem loira, morena, rabuda, peituda... Só tem “ÃO”: bundão, pernão, coxão, peitão, cabelão...Se o produto não for gato por lebre, tudo indica que as partes mais cavernosas completam a rima. Pois é, Minas é famosa por ser um lugar que concentra a maior quantidade de gente bonita por metro quadrado. Isso Eu já sabia, mas era preciso passar pelo controle de qualidade.

Para minha surpresa, o tal do minerin na era nada quetin. Pra onde Eu olhava, era só flash! Claro que tinha um ou outro bôco-môco (traduzindo: um minino jegue, cafuçú), mas, a maioria, aff Maria!!! Foi aí também que percebi que mané existe em todo lugar do país. Quando entrei no bate-estaca, já conformada com o baixo movimento da night, por causa das minhas másculas companhias, foi que comecei a ouvir as coisas originais de sempre: “E aê, linda!”, “Oi, tchudo bom!”, “Princesa”. (PRINCESA?!!! PUTA que PARIU!) Bem, mas não tinha tempo pra pensar nisso. Eu tinha que ver meu medidor de fexação e... Minino!!! Como sempre... AR-RRRAAAA-SEI!!! Quando olhei prum lado...“flash!”. Olhei pro outro...só glamour!! “Porra, tô bein pá caraaaaí, aê!”. Longe de qualquer intenção libidinosa e pecadora, (sou uma pessoa pura e imaculada) preferia me divertir com os meninos e só tirar onda deles. Óbvio! Homem sempre gosta de contar vantagem e, no final, é um Zeeeero-a-zeeeero do caraí.

Porém, entretanto, contudo, todavia...quando Eu menos esperava, numa fração de segundos, quando viro o rosto...NÚ! Dou de cara com 1,90m de galego. Aí Eu estilei. Quase peço arrêgo. Tinha que ser logo uma galegão. Mermo assim, como uma boa menina, fiquei só sacando: “Já sei como é. Vai ficar nesse couro de pica a noite toda. No final, quando ele tiver bêbado, fedorento e vier falar comigo, Eu dou um fora”. (Só que você esqueceu um detalhe importante, amooorrr: você não estava em Recife. Você estava em um quase seriado americano, à lá “One Tree Hill – Lances da Vida”. Aquele é que é um mundo abençoado. Uiuiui!) E não demorou muito pra constatar isso. Não deu 5 min, quando olhei de volta...o pexte já tava do meu lado perguntando meu nome. (Rapá, gostei desse povo de BH. É uma providêêência). E ai? O que faço agora? Putz! Era só pra ficar no zero-a-zero! (Que nada mirmã. Deixa de quejo e agarra o bofe. Qualquer coisa, inventa uma dor de barriga e lavra!). Pois é, até tentei conversar, quando vi...tava sendo engolida pelo mostro loiro. O 1,90 de galego parecia que tinha uma boca maior que minha cabeça. NÓ! Fiquei com medo. (HUM!!! Ai que mêda). Cada vez que ele abria a boca, juro, era uma Ave Maria que Eu rezava.

Sabe quando você tá aprendendo a beijar e todo mundo diz pra você pôr uma pedra de gelo dentro de uma xícara com água e tentar pegar o gelo com a língua? Pronto! A diferença é que não era gelado. Na verdade, quando não se conhece a figura, é muito complicado se sentir tão à vontade. Geralmente, depois do primeiro beijo, acaba o encanto. A não ser que ele seja muuuito bem humorado, inteligente, gentil, gostoso, bonito, cheiroso e sensual pra render a noite toda. (Sendo assim, ele era gay). Só não rezei o rosário todo porque os meninos me ajudaram a fugir. E aí foi que começou a putaria. (Aviso: alta periculosidade).

A merda era que a boate era um ovo e, aí, ele sempre me achava. Eu juro, pessoas, que Eu queria ser honesta, mas...Eu era um homem vestido de mulher, afinal. Logo eu sou tinha duas saídas: fugir, ou dizer coisas do tipo “Acho melhor a gente não ficar mais porque sou um cara problemático”, “O problema não é você, sou Eu!”. Se Eu assumisse a minha personalidade papolesca, seria o fim: “Bora boy, pega o beco que Eu não quero dá pá tu não. Booooora, mô véi! ARRUDÊA!”. Então, qual a melhor solução? Fugir!!!

O mais engraçado é que eu achei uma figurinha de BH que Eu tinha amizade havia alguns meses. Não é que achei a tal figura na tal boate em uma de nossas tais fugidas? Nossssssaaaaaaaaa!!! Ainda bem que voltei a me fantasiar de mulé. O bofe tinha 1,80 de altura e duas coisas fundamentais, além da inteligência: costas largas e pernas grossas. Uhuuuuuuuu!!! Eita macho gostoso do CA-RA-ÍÍÍ! Nessas horas é que Eu adoro o destino, Deus, casualidades, sei lá.
Sabe que certas coisas na vida que não dá pra explicar? Foi o beijo da figura. (Roupa confortável: R$ 80; sandálias pernambucanas de couro legítimo: R$ 40; Pisa no cabelo: R$ 100; Perfume pega otário: não sei que foi presente; beijar um macho gostoso e se sentir nas nuvens: aaahhh isso, definitivamente, não tem preço). Ele tinha um humor à lá seu Lunga, mas era divertido. A química foi instantânea. Nossos lábios se encontraram num desesperado e doce beijo com gosto de vodka. E numa paixão avassaladora (PÓ PÁRA! Pra mim, Eu tô num romance de Julia e Bianca) Destruidora de sonhos! Enfim, a química rolou de tal forma que a ação foi conjunta. Foi a primeira vez que não quis que Papola fosse realmente embora. Como a historinha da Cinderela, a minha também acabou com o fim da noite. A diferença é que a gata borralheira termina com o príncipe. No meu caso, príncipe não existe e o sapatinho, que era para ser de cristal, era de couro. Então...cabou-se quera doce. (A vida é feito rapadura, minha filha: é doce, mas é dura).

Infelizmente, diferente de muitas historinhas de conto de fadas, não acabamos juntos, por uma opção de ambos. Por medo? Não sei e nem quero pensar nisso. Somos bons amigos. Mas, confesso que nunca esquecerei o beijo mágico com gosto de vodka. Talvez, ter vivido essa sensação, tenha sido mais prazerosa que tê-lo comigo a viagem toda. Nem outro beijo nosso teve o mesmo sabor. Então, quem me garante que seria tão bom quanto aquele beijo foi. Para mim, foi quase que sentir a alma sair pelo corpo numa sinergia singular. Agora, “Voltei Recife” e nada melhor que “Vivi la vida loca” acompanhada de BB King e de Maria da Cruz!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Agora é a vez de Homero!


O bom de passar uma festa tradicional em outra cidade é que sempre há rituais e costumes novos para se conhecer. Em Outro Preto, na época da Semana Santa, a prefeitura interdita algumas ruas e distribui pó de serra colorida nas casas para que a população monte uns tapetes ao longo do percurso que a procissão passará na manhã seguinte. Ou seja, o que levou horas para ser construído, leva segundos para ser arrasado pela batina. O lance é tão sério que há famílias que passam horas, até o amanhecer, montando os tapetes. Alguns são verdadeiras obras de arte.
Como uma boa turista, ajudei a família de Cabeção, que é de Outro Preto, a montar o tapete e depois fui perambular pelas ladeiras da cidade para tirar fotos do povo montando o negócio. Logo no começo da descida, avisto uma mulher segurando uma sombrinha e vestida a là século 18. Então, vou Eu, toda animada, dá a pinta de turista.
- Moça, será que senhora poderia tira uma foto comigo? – minha falsa meiga voz, desta vez, não convenceu. Em fração de segundos, a tal mulher virou e, com gostchú, disse:
- Você só quer a foto? Não quer saber porque estou vestida assim? Por acaso, você é mais uma brasileira desaculturada?
NÚ! (vestido, semi-pelado....) PÔTA QUE LOS PARIÓ! Nem Balsec, um delicado amigo de Cabeça, que é a cara do Wagner Moura, consegue ser tão delicado como ela. Depois de um fora HOMÉRICO desses, Eu deveria dá o lavra. Como vocês sabem...tabacuda, que só Eu, comecei a rir e perguntei:
- Comé, minina?! (Ah, não bastava levar o fora na frente de todo mundo. Ela tinha que repetir que é pra marcar mermo!). Resolvi atender à tão gentil senhora e perguntei porque ela tava vestida daquele jeito.
O melhor foi olhar para Beba-Leite e vê-lo com a maior cara “Amiga, tem jeito naum. Todo mundo viu o mega fora que você levou. Vamo nessa, por favor!” Isso é que é amigo. Está sempre por perto nos piores momentos para dar um apoio moral. O bichinho ainda fez o esforço de ir até mim e colocou a mão no meu ombro. O quase biquinho de “Pelamordedeus, vamo embora!”, não conseguiu me convencer. (Eh! Definitivamente, ela tem fetiche por foras).
Como boa jornalista, comecei a entrevistar a moça. Ela é bailarina e, nas horas vagas, se veste assim e passeia por Outro Preto e Rio de Janeiro. Sua preocupação, segundo ela, é a preservação da história do país (e quase jurou de pés juntos pela mãe, que era só por isso. AAAAaaah, então, como uma brasileira, consciente e ACULTURADA, vou colocar meus peitinhos pra fora e usar uma tanguinha para preservar a cultura indígena tão importante e esquecida da nossa história, não é amoooorrr!!!).
A intenção dela é tão pura que nunca buscou apoio junto às prefeituras, nem nunca se preocupou em elaborar ou sugerir um projeto de revitalização ou preservação cultural mineira. Ela, simplesmente, disse que nunca procurou porque, há anos, ela sai (feito uma doida) pela cidade e ninguém nunca a procurou (só pra tirar fotos - hehehe).
- Você precisa conhecer minha casa. Tudo é do século 18. Os móveis, até a capela que tenho em casa. Essas roupas...tenho uma costureira que faz. Eu desenho os modelos (que, sinceramente, tá mais pra baiana de desfile de escola de samba que pra sinhá). A rede globo acabou de gravar uma minissérie comigo. Já dei entrevista para jornais e participei de novelas. (Sorte da mãe dela, por ela não ter jurado)
Depois que saciei a minha curiosidade e de ter que olhar, pela segunda vez, a cara deprimida de Leitoso, resolvi terminar o assunto:
– E aí, posso tirar uma foto, agora? (sua rapariga de cego, fêla da puta &%$#@*)
- Claro, bein! – (Bein é o meu @#$ na tua %&*, miserávi). Mas não poderia sair com aquele fora entalado. Depois da foto, senti, dentro do meu Eu, surgir um fogo (Ôpa! Vai me dizer que tu cumeu a baranga?) e... - Me diz aí, porque você me tratou com tanta ignorância? Não precisava daquela agressividade toda. Você aculturada assim, deve saber que geralmente são turistas que te abordam. Você poderia discutir a história, já que esse é seu objetivo, de uma maneira mais delicada e doce (Feito RAPADURA, só se for).
Ela me pediu desculpa com um sorriso amarelo e Eu fui mimbora curtir o resto da night, que ainda reservava surpresas.
“Melhor uma foto na mão que um fora entalado”

domingo, 13 de abril de 2008

“Se não tem mar, vamo prum bar!”




“Ó Minas Gerais! Ó Minas Gerais! Quem te conhece prefere o nordeste. Ó Minas Gerais!” – a primeira vez que Eu ouvi este refrão foi no 49º Congresso da Une, que aconteceu em Goiânia, em 2005. Nunca entendi o porquê da paródia, já que a impressão que Eu tinha de Minas era a melhor possível. Principalmente, pelos lindos estudantes que via circulando pelos alojamentos, no compus da Universidade Católica de Goiás. Ê trem baum, sôh!
No último dia 18 de março, comecei a desvendar o mistério e cometi mais uma das loucuras papolesca da minha vida: arrumei as malas e fui para Belo Horizonte. Depois que desci no aeroporto de Confins, tive a certeza que a lombra seria das boas, uai! Após 4 horas de viagem, graças a infeliz conexão no Galeão (RJ), apreciar as lindas paisagens montanhosas, curvilíneas e falantes compensa (e muuuito) a espera.
Antes que vocês pensem que sou uma psicopata sexual, deixa explicar qual a finalidade da viagem. O ano passado, como muitos sabem, a loucura papolesca da vez foi a viagem a Petrolina. O objetivo era fazer uma reportagem sobre o desperdício de água na agricultura irrigada e a falta para abastecimento humano, o que deu muito pano para falar sobre o Rio São Francisco. Aaaahhh, para os desinformados, a reportagem ganhou o primeiro lugar no concurso Desafio das Águas, promovido pela Secretaria de Recursos Hídricos, Compesa e Sindicato dos Jornalistas. Tinha que fazer a propaganda, né! Claaarooo! Pra vê se compensa o meu investimento e o de Marcio, parceiro de reportagem, já que a faculdade não investiu nada. Então, como o Rio das Velhas, localizado em Minas Gerais, é o principal afluente do Rio São Francisco e a minha intenção é dar prosseguimento a edição especial Águas do São Francisco do Jornal Laboratório CONECTADO, a viagem foi inevitável. Porém, companheiros, Eu estava trabalhando, não morto, né verdade? Voltando...
Belo Horizonte é como uma Recife do sudeste, só que sem tantos rios cortando a cidade e sem as praias. Além de que, surpreendentemente, nós temos um ritmo bem mais acelerado, a cidade é plana e não chove granizo aos 26 graus de temperatura. Ah, BH consegue ter um sistema de transporte, por incrível que pareça, pior que o de Recife. PASMEM! Outra curiosidade, as chuvas lá são anunciadas pelos trovões e relâmpagos. Pense que fiquei com o butico na mão. Eu me senti com 10 anos de idade. O que me espantou não foi o toró, só a zoada da chuva, que mais parecia um prédio desabando por causa dos granizos. Me senti naquele filme Jumanji, mas sem os elefantes e os dados.
Embora o custo de vida em BH seja muito parecido com o de Recife, só na Veneza Brasileira liso se dá bem. Com 5 ou 10 conto, você toma uma com os amigos, curte uma boa música na rua da moeda e ainda aprecia a beleza histórica do Recife Antigo. Em BH, você paga um pouco mais caro, em compensaçããão... amigooo... as cachaças são das melhores do país, em toda esquina tem um bar (que não é uma espelunca a lá Garagem) e você ainda desfruta de interessantes companhias. Nóssa senhora, baum demais!

Ah, aconselho a quem tem problema de escoliose, a nunca viajar pra Belo Horizonte. A cidade é toda construída em subidas e descidas, feito o sítio histórico de Olinda, com a diferença que as ruas são mais largas e asfaltadas. Se a lenda de “subir e descer ladeira engrossa as pernas” fosse verdade...huuummm!!! Eu tava com cada lapa de perna, “bein!”. Ia fechar o trânsito! E seguindo esse raciocínio, é melhor andar em BH plantando bananeira que pagar um implante de silicone nas mamas. Eita que Eu vou logo me preparar.

O que me deixou passsaaada no sistema de transporte é que o metrô não leva a lugar algum e os ônibus demoram um século pra passar. Alguns nem circulam dia de domingo. Mesmo assim, Eu tinha prazzzeeerrr em andar de busú. Definitivamente, se Eu morasse em BH, só andaria de ônibus. Além de não ser ensebado (como por exemplo, o nosso “querido” PE-15/Afogados), você já começa o dia com uma enxurrada de colírios para os olhos. Aff! Eita, povo bunito da pexte, rapai! Aaah, não é! Eu, fechante toda, tinha que deixar minha marca registrada na cidade e, então, pagar um mico bááásico, se não, Eu não teria passado por Belo Horizonte.
No meu último dia em BH, depois da sétima cachaçada e bolinhos de bacalhau, “PÔTA KIU PARIU!”, Eu tinha que acordar de ressaca. Enfim, quando tava indo para a Copasa (a Compesa de lá), não pude conter mais o balanço do ônibus e...e...e... RAÚÚÚL!!! Vomitei o “caldo verde” que tinha tomado no dia anterior. De fato existe um caldo verde que é um tipo de sopa de legumes com lingüiça, típico de Minas. Ainda bem que os óculos escuros de hoje em dia são maiores que a cara dagente e esse efeito “besouro” foi minha salvação porque deu pra me esconder. Minino, parecia que ninguém tava me vendo. Até nisso, a gente tem que manter a chiqueza e a classe, racha!!! Perder a pose “jamais” (jamé!). Aaahhh!!! E claro que Eu desci do busú com a cara mais LLL (limpa, linda e loira) que Deus me deu. Meu consolo: se já fiz isso em Recife, porque não ia fazer em Belo Horizonte? Mar minino! Isso só mostra que BH está dentro do meu Eu. Assim como o mito de que quem se banha nas águas do São Francisco um dia retorna a ela, Eu formulei o mito de que quem vomita em Belo Horizonte um dia voltará a vomitar. (Bom, se vai ser em BH, Eu não sei, mas que vai vomitar...Ah vai!) Mas sabem que é o culpado disso? Isqueiro e Ivanoe! Seus filhos da puta! Foram logo me apresentar a Maria da Cruz! Mas, se um dia você for pra Minas e não tomar uma lapadinha (pra não dizer porrada) de Maria da Cruz...você não foi pra Minas! Calma. Maria da Cruz é uma cachaça de barril de carvalho, animal. Já tava pensando coisas produtivas, né? Hurum!!! Dhilícia!
Bem, na semana santa, fui liiinda e escovada pra Ouro Preto. Ô cidade gostosa. Clima mais frio que BH. Com suas ladeiras e ladrilhos, lembra muito Olinda. A cidade de Mariana, vizinha a Ouro Preto, também. O curioso são as repúblicas. Coisa de novela da Globo mesmo. Enquanto nós temos as casas de estudantes, eles têm as repúblicas, que são tradicionais e com regras próprias de admissão e administradas pelos veteranos. Mas, as peripécias de Ouro Preto é pauta pra outra conversa...FUI!!!

PS: Quero agradecer a Talles e família que me receberam no meu primeiro dia em Petrolina para fazer a reportagem e nos acompanharam em algumas visitas às comunidades. Ah, também quero deixar registrado aqui o agradecimento a Tássio e ao Budista, vulgo Rafael Barreira, que me acompanhou a uma das mais importantes visitas da viagem a Petrolina: as vitivinículas. Bate! Bundinhaaaa!!!!